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Análise: presidente ucraniano mata sua indústria ao introduzir novas sanções contra Rússia

O presidente da Ucrânia, Pyotr Poroshenko, assinou um decreto sobre as sanções contra a Rússia adotadas pelo Conselho de Defesa e Segurança Nacional da Ucrânia. O especialista Eduard Popov falou com a Sputnik e indicou qual o principal objetivo perseguido pelo governo ucraniano com tal iniciativa.
Sputnik

Em 2 de maio, o Conselho de Defesa e Segurança Nacional da Ucrânia ampliou as medidas restritivas em relação a diversas pessoas físicas e jurídicas russas, bem como prolongou a vigência das sanções introduzidas anteriormente.

Segundo informou a assessoria de imprensa da entidade, as sanções são aplicadas a pessoas "relacionadas com a agressão no ciberespaço e no campo informacional" contra a Ucrânia, "ações criminosas" contra os cidadãos ucranianos detidos na Rússia, bem como aos deputados da Duma de Estado e do Conselho da Federação da Rússia.

O diretor do Centro de Cooperação Pública e Informativa "Europa", Eduardo Popov, disse ao serviço russo da Rádio Sp…

Erdogan ameaça atacar milícias curdas da Síria 'a qualquer momento'

O presidente da Turquia, o islamita Recep Tayyip Erdogan, ameaçou nesta segunda-feira lançar uma operação militar "a qualquer momento" nas regiões sírias de Afrin e Manbij, em mãos de milícias curdas aliadas aos EUA, país ao qual acusou de estar "criando um Exército terrorista" na fronteira.


EFE

"As Forças Armadas turcas resolverão o problema de Afrin e Manbij. Os preparativos já estão completos. A operação pode começar a qualquer momento", disse Erdogan em um discurso em Ancara.


Recep Tayyip Erdogan em foto de 9 de janeiro. EFE/ cedida pelo governo turco
Recep Tayyip Erdogan em foto de 9 de janeiro. EFE/ cedida pelo governo turco

Tanto o cantão curdo de Afrin, no noroeste da Síria e fronteiriço com a Turquia, como a região de Manbij, ao oeste do rio Eufrates, estão dominados pelas milícias curdas Unidades de Proteção Popular (YPG), aliadas de Washington contra o jihadista Estado Islâmico (EI), mas que Ancara considera "terroristas".

Ancara vê essas milícias como uma mera filial da guerrilha curda da Turquia, o Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK).

As Forças Armadas turcas deslocaram tanques e tropas à fronteira com Afrin e a artilharia atacou nos últimos dias posições das YPG.

Erdogan também criticou com dureza os planos dos EUA para armar as milícias curdo-sírias com o objetivo de criar uma nova força de 30 mil soldados que será desdobrada em zonas fronteiriças com a Turquia e o Iraque.

Nesse projeto para criar uma guarda fronteiriça cooperariam as Forças da Síria Democrática (FSD) - das quais a YPG é o componente principal -, a Coalizão internacional antijihadista e os EUA.

"OS EUA agora admitem que estão criando um Exército terrorista ao longo da nossa fronteira. O que temos que fazer é acabar com esse exército antes que nasça", assegurou Erdogan, que insistiu que seu país limpará de "terroristas" os 900 quilômetros de fronteira com a Síria.

Erdogan acrescentou que seu país "baterá com dureza" em qualquer força que ameace a Turquia.

Os curdos e outras minorias do norte da Síria autoproclamaram um sistema federal nas zonas sob o domínio das FSD, um projeto que causa receio em Ancara porque poderia avivar tensões na própria minoria curda na Turquia.


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