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EUA podem dobrar contingente militar na América do Sul, diz chefe da inteligência russa

Os EUA podem aumentar seu contingente militar na América Central e do Sul de 20 mil para 40 mil homens, disse o vice-almirante Igor Kostyukov, chefe do Departamento Central de Inteligência (GRU, sigla em russo), do Estado-Maior das Forças Armadas da Rússia.
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"Embora na América Latina não haja ameaça militar direta para a segurança dos EUA, Washington tem uma presença militar significativa [na região]. O Comando Conjunto das Forças Armadas dos EUA implantou na América Central e do Sul um contingente de 20 mil militares. No período de ameaças este pode aumentar para 40 mil militares", explicou Kostyukov.


De acordo com ele, os EUA podem provocar uma "revolução colorida" na Nicarágua e Cuba.

"As tecnologias de 'revolução colorida' testadas na Venezuela podem vir a ser usadas em breve na Nicarágua e em Cuba", disse ele.

Segundo Kostyukov, os EUA estão tentando estabelecer o controle total sobre a América Latina.

"A Administração dos EUA considera…

Para Trump já é tarde demais: Coreias pisam calcanhares dos EUA

Nas negociações entre Seul e Pyongyang há sinais de progresso. As partes discutiram não só as questões de segurança dos Jogos Olímpicos, mas também o problema da reunificação de famílias e até a possível restauração do diálogo entre os militares.


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Embora, nas palavras, os EUA estejam apoiando o processo de paz, de fato estão pouco interessados nele.


Soldados norte-coreanos no posto de guarda durante negociações entre os representantes das duas Coreias, em Panmunjom
Soldados norte-coreanos no posto de guarda entre as Coreias © REUTERS/ Korea Pool

Desfile único

Os esportistas do Sul e do Norte podem desfilar em única coluna durante a abertura da Olimpíada. Ao menos, foi esta a proposta dos representantes de Seul que na terça-feira (9) chegaram a Panmunjeom, na zona desmilitarizada, para negociar com Pyongyang. A parte sul-coreana foi representada pelo ministro da Reunificação, Cho Myoung-gyon, e a norte-coreana – pelo presidente do Comitê para a Reunificação Pacífica, Ri Son Gwon.

O primeiro resultado foi a confirmação por Pyongyang da participação nos Jogos Olímpicos de uma delegação de alto nível, integrada por esportistas, bem como por jornalistas, artistas, espectadores, etc. Seul incluiu na agenda a discussão do problema da reunificação das famílias coreanas, a renovação do diálogo entre os militares e a cessação de quaisquer ações que aumentem as tenções nas relações bilaterais, bem como a desnuclearização da península coreana. Pyongyang não respondeu somente ao último ponto, tendo concordado em discutir os restantes.

A Coreia do Sul organizou Jogos Olímpicos pela última vez em 1988, nesse ano a Coreia do Norte não só boicotou o evento como também o tentou frustrar.

Seul desobedece

Foi o líder norte-coreano, Kim Jong-um, que lançou os alicerces deste encontro, declarando que "o Norte e o Sul não devem estar ligados pelo passado. É necessário melhorar as relações entre o Norte e o Sul e atingir progresso na reunificação".

Esta viragem brusca de Pyongyang na direção de uma solução pacífica com o seu vizinho é a resposta às mudanças na política de Seul, que começaram em maio de 2017 quando Moon Jae-in venceu as eleições presidenciais, acredita o diretor-geral do Conselho para Assuntos Internacionais, Andrei Kortunov. O novo presidente sul-coreano declarou logo o melhoramento das relações com a Coreia do Norte como sua prioridade.

Outro fator, segundo o especialista, foi a pressão muito forte exercida na Coreia do Sul por parte da China, que introduziu sanções econômicas.

Kortunov disse: "O volume comercial entre Pequim e Seul se reduziu significativamente, o fluxo de turistas chineses se esgotou. Tudo isso fez as autoridades acelerarem a adoção de uma nova política e a aplicação de medidas concretas – Seul limitou a sua participação em uma série de projetos conjuntos com os EUA, em particular, recusou a parceria trilateral com o Japão e os EUA".

Pouco depois, acrescenta, Pequim revogou algumas restrições e Kim anunciou estar pronto a lançar o diálogo com o Sul.

Tal "desobediência" de Seul mostrou a Pyongyang que a Coreia do Sul é um país com uma política independente e não um fantoche.

Desafiando a política dos EUA

A desescalada na península coreana não corresponde aos planos dos EUA, indica Anatoly Koshkin, professor no Instituto dos Países do Oriente.

"O aumento das tensões nesta região é motivo para os EUA aumentarem lá a sua presença militar, no plano estratégico contra a China e a Rússia. A détente cria obstáculos a isso", conclui.

Já é tarde demais?

Donald Trump, presidente norte-americano, optou pela política de força em relação à Coreia do Norte, que vai fracassar se o processo de paz der frutos. O efeito das sanções internacionais não será muito sensível se a cooperação econômica entre as Coreias for restabelecida.

Koshkin disse que, se os EUA continuarem a pressionar Seul, poderão frustrar o processo de paz e, aos olhos da comunidade internacional, serão vistos como agressores.

"O processo de desescalada das tenções é mais vantajoso para a China. Também será positivo para a Rússia, mesmo que não tanto. Quanto aos EUA, para eles já é tarde demais. Trump brandiu as armas durante muito tempo, ameaçava, enviava navios militares às costas da península coreana, mas não dava passos reais. Hoje em dia, os papéis se trocaram, e o agressor será aquele país que tentar criar obstáculos às iniciativas de paz", opina Koshkin.


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