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Águas 'quentes' da Síria: fragata russa persegue submarino nuclear dos EUA

Durante sua última missão no mar Mediterrâneo em abril passado, a fragata Admiral Essen da Marinha russa conseguiu detectar e perseguir um submarino nuclear dos EUA perto da costa síria. Essa informação foi só agora tornada pública.
Sputnik

A fragata Admiral Essen, pertencente à Frota do Mar Negro, perseguiu o submarino estadunidense da classe Ohio durante mais de duas horas, comunica o jornal russo Izvestiya, citando o Estado-Maior da Marinha russa.

A tripulação do navio russo registrou os parâmetros principais do submarino para, em seguida, os adicionar ao retrato acústico do submersível.

A fragata havia partido para o mar Mediterrâneo em março e regressou à base de Sevastopol no fim de junho. Encontrava-se na zona costeira síria quando os EUA, o Reino Unido e a França atacaram a Síria com mísseis.

Além disso, no decurso da missão, a sua tripulação realizou uma série de manobras táticas. Em particular, treinou ataques contra alvos marítimos e aéreos, combate em grupo e isolado, bem como…

Este sistema de defesa antiaérea russo não tem análogos nos EUA

O sistema de defesa antiaérea russo Pantsir-S, considerado a arma ideal para repelir ataques massivos com drones, não tem análogos nos EUA, sublinha Sebastien Roblin em seu artigo para a revista The National Interest.


Sputnik

O Pantsir, também conhecido como SA-22 Greyhound na OTAN, provém da linha de armas da era soviética destinada para proteger batalhões de tanques de ataques aéreos, começando com o veículo blindado ZSU-23-4 Shilka, construído com base no chassi do tanque anfíbio PT-76.


Sistema antiaéreo russo Pantsir-S1
Pantsir S1 © Sputnik/ Evgeny Biyatov

Durante o conflito na Síria, estes complexos atacaram repetidamente vários mísseis e drones. Assim, em dezembro do ano passado derrubaram dois mísseis disparados contra a base aérea de Hmeymim, frisou Roblin.

O Pantsir passou por várias transformações desde o seu primeiro protótipo de 1995 com diferentes configurações de chassi e radar para caminhões Kamaz 6560, que necessita de uma tripulação de três pessoas.

A arma pode funcionar independentemente e pode utilizar uma bateria completa subordinada ao controle de um posto de comando ou a uma unidade de radar mais potente, da qual os veículos podem receber a ordem de disparar.

O sistema antiaéreo pode detectar aeronaves a uma distância de 35 quilômetros, utilizando o seu radar de busca eletrônica passiva. Além disso, possui uma torre de vigilância ótico-eletrônica com múltiplos sistemas de imagens que incluem um canal térmico como sensor de apoio.

Esta arma é capaz de disparar até quatro mísseis contra dois ou três alvos ao mesmo tempo, com somente 1,5 segundos entre cada disparo. Alcança alvos com até 19 quilômetros de distância e até 15 mil metros de altura. Se os mísseis não conseguem aniquilar o objetivo, o Pantsir pode atacar com canhões de 30 milímetros de rápido ataque que ficam em sua torre rotativa.

Atualmente, o exército dos EUA não dispõe de um sistema de defesa antiaérea de curto alcance tão potente como o Pantsir, destaca o artigo.

Segundo Roblin, as forças terrestres norte-americanas sempre contavam com sua Força Aérea para limpar o céu de ameaças aéreas, enquanto o exército russo não descarta que suas tropas terrestres possam ser alvo de ataques aéreos, por isso desenvolveram uma grande variedade de sistemas de defesa antiaérea.


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