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Trump diz que 'certamente' entraria em guerra com o Irã, mas 'não agora'

O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que consideraria uma ação militar contra o Irã para impedir que a República Islâmica consiga armas nucleares. A briga entre Teerã e Washington aumentou depois que os EUA acusaram o Irã de atacar dois petroleiros.
Sputnik

"Eu certamente vou considerar as armas nucleares", disse Trump à revista Time na terça-feira, quando perguntado sobre o que poderia levá-lo a declarar guerra ao Irã. "E eu manteria o outro um ponto de interrogação".

A reportagem não especificou se o presidente elaborou o cenário de lançar um conflito armado de pleno direito com a República Islâmica sobre seu programa nuclear. Quando um repórter perguntou a Trump se ele estava considerando uma ação militar contra o Irã agora, ele respondeu: "Eu não diria isso. Eu não posso dizer isso".

Seus comentários foram feitos um dia depois de o Pentágono ter enviado 1.000 soldados extras para o Oriente Médio "para fins defensivos".

Os Estados Unidos cu…

Israel aprova lei que dificulta divisão de Jerusalém

Parlamento israelense aumenta número de votos necessários para aprovar propostas de cessão de partes da Cidade Sagrada. Medida pode complicar futuros esforços de paz entre Israel e palestinos.


Deutsch Welle


O Parlamento de Israel aprovou nesta terça-feira (02/01) uma lei que dificulta a cessão de qualquer parte da cidade de Jerusalém a um poder estrangeiro num eventual futuro acordo de paz.


Jerusalém
Israel ocupou Jerusalém Oriental na Guerra dos Seis Dias, em 1967, e anexou a cidade em 1980

A votação da lei, que aconteceu na madrugada e foi aprovada por uma maioria de 64 parlamentares a favor e 52 contra, é a nova versão de uma proposta de lei que discutia originalmente a possibilidade de os bairros árabes de Jerusalém serem divididos em uma autoridade municipal independente.

A legislação aumentou de 61 para 80 o número de votos necessários no Knesset de 120 assentos para aprovar propostas de entregar qualquer porção da Cidade Sagrada a "uma parte estrangeira". Ou seja, o novo texto dificulta uma divisão de Jerusalém – que os israelenses reivindicam como sua capital indivisível – num eventual acordo de paz com a Autoridade Palestina. Os palestinos, por outro lado, exigem que Jerusalém Oriental seja a capital de um suposto Estado futuro.

"O objetivo do projeto de lei é evitar concessões nas negociações diplomáticas", explicou a deputada Shuli Moalem Rafaeli, da legenda de extrema direita Lar Judaico, segundo informou a emissora Canal 2.

O ministro da Educação de Israel, Naftali Bennett, líder do partido sionista Lar Judaico, celebrou o resultado da votação. "Nós asseguramos a unidade de Jerusalém", afirmou.

Por outro lado, o parlamentar Dov Henin, da legenda oposicionista Lista Árabe Unida, afirmou que a nova legislação deveria ser chamada de "a lei para impedir a paz", enquanto o líder da oposição Isaac Herzog disse que o Lar Judaico estava levando Israel "para um terrível desastre".

A aprovação do polêmico projeto de lei ocorreu quase um mês depois de o presidente dos EUA, Donald Trump, irritar palestinos, líderes do Oriente Médio e potências mundiais ao reconhecer unilateralmente Jerusalém como a capital de Israel. Washington anunciou a mudança da embaixada americana de Tel Aviv para a Cidade Sagrada.

A declaração de Trump sobre Jerusalém, que rompeu com a tradição política americana de evitar o debate sobre o status da cidade e desafiou as advertências internacionais, foi bem recebida pelo governo israelense. No entanto, enfureceu os palestinos, levando a distúrbios e enfrentamentos com soldados israelenses, nos quais 13 palestinos foram mortos.

Israel ocupou Jerusalém Oriental na Guerra dos Seis Dias, em 1967, e anexou a cidade em 1980, contra a opinião da comunidade internacional, que se nega a reconhecer a cidade como capital israelense com o argumento de que é um assunto a ser resolvido em negociações de paz com os palestinos.

Em dezembro, a Assembleia Geral da ONU aprovou uma resolução rejeitando a decisão unilateral de Trump de reconhecer Jerusalém como capital israelense. As resoluções do órgão não são vinculativas, mas meras mensagens de peso político.


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