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Executiva da Huawei deixa a prisão após pagar fiança no Canadá; ex-diplomata canadense é preso na China

Justiça aceitou pedido da chinesa, que foi detida a pedido dos Estados Unidos e corria risco de extradição. Fiança estipulada fixada em US$ 7,5 milhões.
Por G1

A diretora financeira da Huawei, Meng Wanzhou, foi solta nesta quarta-feira (12) depois de passar 11 dias presa no Canadá.

A executiva teve aceito o pedido de liberdade condicional, por um juiz canadense. O valor da fiança foi fixado em 10 milhões de dólares canadenses (US$ 7,5 milhões).

Meng saiu da prisão poucas horas depois da ordem do juiz, informou o canal Global News.

"O risco de que não se apresente perante o tribunal (para uma audiência de extradição) pode ser reduzido a um nível aceitável, impondo as condições de fiança propostas por seu assessor", disse o juiz, aplaudido na sala do tribunal pelos partidários da empresa chinesa, informa a France Presse.

As condições de libertação incluem a entrega de seus dois passaportes, que permaneça em uma de suas residências de Vancouver e use tornozeleira eletrônica. Além dis…

Cientista político americano revela o que obstaculiza resolução do problema ucraniano

A história da crise ucraniana está sendo transtornada por mitos políticos e falta de competência profissional da mídia estadunidense, acredita Stephen Frand Cohen, professor honrado das Universidades de Nova York e Princeton, especialista em assuntos ligados à Rússia.


Sputnik

Em uma conversa com o apresentador de rádio John Batchelor, citada pela edição The Nation, o especialista assinalou que a resolução da crise se obstaculiza por duas versões opostas sobre sua erupção.


Monumento da Independencia em Kiev, Ucrânia
Monumento à Independência em Kiev, Ucrânia © Sputnik/ Yevgenia Novozhenina

A primeira, divulgada pelos EUA, trata-se exclusivamente da "agressão" do Kremlin e de Putin. A segunda, a versão russa, tem a ver com a "agressão" por parte da União Europeia e OTAN, protegidas de Washington.

Na opinião de Cohen, nesta história há muitas "intenções ruins, erros e falhas de cálculo", porém, a versão russa, totalmente ignorada pela mídia estadunidense, é mais correspondente com os acontecimentos históricos dos anos 2013-2014.

Cohen relembrou, que em janeiro de 2014, Putin que estava se preparando para as Olimpíadas de Inverno em Sochi, estando disposto a demonstrar que a Rússia é um parceiro independente que merece confiança em assuntos internacionais, não tinha nenhuma intenção de provocar uma crise global de larga escala com o Ocidente ou com a Ucrânia "fraterna".

"Razoáveis ou não, mas todos os seus passos tinham por excelência um caráter recíproco e nada de 'agressivo', inclusive as suas ações na Crimeia e no leste da Ucrânia", assinalou.

Ele também observou que o início da crise foi acelerado pelo acordo sobre a "parceria" que a União Europeia propôs celebrar ao então presidente ucraniano, Viktor Yanukovich, e do qual este descartou em novembro de 2013.

Naquele momento, Putin e seus representantes estavam tentando convencer a UE de tornar o acordo econômico com a Ucrânia em "trilateral", ou seja, incluindo Moscou. Seja como fosse, os líderes europeus recusaram, sugerindo a Kiev fazer uma escolha entre a Rússia e o Ocidente, adiantou Cohen.

O professor também afirmou que ao longo de muitos anos, as estruturas ocidentais "têm investido bilhões de dólares na Ucrânia para prepará-la aos valores ‘civilizatórios' do Ocidente. Ou seja, a 'marcha' contra ela começou muito mais cedo do que os acontecimentos na praça Maidan".

Por isso, Cohen expressou dúvidas se seria possível chamar o golpe de fevereiro de 2014 de uma "revolução democrática", considerando que parte das forças oligárquicas permanece em vigor.

"As raízes antidemocráticas do atual regime em Kiev continuam afetando seu trabalho. O presidente Pyotr Poroshenko, tornou-se pouco popular entre os ucranianos. Seu regime continua totalmente corrupto", acrescentou.


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