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Militares norte-americanos acreditam que EUA entrarão em guerra

Quase metade do Exército dos EUA está confiante de que durante o ano de 2019 seu país estará envolvido em um grave conflito armado, de acordo com o Military Times.
Sputnik

Segundo uma pesquisa recente, 46% dos participantes não duvidam que o confronto militar ocorrerá no próximo ano.


A título de comparação, em 2017, apenas 5% dos militares dos EUA esperavam um conflito armado, enquanto 50% descartaram um cenário de guerra e 4% não responderam.

Quanto aos inimigos mais prováveis, os soldados dos EUA mencionaram principalmente a Rússia e a China. Respectivamente, 72% e 69% dos entrevistados escolheram esses dois países.

Além disso, cerca de 57% estão preocupados com a presença de extremistas islâmicos nos Estados Unidos. Em particular, 48% destacaram uma possível ameaça por parte dos grupos terroristas Daesh e Al Qaeda (proibidos na Rússia e em outros países).

General: Rússia agora tem 'tesouro' de informação sobre aviões furtivos dos EUA

O conflito na Síria deu à Rússia a oportunidade de aprender mais sobre os aviões furtivos dos EUA, como por exemplo o F-22 Raptor, e como eles operam, disse uma general da Força Aérea dos EUA em um briefing da Associação da Força Aérea.


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"Os céus sobre o Iraque e especialmente sobre a Síria foram realmente um tesouro para eles verem como nós operamos", disse a tenente-general da FA estadunidense VeraLinn Jamieson em 4 de janeiro.


Caça F-22 Raptor da Força Aérea dos EUA
F-22 Raptor © US Air Force/Senior Airman Preston Webb

"Os nossos adversários nos observam, eles estão aprendendo conosco", acrescentou.

A general continuou, dizendo que "os russos adquiriram conhecimentos e informação inestimáveis enquanto operavam nos céus contestados da Síria juntamente conosco".

"Quando encontrávamos no ar os nossos parceiros da coalizão ocidental sempre nos encontrávamos ‘na sua cauda’, como dizem os pilotos, o que significa vitória em combate aéreo", disse Maksim Makolin, major da Força Aeroespacial russa, ainda em 28 de dezembro.

Makolin referiu especificamente a vantagem tática de perseguir o avião do oponente de uma posição benéfica por trás dele, ficando assim no seu ponto cego.

Os F-22 dos EUA e os caças Su-35 russos tiveram alguns encontros diretos no espaço aéreo sírio, mas usaram a linha de comunicação existente para evitar conflitos e situações perigosas no ar.

"Continuaremos a evitar conflitos com os russos, mas não temos intenção de operar em áreas que estão sob controle do regime [sírio]", disse no fim de dezembro Felix Gedney, major-general do exército britânico e responsável oficial na coalizão contra o Daesh (organização proibida na Rússia e vários países) liderada pelos EUA.

Além de monitorar os voos dos jatos americanos a partir do ar, a Rússia pode também 'pintar' os caças ocidentais e outros alvos aéreos usando radares de controle de fogo e reconhecimento terrestres e aéreos", disse Justin Bronk, analista de combate aéreo, ao Business Insider.

Mas enquanto a Rússia observava as táticas da FA estadunidense, os EUA também tiveram a oportunidade de ver como opera a força aérea russa no céu sírio, apontou o especialista, sublinhando que o "processo funciona em duas direções".


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