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China: 'Relatório do Pentágono distorce nossas intenções estratégicas'

A China rejeita firmemente as conclusões do relatório do Departamento de Defesa dos EUA sobre a situação militar e de segurança no país asiático, disse em comunicado o porta-voz do Ministério da Defesa chinês, Lu Kang.
Sputnik

"Em 17 de agosto, o Departamento de Defesa dos Estados Unidos divulgou o relatório sobre a situação militar e de segurança na China, interpretando mal as intenções estratégicas da China e apresentando a chamada ‘ameaça militar chinesa' […] Os militares chineses expressam sua firme oposição a esse respeito", diz a declaração.

"As alegações do relatório dos EUA são pura especulação", disse Kang, explicando que o programa de modernização do Exército chinês se destina a defender "os interesses da soberania, segurança e desenvolvimento do país" e para "providenciar a paz, estabilidade e prosperidade globais".

O porta-voz do ministério chinês também reiterou a posição firme de seu país em relação a Taiwan, que ele definiu como u…

Opinião: com operação militar em Afrin, Ancara comete um erro imperdoável

Ao lançar uma ofensiva contra as forças curdas na região síria de Afrin, o exército da Turquia corre o risco de sofrer grandes perdas, declarou em uma entrevista ao jornal Vzglyad o diretor do Centro de Pesquisas do Oriente Médio-Cáucaso, Stanislav Tarasov.


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"Os americanos prepararam bem os curdos, assim que estão armados até os dentes, e serão capazes de repelir o ataque", explicou.


Combatentes pró-turcos do Exército Livre da Síria participam da operação militar turca em Afrin
Combatentes pró-turcos em Afrin, Síria © AFP 2018/ Nazeer al-Khatib

Além disso, salientou que Damasco tem o direito legítimo de "deslocar as atividades militares para o território do país agressor", ou seja, para a Turquia. Segundo indicou Tarasov, "parece que os americanos tentam levar Erdogan a um ponto de não-retorno para envolvê-lo uma guerra".

De acordo com o especialista russo, "esta não será uma ofensiva de um só dia". Além disso, ele afirmou que agora é possível um golpe militar na Turquia.

"Indo contra os EUA, OTAN e Europa, Erdogan não chegou a um acordo nem com o Irã, nem com a Rússia. Assim, as manobras táticas ambiciosas dele podem falhar após o primeiro confronto com as unidades curdas, que tem alta capacidade de combate", destacou Tarasov.

De acordo com ele, os resultados pouco significativos da operação Escudo do Eufrates não permitiram ao exército turco mostrar a sua eficiência militar, não obstante, atualmente, o país "não só tem conflitos em suas fronteiras, como também corre o risco de perder sua integridade territorial", algo que seria "uma segunda catástrofe geopolítica após a dissolução da URSS".

O analista também qualificou a operação Ramo de Oliveira como um "erro político" de Erdogan.

Tarasov lembrou que Turquia sempre foi um dos países mais abertos e integrado no Ocidente.

"Não está claro por que os americanos estão montando uma armadilha para seu aliado da OTAN", questionou. Ao mesmo tempo, ele explicou que a situação na Turquia é o passo seguinte do cenário da "primavera árabe" provocada pelos norte-americanos, tal como o fizeram no Iraque e Líbia.

"Além disso, os norte-americanos terão a possibilidade de intervir no Irã pegando carona dos curdos", detalhou.

Em 20 de janeiro, os militares turcos lançaram a operação Ramo de Oliveira contra os combatentes curdos em Afrin. Depois de uma ofensiva aérea, da qual participaram 72 aviões, Ancara anunciou o início de uma operação terrestre na área.


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