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Executiva da Huawei deixa a prisão após pagar fiança no Canadá; ex-diplomata canadense é preso na China

Justiça aceitou pedido da chinesa, que foi detida a pedido dos Estados Unidos e corria risco de extradição. Fiança estipulada fixada em US$ 7,5 milhões.
Por G1

A diretora financeira da Huawei, Meng Wanzhou, foi solta nesta quarta-feira (12) depois de passar 11 dias presa no Canadá.

A executiva teve aceito o pedido de liberdade condicional, por um juiz canadense. O valor da fiança foi fixado em 10 milhões de dólares canadenses (US$ 7,5 milhões).

Meng saiu da prisão poucas horas depois da ordem do juiz, informou o canal Global News.

"O risco de que não se apresente perante o tribunal (para uma audiência de extradição) pode ser reduzido a um nível aceitável, impondo as condições de fiança propostas por seu assessor", disse o juiz, aplaudido na sala do tribunal pelos partidários da empresa chinesa, informa a France Presse.

As condições de libertação incluem a entrega de seus dois passaportes, que permaneça em uma de suas residências de Vancouver e use tornozeleira eletrônica. Além dis…

200 soldados dinamarqueses vão conter 'invasão' da Rússia na Estônia

Nesta semana, 200 soldados dinamarqueses chegarão à Estônia como parte da força rotativa da OTAN a fim de conter a alegada agressão por parte da Rússia contra os Países Bálticos e a Polônia. Os soldados foram instruídos para resistir às "operações psicológicas" e "armadilhas sexuais" de Moscou, comunicou a Danish Radio.


Sputnik

Mais simbólico do que defensivo, o objetivo principal da missão dinamarquesa é demonstrar sua solidariedade aos países do Báltico que fazem fronteira com a Rússia e reforçar a noção de "comportamento agressivo" por parte de Moscou, já que a decisão foi tomada à luz da reunificação da Crimeia com a Rússia, que foi descrita pelos políticos e mídia da Dinamarca como "anexação".


Familiares se despedindo de soldados dinamarqueses que partem à Estônia, na base naval Korsoer, 9 de janeiro de 2018
Familiares se despedem de soldados dinamarqueses © REUTERS/ Scanpix Denmark/Claus Bech

"Nós temos de assegurar os Países Bálticos que o artigo 5º, o 'juramento mosqueteiro', é aplicado a todos, é por isso que precisamos de manter uma presença visível", afirmou à Danish Radio Jens Ringsmose, chefe do Departamento de Operações Militares da Academia de Defesa, admitindo que a probabilidade de as tropas se envolverem em combates reais é muito baixa.

​Apesar disso, Ringsmose argumentou que a presença de vários países da OTAN vai complicar a situação para Moscou, que a mídia dinamarquesa geralmente descreve como o "urso russo".

"Nós precisamos enviar um sinal à Rússia que, caso ela considere atravessar a fronteira do território da OTAN, ela vai enfrentar não somente as tropas da Estônia, Lituânia e Letônia, mas também soldados dinamarqueses, britânicos e norte-americanos", assinalou Jens Ringsmose, admitindo que o risco de um confronto militar real entre a Rússia e os Países Bálticos é "muito baixo".

​Os soldados da Dinamarca serão estacionados na base de Tapa como parte do grupo avançado da OTAN que conta com 4.000 efetivos, cujo objetivo é reforçar a defesa dos Países Bálticos, cujo contingente combinado corresponde a 22.000 militares.

"Apesar de a contribuição da Dinamarca não ser muito grande […] as ações do país são percebidas como um ato de solidariedade", assinalou a embaixadora dinamarquesa na Estônia, Kristina Miskowiak Beckvard.

Contudo, o número de soldados da Dinamarca na Estônia vai exceder a sua força no Afeganistão. Enquanto as tropas dinamarquesas na Estônia provavelmente nunca vão ver um combate real, ao contrário de seus colegas no Oriente Médio, eles são apresentados como prováveis alvos de desinformação e campanhas de guerra híbrida russas, informou a Danish Radio.

Além disso, os soldados dinamarqueses foram particularmente avisados sobre "armadilhas sexuais", ou seja, mulheres cumprindo missões para seduzir soldados estrangeiros e obter informações confidenciais. Embora Flemming Spildsboel, especialista em assuntos russos, tenha admitido desconhecer qualquer caso desse tipo que tivesse ocorrido nos Países Bálticos, ele argumentou que o risco era maior na Estônia que, por exemplo, no Afeganistão.

Em meio à instalação de tropas dinamarquesas na Estônia, a mídia da Dinamarca viu mais um ponto de discussão sobre a imaginada "ameaça russa".

Entre outros, Jorgen Staun, especialista em política de segurança da Rússia, sugeriu que a ilha mais oriental na Dinamarca no Báltico, Bornholm, seria provavelmente envolvida no combate à agressão militar da Rússia. Staun afirmou também que a Rússia poderia realizar duas intervenções independentes no estrangeiro com 150.000 efetivos para "fechar" o mar Báltico evitando assim que a OTAN socorresse os Países Bálticos, informou a TV2 dinamarquesa.


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