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Putin ameaça retaliar se EUA instalarem mísseis na Europa

Em seu discurso sobre o estado da nação, presidente russo faz ataques a Washington e promete apontar seu arsenal para os Estados Unidos e para o continente europeu se mísseis americanos atravessarem o Atlântico.
Deutsch Welle

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, alertou nesta quarta-feira (20/02) que seu país responderá a um possível envio de mísseis americanos à Europa, fazendo com que não apenas os países que receberem esses armamentos se tornem alvos, mas também os Estados Unidos.


Em seu discurso anual sobre o estado da nação em Moscou, Putin elevou o tom ao comentar uma nova e potencial corrida armamentista. Ele afirmou que a reação russa a um possível envio seria rigorosa e que as autoridades em Washington – algumas das quais estariam obcecadas com o "excepcionalismo" americano – deveriam calcular os riscos antes de tomar qualquer medida.

"É o direito deles de pensar da forma que quiserem. Mas eles sabem fazer cálculos? Tenho certeza que sabem. Deixemos que eles cal…

EUA incluem líder do Hamas em lista de terroristas

Em meio a tensão com palestinos, Washington acusa Ismail Haniyeh de envolvimento em atos de terrorismo contra cidadãos israelenses e americanos. Hamas, na lista desde 1997, rechaça decisão e promete manter resistência.


Deutsch Welle


Os Estados Unidos anunciaram nesta quarta-feira (31/01) que incluíram o líder do movimento palestino Hamas, Ismail Haniyeh, em sua lista de terroristas internacionais. Outros três grupos que atuam em territórios palestinos também passaram a fazer parte da relação americana.


Ismail Haniyeh, de 55 anos, é líder do movimento palestino Hamas desde maio de 2017
Ismail Haniyeh, de 55 anos, é líder do movimento palestino Hamas desde maio de 2017

"Haniyeh tem vínculos estreitos com a ala militar do Hamas e tem sido um defensor da luta armada, inclusive contra civis", afirmou, em nota, o Departamento de Estado americano, acusando o líder palestino de envolvimento em ataques terroristas contra cidadãos israelenses e americanos.

A inclusão de Haniyeh na lista de terroristas vem acompanhada de sanções, deixando-o impedido de realizar transações financeiras com cidadãos e empresas americanas, bem como congelando qualquer bem que ele possa ter nos Estados Unidos.

Em comunicado, o Hamas reagiu ao anúncio tachando a decisão americana de "tentativa fracassada de pressionar a resistência". "Isso não vai desencorajar nossa opção de resistência até que consigamos expulsar os ocupantes", reforçou o movimento, referindo-se às autoridades de Israel.

O Hamas, que controla a Faixa de Gaza há mais de uma década, já se encontra na lista de organizações terroristas internacionais do governo americano desde 1997. Washington culpa o movimento pela morte de 17 cidadãos americanos em ataques terroristas. Haniyeh, de 55 anos, lidera o grupo desde maio do ano passado.

Também passaram a integrar a lista dois grupos com base no Egito, Liwa al Thawra e Harakat Sawa'd Misr (HASM), e um terceiro grupo, Harakat al-Sabireen, que opera em Gaza e é, segundo os EUA, patrocinado pelo Irã.

"São grupos e líderes terroristas, incluindo dois patrocinados e dirigidos pelo Irã, que estão ameaçando a estabilidade do Oriente Médio, minando o processo de paz e atacando os nossos aliados Egito e Israel", afirmou o secretário de Estado americano, Rex Tillerson.

"As ações de hoje são um passo importante para negar-lhes os recursos de que precisam para planejar e fazer suas atividades terroristas", acrescentou Tillerson.

O anúncio de Washington ocorre num momento de tensão entre os Estados Unidos e os palestinos, depois que o presidente americano, Donald Trump, anunciou ter reconhecido a cidade disputada de Jerusalém como capital de Israel, em dezembro passado, provocando reações indignadas de entidades e líderes internacionais, bem como confrontos violentos entre israelenses e palestinos.


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