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Executiva da Huawei deixa a prisão após pagar fiança no Canadá; ex-diplomata canadense é preso na China

Justiça aceitou pedido da chinesa, que foi detida a pedido dos Estados Unidos e corria risco de extradição. Fiança estipulada fixada em US$ 7,5 milhões.
Por G1

A diretora financeira da Huawei, Meng Wanzhou, foi solta nesta quarta-feira (12) depois de passar 11 dias presa no Canadá.

A executiva teve aceito o pedido de liberdade condicional, por um juiz canadense. O valor da fiança foi fixado em 10 milhões de dólares canadenses (US$ 7,5 milhões).

Meng saiu da prisão poucas horas depois da ordem do juiz, informou o canal Global News.

"O risco de que não se apresente perante o tribunal (para uma audiência de extradição) pode ser reduzido a um nível aceitável, impondo as condições de fiança propostas por seu assessor", disse o juiz, aplaudido na sala do tribunal pelos partidários da empresa chinesa, informa a France Presse.

As condições de libertação incluem a entrega de seus dois passaportes, que permaneça em uma de suas residências de Vancouver e use tornozeleira eletrônica. Além dis…

Turquia pode estar arquitetando destruição dos favoritos dos EUA na Síria

Gevorg Mirzoyan, professor da Universidade de Finanças russa, acredita que a Turquia queira resolver a questão curda de maneira militar e já sabe como convencer Moscou e Washington a não se envolver no assunto.


Sputnik

Destruição do corredor

Ancara pretende começar as ações militares contra os curdos sírios em Afrin e Manbij, declarou o presidente turco Recep Tayyip Erdogan. "É hora de destruir definitivamente o projeto da organização separatista de criação do corredor terrorista na Síria". Talvez tenha em vista o "corredor curdo" que se estende ao longo da fronteira sírio-turca que, na opinião de Erdogan, vai desestabilizar os territórios curdos do lado turco, abastecendo-os com armas e outras coisas.


Combatente árabe com Forças Democráticas Sírias apoiadas pelos EUA olhando no binóculo em Raqqa, noroeste da Síria
Terrorista das FDS apoiadas pelos EUA na Síria © AP Photo/ Hussein Malla

Por isso, a Turquia está pronta para eliminar o "tumor" do Curdistão Sírio, que já há muito tempo é considerado problema de segurança nacional para Erdogan, opina Mirzoyan. A Turquia está trabalhando na eliminação de dois obstáculos para realização da operação, que são os EUA e a Rússia.

Sabe-se que os curdos sírios são favoritos dos EUA na Síria. Washington conta com ajuda deles para influenciar não só a vida política interna do país pós-guerra, mas também usá-los para exercer influência nos países vizinhos, em primeiro lugar, no Iraque, Turquia e Irã.

Os norte-americanos consideram o Curdistão Sírio como plataforma regional e já instalaram lá uma série de bases militares. Por isso, a questão síria também é importante para os EUA, levando em conta que a Turquia de Erdogan tem cada vez mais divergências com Washington. Por exemplo, a Turquia tem uma posição anti-israelense e aplica uma política independente tanto no Oriente Médio como na Europa.

Calem-se ou vão embora

Vale destacar que essas divergências podem ser utilizadas por Erdogan para retirada do "problema norte-americano". Quanto mais sérias se tornam essas divergências, menos razões o presidente turco tem para não agravar as relações bilaterais com os EUA.

Segundo a imprensa turca, os EUA tentam instalar tribos árabes na zona do Escudo do Eufrates (territórios conquistados pelos militantes sírios com ajuda de Ancara dos terroristas do Daesh – proibido na Rússia – no decorrer da operação com o mesmo nome) contra Ancara. Washington caracteriza os turcos como "força ocupante" e promete fornecer armas para a luta contra o exército turco.

Consecutivamente, aos olhos dos turcos, os norte-americanos estariam se evoluindo mais rapidamente de simples obstáculos aos inimigos.

O agravamento da questão ligada ao reconhecimento de Jerusalém como capital israelense por parte dos EUA deu ao governo turco a oportunidade de firmar uma política tanto contra Israel como contra EUA. Além do mais, a aliança de alguns dias atrás entre o Partido da Justiça e Desenvolvimento no poder e os nacionalistas turcos (que têm uma posição anti-curda) obriga ainda mais Erdogan a resolver a questão curda militarmente.

Por isso, o especialista acredita que os EUA tenham apenas três opções: lutar contra a Turquia que é parceiro da OTAN, ficar calados nas bases militares ou observar Ancara "esmagando" os curdos.

Eu sou importante

As relações russo-turcas possuem detalhes um tanto complexos. Por causa do confronto com a Rússia, a Turquia corre risco de ser expulsa do processo sírio na melhor das opções, e na pior delas – ser isolada totalmente.

Em muitos aspectos, Ancara permanece na agenda internacional graças às relações construtivas com Moscou, podendo influenciar na agenda regional, bem como exercendo pressão na Europa e nos EUA.

O problema do líder turco é que tem poucos instrumentos para pressionar a Rússia. Mas a Turquia pode ajudar Moscou a resolver o problema dos ataques a instalações militares russas. Por exemplo, o acidente recente do ataque de drones à base aérea russa na Síria mostrou que os veículos aéreos decolaram do território controlado pelos militantes turcos.

Outro trunfo de Ancara corresponde aos militantes pró-turcos. Forças turcas efetuam ataques contra a oposição moderada em Iblib sob o pretexto da luta contra a Frente al-Nusra.

Mas a carta turca mais forte é a recusa de reconhecer Bashar Assad como presidente sírio. Em troca da questão curda, Erdogan pode concordar em trabalhar com o presidente atual, o que é necessário para o processo de paz.

Rússia não é os EUA

Moscou poderia deixar Ancara resolver a questão curda, mas há vários obstáculos. Em primeiro lugar, a Rússia deu algumas garantias aos curdos.

Em segundo, os curdos já tentam consertar as relações com Moscou, por exemplo, pronunciam-se ativamente a favor da participação no processo de paz sírio. Os curdos já declararam estar prontos para integrar a sua milícia nas unidades armadas sírias em troca da autonomia moderada.

Em terceiro, seria lógico ter os curdos como trunfo de Moscou contra o parceiro turco imprevisível.

Além do mais, a questão curda só continuará dificultando relações entre EUA e Turquia.

Finalmente, para comprovar seu status de "solucionador", o Kremlin deve encontrar uma via diplomática do conflito no triângulo Damasco-Ancara-curdos, de que se ocupa atualmente a Rússia.


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