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EUA criticam bombardeiros russos na Venezuela: "Nós mandamos navio-hospital"

O coronel Robert Manning, porta-voz do Departamento de Defesa dos Estados Unidos, criticou com veemência nesta segunda-feira o envio de bombardeiros russos à Venezuela e citou o envio de navio-hospital à região como exemplo do compromisso de Washington com a região.
EFE

Washington - "O enfoque dos EUA sobre a região difere do enfoque da Rússia. No meio da tragédia, a Rússia envia bombardeiros à Venezuela e nós mandamos um navio-hospital", declarou Manning durante uma entrevista coletiva realizada hoje no Pentágono.


O militar se referia com estas palavras ao USNS Comfort, que partiu em meados de outubro rumo à América Central e à América do Sul para oferecer ajuda sanitária aos milhares de refugiados venezuelanos amparados por diversos países da região.

"Enquanto nós oferecemos ajuda humanitária, a Rússia envia bombardeiros", lamentou Manning em referência ao envio uma esquadrilha de aviões russos, incluindo dois bombardeiros estratégicos T-160, capazes de carregar bomb…

Presidente sul-coreano afirma que desnuclearização é uma meta irrenunciável

O presidente sul-coreano, Moon Jae-in, ressaltou nesta quarta-feira que a desnuclearização da península continua sendo uma meta básica e irrenunciável do seu governo, depois que ontem ambas Coreias aproximaram posturas para aliviar tensões em reunião histórica.


EFE

"A desnuclearização da península coreana é o caminho e a meta para a paz. Uma desnuclearização que seja declarada conjuntamente pelas duas Coreias. Essa é uma postura básica à qual nunca podemos renunciar", disse Moon em seu discurso de Ano Novo pronunciado em Seul.


O presidente sul-coreano, Moon Jae-in. EFE/ Nicolas Asfouri / Pool
O presidente sul-coreano, Moon Jae-in. EFE/ Nicolas Asfouri / Pool

As palavras de Moon são divulgadas um dia depois de ambas Coreias realizarem sua primeira reunião em dois anos, um encontro que se saldou com um acordo para retomar as conversas militares e para a participação norte-coreana nos Jogos Olímpicos de Inverno que acontecerão em fevereiro no condado sul-coreano de PyeongChang.

A delegação sul-coreana mencionou no encontro a necessidade de optar pela desnuclearização para garantir a paz e a segurança na península, algo que contrariou a representação da Coreia do Norte, que lembrou que não tinha intenção de discutir com Seul o desenvolvimento de seu programa nuclear.

Moon negou hoje, por sua vez, que a via de dialogo aberta ontem contrarie a estratégia para pressionar Pyongyang com a intenção de que abandone seu programa nuclear.

"Iniciamos o diálogo com a Coreia do Norte, mas, dado que o tema nuclear está sem solução, a República da Coreia (nome oficial da Coreia do Sul) vai continuar pelo caminho da pressão e das sanções junto ao resto da comunidade internacional", explicou.

Nesse sentido, indicou que o diálogo e a aproximação entre as duas Coreias e a desnuclearização vão na mesma direção, uma vez que, segundo Moon, o primeiro elemento seria o passo prévio para atingir uma península sem armas atômicas.

Moon ressaltou ainda que, "uma vez que as relações Sul-norte melhorem, isso pode ajudar a resolver o problema nuclear norte-coreano".

O presidente também negou que Seul esteja planeando suspender provisoriamente algumas das sanções que aprovou contra Pyongyang pelos seus programas de armas, para assim possibilitar que membros do regime - que estão proibidos de entrar na Coreia do Sul em virtude destas sanções - possam viajar aos Jogos de PyeongChang.

"Por enquanto não temos nenhum plano para aliviar as nossas sanções unilaterais sobre a Coreia do Norte, ativadas de maneira conjunta com as sanções internacionais", assegurou.

Moon defendeu que a meta da política de pressão e sanções "é trazer a Coreia do Norte à mesa de negociação" e elogiou que o governo dos Estados Unidos tenha expressado sua satisfação pelo reatamento de contatos entre Seul e Pyongyang.

De fato, considerou que as históricas conversas de terça-feira "podem ter sido o resultado da política de sanções e pressão liderada pelos Estados Unidos", em uma referência à estratégia de linha dura do governo de Donald Trump.


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