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No decorrer da operação Ramo de Oliveira será criada zona de segurança na Síria

O primeiro-ministro turco Binali Yildirim anunciou a criação, durante a operação militar turca na província síria de Afrin, de uma faixa de segurança de 30 quilômetros.
Sputnik

O premiê, citado pela emissora Haberturk, adiantou também que a operação seria efetuada em quatro etapas.


"A operação vai decorrer em 4 etapas com o objetivo de criar uma faixa de segurança de 30 quilômetros, que será limpa de terroristas", disse o político, citado pela emissora NTV.

Yildirim adiantou que até agora não há mortos ou feridos entre o contingente turco que realiza a operação.

Mais cedo, o Estado-Maior da Turquia anunciou o início da operação "Ramo de Oliveira" contra os grupos curdos na província síria de Afrin, que começou precisamente às 14h00 locais (12h00 no horário de Brasília). De acordo com a entidade militar, a operação conta com a participação de 72 aviões, enquanto 108 dos 113 alvos planejados já foram eliminados. Há poucos dias, o premiê turco, Binali Yildirim, havia avanç…

Israel aprova lei que dificulta divisão de Jerusalém

Parlamento israelense aumenta número de votos necessários para aprovar propostas de cessão de partes da Cidade Sagrada. Medida pode complicar futuros esforços de paz entre Israel e palestinos.


Deutsch Welle


O Parlamento de Israel aprovou nesta terça-feira (02/01) uma lei que dificulta a cessão de qualquer parte da cidade de Jerusalém a um poder estrangeiro num eventual futuro acordo de paz.


Jerusalém
Israel ocupou Jerusalém Oriental na Guerra dos Seis Dias, em 1967, e anexou a cidade em 1980

A votação da lei, que aconteceu na madrugada e foi aprovada por uma maioria de 64 parlamentares a favor e 52 contra, é a nova versão de uma proposta de lei que discutia originalmente a possibilidade de os bairros árabes de Jerusalém serem divididos em uma autoridade municipal independente.

A legislação aumentou de 61 para 80 o número de votos necessários no Knesset de 120 assentos para aprovar propostas de entregar qualquer porção da Cidade Sagrada a "uma parte estrangeira". Ou seja, o novo texto dificulta uma divisão de Jerusalém – que os israelenses reivindicam como sua capital indivisível – num eventual acordo de paz com a Autoridade Palestina. Os palestinos, por outro lado, exigem que Jerusalém Oriental seja a capital de um suposto Estado futuro.

"O objetivo do projeto de lei é evitar concessões nas negociações diplomáticas", explicou a deputada Shuli Moalem Rafaeli, da legenda de extrema direita Lar Judaico, segundo informou a emissora Canal 2.

O ministro da Educação de Israel, Naftali Bennett, líder do partido sionista Lar Judaico, celebrou o resultado da votação. "Nós asseguramos a unidade de Jerusalém", afirmou.

Por outro lado, o parlamentar Dov Henin, da legenda oposicionista Lista Árabe Unida, afirmou que a nova legislação deveria ser chamada de "a lei para impedir a paz", enquanto o líder da oposição Isaac Herzog disse que o Lar Judaico estava levando Israel "para um terrível desastre".

A aprovação do polêmico projeto de lei ocorreu quase um mês depois de o presidente dos EUA, Donald Trump, irritar palestinos, líderes do Oriente Médio e potências mundiais ao reconhecer unilateralmente Jerusalém como a capital de Israel. Washington anunciou a mudança da embaixada americana de Tel Aviv para a Cidade Sagrada.

A declaração de Trump sobre Jerusalém, que rompeu com a tradição política americana de evitar o debate sobre o status da cidade e desafiou as advertências internacionais, foi bem recebida pelo governo israelense. No entanto, enfureceu os palestinos, levando a distúrbios e enfrentamentos com soldados israelenses, nos quais 13 palestinos foram mortos.

Israel ocupou Jerusalém Oriental na Guerra dos Seis Dias, em 1967, e anexou a cidade em 1980, contra a opinião da comunidade internacional, que se nega a reconhecer a cidade como capital israelense com o argumento de que é um assunto a ser resolvido em negociações de paz com os palestinos.

Em dezembro, a Assembleia Geral da ONU aprovou uma resolução rejeitando a decisão unilateral de Trump de reconhecer Jerusalém como capital israelense. As resoluções do órgão não são vinculativas, mas meras mensagens de peso político.


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