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Mílicia de Lugansk denuncia chegada de mercenários estrangeiros a Donbass

Milícia independentista da república autoproclamada de Lugansk tem informações sobre a chegada a Donbass de mercenários estrangeiros para combater ao lado de militares ucranianos, declarou na sexta-feira (19) o representante oficial da entidade responsável pela defesa da república, Andrei Marochko.
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"Segundo os nossos dados, nesta semana ao povoado de Popasnaya, na zona de responsabilidade da 14ª brigada mecanizada das Forças Armadas da Ucrânia, chegaram 20 mercenários que falavam as línguas georgiana e polonesa", contou Marochko.


Em 2014, as autoridades ucranianas iniciaram uma operação militar contra as repúblicas populares de Donetsk e de Lugansk, que declararam sua independência depois do golpe do Estado que ocorreu na Ucrânia em 2014. Segundo as últimas estimativas da ONU, as ações militares em Donbass resultaram na morte de mais de 10 mil pessoas.

Em fevereiro de 2015, as partes em conflito assinaram os acordos de paz de Minsk para acabar com os combates na região, …

Cuidado com o que deseja: por que forçar mudança de governo no Irã não é boa ideia

Embora seja cedo demais para esperar que os recentes protestos no Irã levem a uma mudança de Governo, algo que os EUA e Israel aplaudiriam, a instabilidade no país seria uma má notícia para a estabilidade da região, alertou o jornal britânico The Guardian.


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"Muitos dos rivais do Irã assistem aos protestos nas ruas de Teerã como aves necrófagas voando no céu do deserto. Os esforços xiitas do Irã no sentido de aumentar sua influência no Oriente Médio fizeram com que o país ganhasse muitos inimigos", explicou Simon Tisdall em seu artigo para o The Guardian, considerando a Arábia Saudita uma das principais "aves necrófagas". 


Os protestos no Irã, nos finais de dezembro de 2017
Protestos no Irã © AP Photo/ STR

Portanto, não é surpreendente que o governo iraniano tenha se apressado a acusar Riad de incentivar os protestos no país para desestabilizá-lo. "Quando o vice-governador da localidade iraniana de Lorestan culpou os 'grupos takfiri' (extremistas sunitas) e os 'serviços de inteligência estrangeiros', estava falando em código para se referir a Riad", afirmou Tisdall.

O príncipe herdeiro saudita, Mohammad bin Salman, chamou o líder supremo do Irã, Ali Khamenei, de "novo Hitler do Oriente Médio".

"Nos seus esforços para isolar o Irã, fazer um golpe no Qatar e outros países árabes do golfo Pérsico e garantir o controle em sua própria casa, o jovem Salman ganhou a reputação de imprudente […] Ninguém sabe realmente até onde ele está disposto a chegar", acrescentou Tisdall.

Os EUA, aliados dos sauditas, apoiam as revoltas nas ruas de Teerã e tudo o que ameace o governo de Hassan Rouhani, cuja legitimidade, explicou Tisdall, surgiu das eleições há menos de um ano.

Os políticos israelenses também aplaudem os protestos e esperam com impaciência uma mudança de regime no Irã, mas o primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, é mais prudente. Ele instou os iranianos a baixarem o tom dos protestos, "provavelmente porque está receoso de que os líderes iranianos mostrem sua ira contra Israel".

"O fato de que Netanyahu teme uma reação violenta é, provavelmente, uma posição sensata. [Ao contrário dos EUA], Israel está na linha de fogo se as coisas se descontrolarem [na região]".

É por isso que Israel afirmou que o Irã aumentou o fornecimento de mísseis e armas ao Hezbollah no Líbano e aos militares palestinos em Gaza. O país está cada vez mais preocupado com a segurança de sua fronteira com a Síria nas Colinas de Golã.

A ideia de que um Irã debilitado e ferido pode atacar é suficiente para que a satisfação israelense com os protestos seja comedida. A retaliação do Irã nessas condições seria imprevisível tanto para o Iraque como para a Síria, bem como para a Turquia e a Rússia, atualmente aliados de Teerã, conclui o autor.


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