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OTAN se prepara para maiores exercícios militares desde 2002

A OTAN está se preparando para realizar seus maiores exercícios militares desde 2002. Trata-se dos Trident Juncture 2018, dos quais participarão mais de 40.000 militares de 30 países membros e parceiros da OTAN.
Sputnik

A fase principal das manobras irá ser realizada entre os dias 25 de outubro e 7 de novembro, na Noruega e áreas vizinhas, com exercícios preliminares nas águas ao largo da costa da Islândia de 15 a 17 de outubro.

Defender-se contra 'qualquer ameaça em qualquer momento'

O objetivo dos exercícios é a dissuasão e defesa contra "qualquer ameaça, de qualquer lugar e em qualquer momento", explicou nesta semana o almirante da Marinha dos EUA a jornalistas em Bruxelas, James G. Foggo III, comandante dos exercícios.

O militar revelou que os Trident Juncture mostram que a OTAN está unida e pronta para se defender valendo-se da defesa coletiva. Neste sentido, o cenário dos exercícios inclui uma violação da soberania de um aliado da OTAN, neste caso da Noruega.

Ao mesm…

Para que Washington reduz potência das armas nucleares?

Os submarinos de mísseis estratégicos Ohio dos EUA serão equipados com ogivas nucleares táticas, como prevê a nova estratégia nuclear dos EUA.


Sputnik

Segundo o ex-diretor de não-proliferação do Conselho de Segurança Nacional dos EUA, Jon Wolfsthal, em breve será iniciado o desenvolvimento de ogivas nucleares de pequena potência para os mísseis intercontinentais de baseamento naval Trident II. Washington está convencida que as cargas pequenas vão conter a Rússia de usar armas nucleares táticas na Europa.


Tripulantes do submarino nuclear norte-americano USS Georgia na base naval Kings Bay (foto de arquivo)
Submarino nuclear USS Georgia, da US Navy, e seus tripulantes © AP Photo/ Stephen Morton

Um absurdo de mísseis

Do ponto de vista técnico, a ideia de transformar os mísseis Trident em um meio de transporte de armas táticas é absurda. O Trident II foi criado para efetuar ataques incapacitantes contra o inimigo em caso de conflito nuclear global. Em particular, os mísseis de tal classe garantiam a destruição de mísseis estratégicos soviéticos de baseamento em silos.

O coronel-general russo Leonid Ivashov considera que, além disso, a proposta de usar tais mísseis potentes como meio de transporte de ogivas pouco potentes é absurda por outra razão: "Quando um míssil Trident é lançado de um submarino, o inimigo não sabe que ogivas ele está portando, estratégicas ou táticas. Claro que vai atacar em resposta, e isto levará a uma guerra nuclear em grande escala."

Contudo, Ivashov não descarta que haja uma certa lógica nos planos dos EUA. No início dos anos 2000, os EUA perceberam que os mísseis estratégicos com ogivas potentes nunca serão usados, pois isto iria acarretar graves consequências para todas as partes beligerantes. Por isso, os norte-americanos elaboraram a estratégia do Ataque Global Imediato Convencional com armas de alta precisão. Mais tarde, sob pressão dos generais, decidiram que as armas nucleares não seriam demais e a estratégia foi transformada em apenas de Ataque Global Imediato. Mas se tratava das ogivas de pequena potência.

Além das novas ogivas para o Trident, os norte-americanos estão apostando na bomba nuclear B61 de 12ª modificação, explica à Sputnik o vice-diretor do Instituto da Análise Política e Militar, Ivan Konovalov. Esta bomba pode ser instalada em qualquer plataforma de aviação, incluindo nos aviões de assalto A-10.

"É um grande erro considerar que tais armas não vão causar danos muito graves, como acham os políticos e militares norte-americanos", conclui Konovalov.

Aviso norte-americano

Na opinião dos analistas, as consequências podem ser catastróficas, porque tal abordagem reduz o limite da tomada de decisão sobre o uso de armas nucleares.

Leonid Ivashov opina que atrás desses vazamentos se esconde uma tentativa de pressão política e militar sobre a Rússia. "Nós estamos criando ativamente mísseis de cruzeiro e balísticos que contornam facilmente o sistema de defesa antimíssil dos EUA, e do outro lado do oceano entraram em pânico. Talvez assim eles queiram nos enviar uma espécie de aviso."

Por sua vez, Ivashov concluiu que a Rússia hoje em dia tem bastante recursos para responder ao aumento dos arsenais norte-americanos de armas nucleares táticas e meios para seu transporte, por isso nem é necessário mencionar que a criação de novas ogivas pelos norte-americanos pode envolver a Rússia em uma corrida armamentista.


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