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Turquia acionará judicialmente os EUA, caso entregas dos F-35 sejam bloqueadas

Segundo o porta-voz do presidente turco, Ibrahim Kalin, a Turquia recorrerá a medidas jurídicas caso as entregas dos F-35 sejam bloqueadas pelos EUA.
Sputnik

Ibrahim Kalin citou para a mídia turca que "não é nada fácil rescindir este contrato, somos parte de um contrato multilateral, cumprimos com todas as exigências e pagamos, caso os EUA não cumpram, recorreremos à lei".

O Congresso americano decidiu recentemente suspender as entregas dos caças americanos de quinta geração F-35 à Turquia devido aos planos de Ancara de adquirir o sistema de defesa antiaérea russo S-400, além de ameaçá-la com sanções em diversas ocasiões, como citado em artigo da Sputnik Mundo.

O avançado sistema antiaéreo S-400 Triumph (SA-21 Growler, na classificação da OTAN) é capaz de abater alvos aéreos com tecnologia furtiva, mísseis de cruzeiro e mísseis balísticos táticos e táticos-operacionais, tem um alcance de até 400 km e pertence à geração 4+, sendo duas vezes mais eficaz que seus antecessores.

Os se…

Negócio entre Boeing e Embraer pode afetar caça da FAB

A fabricante sueca Saab pode rever seu contrato para fornecer caças Gripen à Força Aérea Brasileira se considerar que a eventual associação entre a americana Boeing e a brasileira Embraer coloca em risco segredos tecnológicos de seu produto.


Igor Gielow | Folha de S.Paulo

Segundo a Folha apurou, esse será o recado que a Saab dará nesta quinta-feira (25) em reunião marcada com o ministro Raul Jungmann (Defesa). A delegação sueca será chefiada pelo presidente da empresa, Hakan Buskhe.


Saab Gripen E | Reprodução

Em 2013, o avião sueco venceu uma longa concorrência internacional contra o francês Dassault Rafale e o americano F/A-18, da Boeing.

O contrato foi assinado em 2014, e o financiamento, em 2015. Por 39,3 bilhões de coroas suecas (R$ 15,7 bilhões), entregará 36 aviões até 2024.

O pulo do gato foi a obrigatoriedade de transferência de tecnologia para a FAB e empresas nacionais –capitaneadas pela Embraer, que produzirá parcialmente 8 e totalmente 15 dos aparelhos.


A objeção sueca de compartilhar procedimentos industriais e de integração de sistemas com os concorrentes americanos eleva o cacife brasileiro na negociação, ainda que a interrupção do contrato já em andamento seja altamente improvável.

A Embraer deixou de ser estatal em 1994, e 85% de seu controle está na mão de investidores estrangeiros. Mas o governo mantém uma ação especial, chamada “golden share”, que lhe dá poder de veto a novos negócios.

O motivo é a interligação da fabricante com a FAB e outros setores estratégicos. O governo é a favor de associações, mas não aceita uma Embraer controlada pela Boeing.


Também quer entender como a empresa americana poderá ofertar salvaguardas de soberania a seus projetos.

Os americanos apontam para o fato de Boeing e Saab serem sócias no desenvolvimento de um avião de treinamento nos EUA como prova de que a questão não é intransponível. Apresentam também alternativas, já que têm operação industrial na área de defesa no Reino Unido e na Austrália.

O governo ainda não se convenceu dessas opções, uma vez que a Embraer já é uma empresa estabelecida nos ramos comercial, executivo e militar, com forte indução tecnológica a partir de demandas do governo.

Uma separação de áreas é dificultada pelo entendimento de que a divisão de defesa da Embraer é um celeiro de inovação para a área civil.

A famosa linha regional ERJ-145 só saiu do chão porque antes a empresa aprendeu a lidar com aparelhos a jato subsônicos ao coproduzir o caça AMX com a Itália.

A concorrência vencida pelo Gripen emulava o desenho, e o sueco tinha como ativo o fato de a geração ofertada (chamada E/F) estar em desenvolvimento.

As negociações continuam, com opções inicialmente rejeitadas pela Boeing, como a formação joint ventures específicas, de volta à mesa.

A Boeing precisa da Embraer para fazer frente à rival europeia Airbus, que comprou a linha de aviões regionais da canadense Bombardier em outubro passado.

A brasileira é líder do nicho, e nenhum de seus outros competidores (Comac chinesa, Sukhoi russa ou Mitsubishi japonesa) é parceiro viável para os americanos.

Além disso, os brasileiros têm mão de obra qualificada à disposição para ajudar a desenvolver novos produtos.

Para a Embraer, a associação pode abrir praças e garantir sua saúde financeira futura, já que faz algo que a Boeing não produz, mas não tem como competir no mercado de aviões maiores.

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