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Israel realiza novos bombardeios na Faixa de Gaza após queda de foguete

Aviação israelense atacou instalações subterrâneas em Gaza. Foguete disparado de Gaza caiu em cidade israelense sem causar vítimas.
France Presse

Aviões de guerra israelenses realizaram novos ataques na madrugada desta segunda-feira (19) na Faixa de Gaza, onde a tensão foi reduzida, mas sem dissipar todo o fantasma de um novo confronto.

A aviação israelense atacou instalações subterrâneas no sul do território do movimento palestino Hamas, afirmou em um comunicado.

Israel respondeu assim ao disparo de um foguete lançado no domingo à noite a partir da Faixa de Gaza - o segundo em 24 horas - e que caiu sem causar vítimas nas proximidades de Sderot, cidade israelense perto do enclave palestino.

O exército de Israel manteve sua política de resposta sistemática a qualquer intervenção hostil a partir dos territórios palestinos, onde travou três guerras contra o Hamas e grupos armados palestinos aliados desde 2008.

Israel usará "todos os meios à sua disposição" para garantir a segurança d…

Avibras lucra com aumento das exportações de armas brasileiras

Maior fabricante de armamentos do país, empresa registra melhor ano da história


Lino Rodrigues | Correio Braziliense

São Paulo — Em meio a mais um embate com o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos, por conta da demissão de 134 trabalhadores na última terça-feira, a Avibras Indústria Aeroespacial, maior fabricante e exportador de armamento e sistemas de defesa do país, começou o ano novo comemorando os resultados de 2017, os melhores de sua história.


Sistema Astros 2020 | Reprodução

Não fosse a grande ociosidade nas linhas de produção, típica da sazonalidade imposta pelo modelo de negócio cujas encomendas costumam levar de três a cinco anos para serem efetivadas, a festa seria completa. Pelos cálculos dos próprios sindicalistas, que negociaram benefícios financeiros para os demitidos, somente em abril a fábrica deve voltar a produzir para atender a três novos contratos. Mais à frente, as recontratações deverão acontecer de forma natural.

Até lá, segundo Sérgio Henrique Machado, diretor do sindicato, os dois contratos de exportação de armamento e outro de revitalização de viaturas para o Exército Brasileiro vão garantir o emprego de 1.176 trabalhadores. A capacidade de produção da Avibras ainda está bem acima para o volume que será utilizado com as novas encomendas que começam a ser produzidas entre março e abril. “Esses contratos são insuficientes para atender a capacidade da fábrica hoje. Vai ficar muita gente ociosa ainda”, diz Machado.

De acordo com fontes próximas à empresa, além das duas encomendas internacionais e do Exército brasileiro, outros contratos de exportação ainda se encontram dependentes de garantias bancárias para serem liberados para a produção.

Com sede em São José dos Campos e fábrica na vizinha Jacareí (ambas em São Paulo), a Avibras deve fechar o balanço do exercício de 2017 com receitas de R$ 1,7 bilhão, resultado 25% superior ao de 2016, quando atingiu a marca também recorde de R$ 1,4 bilhão, e crescimento de 26% ante 2015.

O bom momento da Avibras coincide com o aumento das exportações brasileiras de armas, munições e projéteis para atender o crescimento da demanda devido aos riscos cada vez maiores de terrorismo e atritos regionais. Segundo dados do Ministério da Indústria e Comércio (Mdic), as venda de armamentos produzidos no país saltaram de US$ 316,5 milhões (R$ 996 milhões) em 2014 para US$ 475 milhões (R$1,5 bilhão) no ano passado.

Recuperação

Quinze anos atrás, a Avibras faturava R$ 154,6 milhões, ou seja, dez vezes menos que o valor das vendas em 2017. O caminho para chegar a esse nível de desenvolvimento foi repleto de dificuldades. Em 2011, recém-saída de um doloroso processo de recuperação judicial, a empresa acumulava dívidas totais estimadas em R$ 500 milhões (cerca de R$ 170 milhões só com o governo federal).

A situação era tão grave que muitos especialistas debatiam até mesmo a possibilidade de desaparecimento definitivo da empresa. Demissões em massa, atrasos de salário e incapacidade de inovar eram situações que pareciam incontornáveis para garantir alguma sobrevida à empresa.

Para reverter o quadro, a empresa foi à procura de novos sócios (entre eles, a própria União). Ajuda providencial veio de um contrato orçado em R$ 1 bilhão para o chamado programa Astros 2020, um sistema voltado ao lançamento de foguetes para equipar as tropas do Exército.

Atualmente, a Avibras é controlada por um único sócio: João Brasil Carvalho Leite, filho do fundador, o engenheiro João Verdi de Carvalho Leite, morto em acidente, em 2008. Ele tem 94,7% das ações. O restante está pulverizado entre mais de 500 acionistas, como funcionários da própria companhia.

No último balanço divulgado, de 2016, a empresa reportou um passivo total de R$ 1,135 bilhão. Desse total, R$ 128,6 milhões correspondem a empréstimos e financiamentos e R$ 484,3 milhões dizem respeito a dívidas com impostos e encargos sociais. Ao contrário de 2011, os débitos com o governo estão equalizados e parcelados por meio de programas de Refis.


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