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Pentágono nega que avião russo tenha 'expulsado' bombardeiro americano do Báltico

O Pentágono não concorda que o bombardeiro estratégico norte-americano B-52H tenha sido expulso por um caça russo Su-27 sobre o mar Báltico, comunicou à Sputnik o representante da entidade militar americana Eric Pahon.
Sputnik

"O avião da Força Aérea dos EUA B-52H realizava operações rotineiras no espaço aéreo internacional segundo o princípio da liberdade de navegação e de voo. Em 20 de março, o B-52H teve um encontro ordinário com um Su-27 russo que efetuava operações sobre o mar Báltico", esclareceu o porta-voz do Pentágono.

Pahon acrescentou que o Su-27 não expulsou o B-52H, que conseguiu completar a sua missão.

Na véspera, o Ministério da Defesa da Rússia publicou um vídeo de caças russos escoltando um bombardeiro estratégico americano Boeing B-52H sobre as águas neutras do mar Báltico. Segundo o comunicado, dois caças Su-27 levantaram voo para identificar e acompanhar a aeronave dos EUA.

De acordo com o Ministério, após o B-52H ter mudado de trajetória, distanciando-se da f…

China busca aumentar seu poder nuclear para evitar 'bullying' dos EUA

Um porta-voz militar do Exército chinês disse na última terça-feira que, apesar do fato de seu país possuir armas suficientes para evitar a pressão dos EUA e outras potências nucleares, tem que responder à mudança de estratégia da administração dos EUA do presidente Donald Trump.


Sputnik

Os especialistas apontam para um aumento significativo no número de ogivas nucleares chinesas. Parte da explicação para isso envolve a nova estratégia de segurança nacional dos EUA, divulgada em dezembro de 2017 e que é orientada principalmente para limitar o crescimento da influência global da China e da Rússia.


Veículos militares transportam mísseis balísticos de curto alcance DF-15B passando pela Porta de Tianamen durante a parada militar em homenagem aos 70 anos da vitória na Segunda Guerra Mundial, Pequim, China, 3 de setembro de 2015
Veículos de transporte de mísseis balísticos DF-15B chineses © REUTERS/ Jason Lee

Para atingir este objetivo do Pentágono, as autoridades estadunidenses procuram aumentar a capacidade militar através do aumento da capacidade de guerra com armas nucleares de "baixa potência". Para Pequim, há um crescente "bullying" americano com o Trump no governo dos EUA e os chineses estão comprometidos a enfrentar isso.

De acordo com o jornal South China Morning Post, entre os meios com os quais os EUA aspiram esse fim estão o bombardeiro B-21, desenvolvido pela empresa Northrop Grumman, que tem a capacidade de disparar mísseis convencionais e termonucleares.

As ogivas nucleares são outro elemento-chave no processo de fortalecimento das capacidades militares de Washington. De acordo com o ex-membro do Exército Popular da China, Song Zhongping, Pequim deve ter implantado várias centenas de ogivas nucleares, embora não "tantas como os EUA e a Rússia".

Mistério e inovações


A China nunca divulgou o número total de ogivas nucleares do seu arsenal. No entanto, a Associação de Controle de Armas (ACA), com sede em Washington, calcula um total de 270 ogivas, um número maior do que o Reino Unido (215), em comparação com a França (300) e bem abaixo da Rússia (7000) e dos EUA (6800).

Para o analista militar chinês Zhou Chenming, a China só precisa aumentar o seu arsenal nuclear com mais 100 ogivas para anular as ameaças dos EUA e a Índia.

"Considerando a visão pragmática da China, o país não vai gastar muito dinheiro na corrida armamentista. A manutenção das armas nucleares é algo extremamente caro", explicou Chenming. "A China desenvolveu muitos tipos de ogivas convencionais, de curta e longa distância, que podem se tornar poderosas armas nucleares".

O gigante asiático concentra-se principalmente na atualização da eficácia de suas armas nucleares através da modernização de lançadores de mísseis capazes de disparar vários projéteis ao mesmo tempo por mar, terra e ar.

Além disso, Pequim está desenvolvendo um "veículo de deslocamento supersônico (HGV)" conhecido como DF-17, cujos primeiros testes foram realizados em novembro do ano passado. Tal arma representa um desafio não apenas para os EUA, mas também para o Japão e a Índia, rivais envolvidos em recentes disputas territoriais na Ásia.


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