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Israel realiza novos bombardeios na Faixa de Gaza após queda de foguete

Aviação israelense atacou instalações subterrâneas em Gaza. Foguete disparado de Gaza caiu em cidade israelense sem causar vítimas.
France Presse

Aviões de guerra israelenses realizaram novos ataques na madrugada desta segunda-feira (19) na Faixa de Gaza, onde a tensão foi reduzida, mas sem dissipar todo o fantasma de um novo confronto.

A aviação israelense atacou instalações subterrâneas no sul do território do movimento palestino Hamas, afirmou em um comunicado.

Israel respondeu assim ao disparo de um foguete lançado no domingo à noite a partir da Faixa de Gaza - o segundo em 24 horas - e que caiu sem causar vítimas nas proximidades de Sderot, cidade israelense perto do enclave palestino.

O exército de Israel manteve sua política de resposta sistemática a qualquer intervenção hostil a partir dos territórios palestinos, onde travou três guerras contra o Hamas e grupos armados palestinos aliados desde 2008.

Israel usará "todos os meios à sua disposição" para garantir a segurança d…

EUA incluem líder do Hamas em lista de terroristas

Em meio a tensão com palestinos, Washington acusa Ismail Haniyeh de envolvimento em atos de terrorismo contra cidadãos israelenses e americanos. Hamas, na lista desde 1997, rechaça decisão e promete manter resistência.


Deutsch Welle


Os Estados Unidos anunciaram nesta quarta-feira (31/01) que incluíram o líder do movimento palestino Hamas, Ismail Haniyeh, em sua lista de terroristas internacionais. Outros três grupos que atuam em territórios palestinos também passaram a fazer parte da relação americana.


Ismail Haniyeh, de 55 anos, é líder do movimento palestino Hamas desde maio de 2017
Ismail Haniyeh, de 55 anos, é líder do movimento palestino Hamas desde maio de 2017

"Haniyeh tem vínculos estreitos com a ala militar do Hamas e tem sido um defensor da luta armada, inclusive contra civis", afirmou, em nota, o Departamento de Estado americano, acusando o líder palestino de envolvimento em ataques terroristas contra cidadãos israelenses e americanos.

A inclusão de Haniyeh na lista de terroristas vem acompanhada de sanções, deixando-o impedido de realizar transações financeiras com cidadãos e empresas americanas, bem como congelando qualquer bem que ele possa ter nos Estados Unidos.

Em comunicado, o Hamas reagiu ao anúncio tachando a decisão americana de "tentativa fracassada de pressionar a resistência". "Isso não vai desencorajar nossa opção de resistência até que consigamos expulsar os ocupantes", reforçou o movimento, referindo-se às autoridades de Israel.

O Hamas, que controla a Faixa de Gaza há mais de uma década, já se encontra na lista de organizações terroristas internacionais do governo americano desde 1997. Washington culpa o movimento pela morte de 17 cidadãos americanos em ataques terroristas. Haniyeh, de 55 anos, lidera o grupo desde maio do ano passado.

Também passaram a integrar a lista dois grupos com base no Egito, Liwa al Thawra e Harakat Sawa'd Misr (HASM), e um terceiro grupo, Harakat al-Sabireen, que opera em Gaza e é, segundo os EUA, patrocinado pelo Irã.

"São grupos e líderes terroristas, incluindo dois patrocinados e dirigidos pelo Irã, que estão ameaçando a estabilidade do Oriente Médio, minando o processo de paz e atacando os nossos aliados Egito e Israel", afirmou o secretário de Estado americano, Rex Tillerson.

"As ações de hoje são um passo importante para negar-lhes os recursos de que precisam para planejar e fazer suas atividades terroristas", acrescentou Tillerson.

O anúncio de Washington ocorre num momento de tensão entre os Estados Unidos e os palestinos, depois que o presidente americano, Donald Trump, anunciou ter reconhecido a cidade disputada de Jerusalém como capital de Israel, em dezembro passado, provocando reações indignadas de entidades e líderes internacionais, bem como confrontos violentos entre israelenses e palestinos.


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