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Chefe da ONU diz que é essencial evitar escalada de tensões no Irã

O chefe da Organização das Nações Unidas (ONU), Antonio Guterres, alertou neste domingo que é essencial evitar “qualquer forma de escalada” das tensões no Golfo, em meio a temores de um conflito após a derrubada de um drone norte-americano pelo Irã na semana passada.
Por Catarina Demony | Reuters

LISBOA (Reuters) - “O mundo não pode permitir um grande confronto no Golfo”, disse Guterres, nos bastidores da Conferência Mundial de Ministros Responsáveis pela Juventude, em Lisboa . “Todos devem manter nervos de aço.”

Na quinta-feira, um míssil iraniano destruiu um drone de vigilância dos EUA, em um incidente que o governo norte-americano disse que aconteceu no espaço aéreo internacional.

Trump disse mais tarde que ordenou o cancelamento de um ataque militar em retaliação pela ação que poderia ter resultado em 150 mortes.

Teerã repetiu no sábado que o drone foi abatido sobre seu território e disse que responderia com firmeza a qualquer ameaça dos EUA.

Os comentários de Guterres vêm um dia depois…

Turcos denunciam compra de crianças pobres por militares americanos da base Incirlik

A população turca está discutindo ativamente uma informação que foi publicada em um jornal. Segundo comunica o jornal turco Sabah, militares americanos que estavam em serviço na base aérea turca de Incirlik compraram crianças de famílias pobres.


Sputnik

Depois as crianças foram levadas para os EUA, onde foram adotadas, mudaram de religião e receberam novos nomes.


A base militar Incirlik, na província turca de Adana
Caças F-16 na base militar de Incirlik, Turquia © AFP 2017/ TARIK TINAZAY

O tema ganhou vasta cobertura depois de uma mulher turca, Sabiha Berberoglu, ter participado de um programa de televisão, em que ela conseguiu encontrar seus irmãos, que foram entregues aos militares americanos em troca de dinheiro.

"Tinha 13 anos, o meu irmão Cumali tinha dois. Primeiro eles levaram Hatice e depois Secil. Uma vez, uma família estrangeira nos visitou, eles chegaram com um pacote de comida. No mesmo dia eles levaram Hatice. Minha mãe nunca se envolvia no que estava acontecendo, ela não tinha força para confrontar meu pai, que vendeu seus filhos. Ele era alcoólatra e jogava por dinheiro", contou a mulher.

O programa sobre a história de Sabiha Berberoglu abalou a sociedade turca. Logo surgiu um artigo do colunista Murata Karaman, no jornal pró-governamental turco, Sabah, em que autor leva testemunhos de moradores da região de Adana que denunciaram casos múltiplos de crianças turcas serem trocadas por dinheiro.

Assim, Mahmud Acar, que vive há 40 anos perto da base Incirlik, na área de Adana, confirmou: "É verdade que militares estadunidense compraram crianças turcas. A maioria das famílias entregava suas crianças para americanos. Uma conhecida minha deu aos americanos seu filho e sua filha. Não faz muito tempo que ela morreu. Eles compravam crianças com dinheiro como se fossem mercearias."

Ele contou ainda que uma vez uma militar da base Incirlik propôs para sua esposa que vendesse sua filha por um montante significativo.

"Minha esposa me contou que esta mulher queria levar minha filha. Quando ouvi isso até passei mal. Como uma pessoa pode vender seu próprio filho? Apenas louco pode fazer isso", disse.

De acordo com Ali Aslan, de 65 anos, que durante anos trabalhou como taxista perto da base Incirlik, ele ouviu muito sobre casos de compra de crianças por militares americanos.

"Como eu sei, eles escolhiam habitualmente famílias pobres e compravam suas crianças. Os que trabalhavam na base, americanos e turcos que conheciam bem Incirlik, ficavam sabendo quais famílias passavam por tempos difíceis e logo surgiam propostas para que vendessem seus filhos", contou Aslan.

Mais um morador local que pediu anonimato relatou o seguinte: "Entre as décadas de 80 e 90, os militares americanos levaram muitas crianças turcas daqui para os EUA. Na época, uma estudante engravidou de seu namorado. Era muito tarde para fazer aborto, por isso quando o bebê nasceu ela vendeu-o a militares americanos. Eu sei que algumas famílias chegaram até a encontrar e se comunicar com seus filhos depois. Pelo que sei, hoje em dia já não acontecem essas coisas."


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