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EUA criticam bombardeiros russos na Venezuela: "Nós mandamos navio-hospital"

O coronel Robert Manning, porta-voz do Departamento de Defesa dos Estados Unidos, criticou com veemência nesta segunda-feira o envio de bombardeiros russos à Venezuela e citou o envio de navio-hospital à região como exemplo do compromisso de Washington com a região.
EFE

Washington - "O enfoque dos EUA sobre a região difere do enfoque da Rússia. No meio da tragédia, a Rússia envia bombardeiros à Venezuela e nós mandamos um navio-hospital", declarou Manning durante uma entrevista coletiva realizada hoje no Pentágono.


O militar se referia com estas palavras ao USNS Comfort, que partiu em meados de outubro rumo à América Central e à América do Sul para oferecer ajuda sanitária aos milhares de refugiados venezuelanos amparados por diversos países da região.

"Enquanto nós oferecemos ajuda humanitária, a Rússia envia bombardeiros", lamentou Manning em referência ao envio uma esquadrilha de aviões russos, incluindo dois bombardeiros estratégicos T-160, capazes de carregar bomb…

Navio Hidrográfico ‘Sirius’ completa 60 anos de incorporação à Marinha do Brasil

Comemoração inclui abertura da embarcação para visitação pública, entre 11 e 15 de janeiro


Poder Naval

Como um dos eventos comemorativos do Jubileu de Diamante do Navio Hidrográfico (NHi) “Sirius”, a embarcação ficará aberta para visitação pública, entre os dias 11 e 15 de janeiro, das 8h às 17h, atracada no cais do Museu do Amanhã, na Praça Mauá, no Centro do Rio de Janeiro. Em 17 de janeiro, o Navio completa 60 anos de incorporação à Marinha do Brasil, data considerada um marco histórico, por sua imensa contribuição à atividade hidrográfica brasileira.



O NHi “Sirius” foi o primeiro navio da Marinha do Brasil especialmente projetado e construído para o serviço de hidrografia. Tem a finalidade de servir como plataforma flutuante capaz de efetuar a coleta de dados batimétricos, oceanográficos e geofísicos, bem como a manutenção de faróis, de forma a contribuir para o apoio à aplicação do Poder Naval, para a segurança da navegação e para o apoio a projetos nacionais de pesquisa.

Construído nos estaleiros de Ishikawajima Heavy Industries Co. Ltda, em Tóquio, no Japão, o Navio teve sua quilha batida no dia 13 de dezembro de 1956, foi lançado ao mar no dia 30 de julho de 1957 e incorporado à Marinha do Brasil no dia 17 de janeiro de 1958.

O contexto de sua aquisição remonta aos anos 50, período em que o Brasil figurou como um polo econômico em franca ascensão, com o fim da Segunda Guerra Mundial. A revitalização do fluxo marítimo, após as inúmeras baixas de navios mercantes na costa brasileira, ocasionadas pela ação do III Reich; a privilegiada posição militar-estratégica do litoral brasileiro; e o grande impulso industrial incentivado pela influência de intercâmbios econômicos com a Europa e os Estados Unidos criaram a necessidade de um incentivo ao estudo dos potenciais marítimos e do pronto estabelecimento de rotas de navegação utilizadas para o escoamento de suas mercadorias.

Em vista de tais necessidades, a Marinha do Brasil, por intermédio da Diretoria de Hidrografia e Navegação (DHN), decidiu pela aquisição dos Navios Hidrográficos “Sirius” e “Canopus”.

No dia 8 de fevereiro de 1958, o NHi “Sirius” seguiu para Kobe, no Japão, de onde iniciou sua viagem para o Brasil, em 15 de fevereiro do mesmo ano. Chegou ao Rio de Janeiro no dia 19 de maio de 1958, tendo visitado os portos de Honolulu, São Francisco, Acapulco, Balboa, Curaçao, Belém, Recife e Arraial do Cabo.

Com o nome da estrela “Sirius”, a mais brilhante do firmamento e pertencente à constelação do “Cão maior”, o Navio é chamado carinhosamente, por sua tripulação, de “Cachorrão”.

O “Sirius” foi o primeiro meio naval em que houve a realização de um pouso a bordo por uma aeronave de asa rotativa em um convoo de um navio da Marinha do Brasil, feito ocorrido ainda na cidade de Kobe, no Japão, em 1957; e o primeiro a ser dotado de aeronave orgânica.

Nomes importantes da Marinha do Brasil integraram sua tripulação, entre eles, o ex-Ministro da Marinha na década de 80, Almirante de Esquadra Maximiano da Fonseca, primeiro imediato do “Sirius” e Comandante do Navio no final da década de 50; e o Almirante de Esquadra Júlio de Sá Bierrenbach, renomada personalidade da política nacional entre as décadas de 50 e 80, sendo Presidente do Superior Tribunal Militar na década de 80.

Entre 16 de junho de 1982 e 30 de outubro de 1986, o NHi “Sirius” passou por um período de modernização, que possibilitou a otimização de sua capacidade operacional na atividade de hidrografia. O êxito e o investimento desta modernização possibilitaram ao Navio operar satisfatoriamente em levantamentos hidrográficos, até os dias de hoje.

O NHi “Sirius” totaliza mais de quatro mil dias de mar e mais de cem levantamentos hidrográficos concluídos, dentre os quais, destacam-se os realizados na Barra Norte do Rio Amazonas, na Elevação do Rio Grande e no porto da cidade de Walvis Bay, na Namíbia. É, sem dúvida, um dos navios da Marinha do Brasil que mais benefícios trouxe para o País, devido ao longo tempo de serviço e à eficiência, fator sempre marcante nas comissões realizadas.

SERVIÇO 


Evento: Visitação pública comemorativa dos 60 anos do Navio Hidrográfico “Sirius”
Local: Cais do Museu do Amanhã
Data: de 11 a 15 de janeiro de 2018
Horário: das 8h às 17h
Endereço: Praça Mauá, Centro, Rio de Janeiro
Entrada: Gratuita

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