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Erdogan: exército sírio parou de avançar para Afrin

O presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, declarou que as tropas do governo sírio deixaram de avançar para a cidade de Afrin "após consultas", realizadas pelo líder turco nesta segunda-feira.
Sputnik

As tropas do governo sírio "foram realmente detidas ontem (segunda-feira)", afirmou Erdogan, segundo a agência de notícias Anadolu. Segundo o chefe de Estado, isso aconteceu "após consultas". No entanto, Erdogan não especificou à que consultas estaria se referindo.


Nesta segunda-feira, o líder turco discutiu a situação em Afrin durante conversa telefônica com seus homólogos russo e iraniano, Vladimir Putin e Hassan Rouhani.

Erdogan também afirmou que as milícias pró-governo que tentaram entrar em Afrin nesta terça-feira, e que foram repelidas pelas tropas turcas, o fizeram por iniciativa própria.

"A milícia síria decidiu entrar em Afrin por conta própria. Isso é inaceitável e não ficará sem resposta", alertou Erdogan.

Anteriormente, a imprensa infor…

China busca aumentar seu poder nuclear para evitar 'bullying' dos EUA

Um porta-voz militar do Exército chinês disse na última terça-feira que, apesar do fato de seu país possuir armas suficientes para evitar a pressão dos EUA e outras potências nucleares, tem que responder à mudança de estratégia da administração dos EUA do presidente Donald Trump.


Sputnik

Os especialistas apontam para um aumento significativo no número de ogivas nucleares chinesas. Parte da explicação para isso envolve a nova estratégia de segurança nacional dos EUA, divulgada em dezembro de 2017 e que é orientada principalmente para limitar o crescimento da influência global da China e da Rússia.


Veículos militares transportam mísseis balísticos de curto alcance DF-15B passando pela Porta de Tianamen durante a parada militar em homenagem aos 70 anos da vitória na Segunda Guerra Mundial, Pequim, China, 3 de setembro de 2015
Veículos de transporte de mísseis balísticos DF-15B chineses © REUTERS/ Jason Lee

Para atingir este objetivo do Pentágono, as autoridades estadunidenses procuram aumentar a capacidade militar através do aumento da capacidade de guerra com armas nucleares de "baixa potência". Para Pequim, há um crescente "bullying" americano com o Trump no governo dos EUA e os chineses estão comprometidos a enfrentar isso.

De acordo com o jornal South China Morning Post, entre os meios com os quais os EUA aspiram esse fim estão o bombardeiro B-21, desenvolvido pela empresa Northrop Grumman, que tem a capacidade de disparar mísseis convencionais e termonucleares.

As ogivas nucleares são outro elemento-chave no processo de fortalecimento das capacidades militares de Washington. De acordo com o ex-membro do Exército Popular da China, Song Zhongping, Pequim deve ter implantado várias centenas de ogivas nucleares, embora não "tantas como os EUA e a Rússia".

Mistério e inovações


A China nunca divulgou o número total de ogivas nucleares do seu arsenal. No entanto, a Associação de Controle de Armas (ACA), com sede em Washington, calcula um total de 270 ogivas, um número maior do que o Reino Unido (215), em comparação com a França (300) e bem abaixo da Rússia (7000) e dos EUA (6800).

Para o analista militar chinês Zhou Chenming, a China só precisa aumentar o seu arsenal nuclear com mais 100 ogivas para anular as ameaças dos EUA e a Índia.

"Considerando a visão pragmática da China, o país não vai gastar muito dinheiro na corrida armamentista. A manutenção das armas nucleares é algo extremamente caro", explicou Chenming. "A China desenvolveu muitos tipos de ogivas convencionais, de curta e longa distância, que podem se tornar poderosas armas nucleares".

O gigante asiático concentra-se principalmente na atualização da eficácia de suas armas nucleares através da modernização de lançadores de mísseis capazes de disparar vários projéteis ao mesmo tempo por mar, terra e ar.

Além disso, Pequim está desenvolvendo um "veículo de deslocamento supersônico (HGV)" conhecido como DF-17, cujos primeiros testes foram realizados em novembro do ano passado. Tal arma representa um desafio não apenas para os EUA, mas também para o Japão e a Índia, rivais envolvidos em recentes disputas territoriais na Ásia.


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