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Argentina concorda em construir bases norte-americanas em seu território

O presidente da Argentina, Mauricio Macri, aprovou a construção no país de várias bases militares dos EUA, informou no sábado (21) o portal mexicano Aristegui Noticias com referência a fontes informadas.
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De acordo com o portal, trata-se de ao mínimo três bases militares a serem construídas nas províncias de Neuquén (onde fica a jazida de gás de xisto Vaca Muerta), Misiones e Tierra del Fuego, de onde se pode controlar a Antártida.

A sua criação deve ser financiada pelo Comando Sul dos EUA. Um dos principais adeptos da criação de bases seria a ministra da Segurança da Argentina, Patricia Bullrich.

Além disso, nota o portal mexicano, a ministra elogiou a chegada ao país de instrutores americanos que efetuam a preparação dos policiais argentinos antes da cúpula do G20 em novembro. Isso viola as atuais leis argentinas, porque é necessário obter a autorização do Congresso para tais ações, algo que não foi feito.

Fera acuada: como soldados soviéticos capturaram um dos principais comandantes nazistas

Há 75 anos, em 31 de janeiro de 1943, em Stalingrado (nome de então da cidade russa de Volgogrado) se rendeu o comandante do 6º Exército, marechal de campo Friedrich Paulus, um dos autores do plano do ataque nazista contra a União Soviética. Nesta matéria a Sputnik lhe contará os detalhes do evento que selou o destino da Segunda Guerra Mundial.


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A última promoção

Até os meados de janeiro, a situação do 6º Exército em Stalingrado se tornou crítica. As unidades e destacamentos atingidos pela operação soviética Uran vinham perdendo rapidamente suas capacidades de combate. Sem comida, munições, combustível e medicamentos, os soldados e oficiais de Paulus sofriam com o frio de —30°. Até 28 de janeiro de 1943, os restos do anteriormente mais poderoso exército da Wehrmacht foram separados em três partes. As tropas soviéticas continuaram avançando, eliminando gradualmente os focos de resistência alemã. Em uma delas, no porão de uma loja destruída que virou quartel-general, se escondia o general Paulus. O oficial enviara constantemente radiogramas a Hitler pedindo permissão para se render, porém, de todas as vezes o führer recusou.

Soldados e oficiais soviéticos que capturaram em Stalingrado o quartel-general do comandante do 6º Exército, Friedrich Paulus
Soldados e oficiais soviéticos que capturaram em Stalingrado o quartel-general do comandante do 6º Exército, Friedrich Paulus | YAKOV RYUMKIN

É difícil imaginar o que sentia o favorito de Hitler, um dos autores da operação Barbarossa (nome de código para a operação de invasão à União Soviética). O velho porão parecia-lhe uma sepultura. Pó e pedras caíam do teto após cada nova explosão que ocorria por perto. As notícias raras comunicavam que as tropas do general sofriam cada dia mais perdas. A última contribuição foi feita pelo próprio Hitler, quando ele promoveu o general a marechal de campo (generalfeldmarschall). A promoção foi acompanhada com as seguintes palavras: "Ainda nenhum marechal de campo alemão foi capturado", implicando que seria melhor se Paulus decidisse pôr fim a sua vida. Este evento quebrou completamente a vontade do oficial, pela manhã do dia seguinte ele ordenou a seus soldados para se comunicarem com as tropas soviéticas para negociar a capitulação.

Em velho uniforme

O tenente soviético Fyodor Ilyichenko, que foi o primeiro a ver o marechal, não podia aceitar a capitulação de um militar de posto superior. Por isso, os lados combinaram sobre o cessar-fogo, após isso o tenente soviético informou o comandante de brigada sobre a situação. No fim das contas, foi o chefe de Estado-Maior do 64º Exército, Ivan Laskin, quem foi escolhido para falar com Paulus. Quando Laskin e seus assistentes chegaram ao local, primeiro falaram com o general Rosske e o chefe do Estado-Maior Schmidt, em quem o marechal delegou o poder de realizar negociações. Após Rosske ter ordenado a seus soldados para parar de resistir, depor as armas e se renderem, o próprio Paulus saiu para continuar as negociações.

Posteriormente, Ivan Laskin recordava que o generalfeldmarschall de 53 anos era mais alto que a média, era magro e aprumado, mas tinha um rosto pálido e cansado.

"Paulus se aproximou de mim, levantou seu braço direito e falou em russo, com sotaque muito forte: ‘O marechal de campo do exército alemão Paulus se entrega ao Exército Vermelho.'"

Em seguida, Paulus achou necessário informar que ele recebeu o posto de generalfeldmarschall somente em 30 de janeiro, por isso ainda usava o uniforme de coronel-general, acrescentando que agora, provavelmente, já não precisaria de um uniforme novo.

No mesmo dia, Paulus foi levado até Beketovka, um povoado perto de Stalingrado, onde o oficial alemão se encontrou com o comandante da frente, coronel-general Konstantin Rokossovsky. O militar soviético propôs a Paulus ordenar aos restos do 6º exército que se rendessem para acabar com o derramamento de sangue desnecessário. O oficial alemão negou, já que, conforme a uma nova diretiva, seus soldados passaram a estar subordinados diretamente a Hitler. Assim, em 2 de fevereiro de 1943, o exército soviético eliminou os últimos bastiões dos alemães na cidade russa e a batalha por Stalingrado terminou.

Apelo aos alemães

Milhares de alemães ficaram chocados com a derrota do 6º exército e a capitulação do seu comandante. Durante três dias, todas as estações de rádio alemãs tocavam música fúnebre. Pelo visto, os nazistas perceberam claramente que era impossível vencer a guerra contra a União Soviética. E o generalfeldmarschall alemão foi o primeiro a perceber isso, se escondendo das bombas no porão de uma loja em Stalingrado.

Em 1944, ele assinou uma carta apelando a todos os prisioneiros de guerra alemães e ao povo alemão, no qual se lê: "Considero como meu dever afirmar que a Alemanha deve afastar Adolf Hitler e estabelecer uma nova direção no país que acabe com a guerra e crie condições para nosso povo poder continuar a existir e reestabelecer relações pacíficas e amistosas com nosso adversário atual."

Posteriormente, no cativeiro, Paulus se tornou um dos maiores propagandistas na luta contra nazismo. Até agora, os historiadores polemizam se ele era sincero em seu "arrependimento" ou o oficial cuidadoso tentava se acomodar melhor às condições de cativeiro. Contudo, sua atividade propagandista ajudou a salvar milhares de vidas, só que isso não o livra e a seus soldados da culpa perante os povos da União Soviética.


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