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Erdogan diz que Turquia continuará operação na Síria, pactuada com Moscou

O presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, afirmou nesta segunda-feira que seu país não interromperá sua operação militar lançada no sábado contra as milícias curdas aliadas dos Estados Unidos no norte da Síria e insistiu que esta operação está pactuada com a Rússia.
EFE

"Não vamos retroceder em Afrin. Falamos com os russos e há consenso", disse o político islamita em relação à região do norte da Síria nas mãos das milícias curdas Unidades de Proteção do Povo (YPG), que Ancara considera terroristas e aliadas da guerrilha curda da Turquia, o PKK.


Erdogan voltou a acusar os EUA de armar e apoiar as YPG, aliadas de Washington contra o grupo jihadista Estado Islâmico.

"Não são honestos conosco. Continuaremos o nosso caminho no marco das conversações que mantemos com a Rússia", apontou.

"Queríamos comprar armas (com os EUA). Não nos deram e entregaram as mesmas armas a organizações terroristas. Que tipo de aliança estratégica é essa?", afirmou o presidente da T…

EUA irão combater presença do Irã na Síria com sanções agressivas

Os EUA planejam usar sanções agressivas para diminuir a influência do Irã na Síria e remover tropas apoiadas pelos iranianos do país, disse nesta quinta-feira (11) o representante do Departamento de Estado norte-americano, David Satterfield em um depoimento para o Comitê de Relações Exteriores do Senado dos EUA.


Sputnik

Quando questionado como os EUA irão remover as tropas iranianas da Síria, Satterefield disse, "Senador, é uma combinação de medidas. Primeiro e mais importante serão as sanções agressivas, aplicadas pelos EUA e seus aliados para negar as ferramentas físicas, a habilidade de movimentar ativos e a habilidade de financiar as atividades do Irã".


Ataque de la coalición liderada por EEUU en Siria (archivo)
Ataque da coalizão liderada pelos EUA na Síria © AP Photo/ Maya Alleruzzo

De acordo com Satterfield, Washington e seus aliados não irão ajudar o governo sírio na reconstrução do país se o presidente Bashar Assad estiver no poder.

A comunidade internacional se compromete a a não providenciar ajuda na reconstrução até que esses objetivos — reforma constitucional e eleições supervisionadas pela ONU — sejam atingidos", disse David Satterfield.

Ele ainda afirmou que os Estados Unidos não irão apoiar a conferência de paz síria que será realizada na cidade de Sochi, na Rússia, em que os participantes tentarão criar um caminho em separado do processo de paz de Genebra, da ONU.

"Nossa posição a respeito da Rússia é que não podemos legitimar o processo político alternativo russo, que é independente da ONU, além de não ser apoiado pela organização", disse Satterfield quando perguntado acerca do encontro em Sochi.

Satterfield enfatizou que nem o chefe da ONU nem os EUA aceitarão um processo de paz "como o de Astana" que cria uma alternativa que é "nominalmente parte de genebra mas na prática está sob controle russo, informando Genebra e a ONU apenas quando os resultados estão prontos".

Segundo ele, os Estados Unidos permanecerão na Síria depois do fim dos conflitos para garantir a estabilidade na região e dar assistência a seus aliados.

"Nós iremos permanecer por algumas razões: estabilização e assistência na área vital no nordeste; [e] proteção de nossos aliados das Forças Democráticas sírias, que têm lutado contra o Daesh de forma tão valente na região".

Satterfield explicou que trabalhar para transformar as estruturas políticas para produzir um modelo para o resto da Síria, assim como conter os esforços iranianos em garantir sua presença na região, seriam outras razões para que os EUA tenham decidido continuar na Síria.

Em resposta a um questionamento de como evitar o prospecto de uma 'guerra sem fim', Satterfield disse que as condições para os EUA retirarem suas tropas estão ligadas ao quadro geral da situação na região, e que não há uma data certa para que o país retire suas tropas do local.


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