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Chefe da ONU diz que é essencial evitar escalada de tensões no Irã

O chefe da Organização das Nações Unidas (ONU), Antonio Guterres, alertou neste domingo que é essencial evitar “qualquer forma de escalada” das tensões no Golfo, em meio a temores de um conflito após a derrubada de um drone norte-americano pelo Irã na semana passada.
Por Catarina Demony | Reuters

LISBOA (Reuters) - “O mundo não pode permitir um grande confronto no Golfo”, disse Guterres, nos bastidores da Conferência Mundial de Ministros Responsáveis pela Juventude, em Lisboa . “Todos devem manter nervos de aço.”

Na quinta-feira, um míssil iraniano destruiu um drone de vigilância dos EUA, em um incidente que o governo norte-americano disse que aconteceu no espaço aéreo internacional.

Trump disse mais tarde que ordenou o cancelamento de um ataque militar em retaliação pela ação que poderia ter resultado em 150 mortes.

Teerã repetiu no sábado que o drone foi abatido sobre seu território e disse que responderia com firmeza a qualquer ameaça dos EUA.

Os comentários de Guterres vêm um dia depois…

Vários mortos no confronto entres as forças de Maduro e rebeldes armados

Desfecho sangrento aconteceu durante a operação de captura de Óscar Pérez, que está entre os mortos.

O piloto sobrevoou prédios do governo com um helicóptero roubado da polícia em junho do ano passado


Maolis Castro e Florantonia Singer | El País

Vários integrantes do grupo liderado pelo ex-policial Óscar Pérez morreram em um confronto com um coletivo – civis armados chavistas – e um comando da Força de Ações Especiais da Polícia Nacional, em que também morreram dois agentes e um militante chavista. Outros cinco membros do grupo foram presos em uma casa na região de El Junquito, no oeste de Caracas. 

Piloto Oscar Perez é morto na Venezuela
Imagem de um vídeo no Instagram publicado por Óscar Pérez na segunda-feira

O Governo venezuelano confirmou no início desta tarde que o próprio Pérez está entre os mortos. Seu nome se tornou conhecido em junho, quando roubou um helicóptero da polícia e sobrevoou a sede do Supremo Tribunal de Justiça e do Ministério do Interior. Nunca, em 18 anos de chavismo, ocorreu algo parecido na Venezuela.



O ex-inspetor do Corpo de Investigações Científicas, Penais e Criminalísticas (Cicpc) transmitiu ao vivo através das redes sociais o encarniçado combate. “Não querem que nos entreguemos, literalmente querem nos assassinar. Acabaram de nos dizer”, disse em sua última gravação publicada no Instagram.

Em um primeiro momento, Pérez indicou que estava negociando sua entrega com as autoridades, mas o desenlace foi sangrento. O Ministério das Relações Interiores, Justiça e Paz confirmou a morte de vários membros da organização liderada pelo rebelde, dois policiais e um militante do coletivo chavista Três Raízes. No confronto também ficaram “gravemente” feridos cinco oficiais e ocorreram cinco prisões. “Os terroristas, que estavam fortemente equipados com armamento de alto calibre, abriram fogo contra os funcionários encarregados de sua captura e tentaram explodir um veículo carregado de explosivos... nossas forças foram atacadas à traição pelo grupo quando estavam sendo negociadas as condições para sua entrega e prisão”, diz um comunicado.

O ex-policial havia se transformado em um objetivo do Governo da Venezuela desde 27 de junho, em meio à onda de protestos da oposição. Ele roubou um helicóptero para atacar com granadas e tiros a sede do Supremo Tribunal de Justiça, no centro de Caracas. Com uniforme de camuflagem, e às vezes armado, fez aparições surpresa em algumas manifestações antigovernamentais do ano passado. Isso o transformou em um dos homens mais procurados da Venezuela. Sua foto foi distribuída nos aeroportos do país, pedindo colaboração para sua captura.

O Governo também o acusa do ataque, em dezembro, a um destacamento militar em que supostamente roubou armamento. Pérez fez parte da equipe da brigada de ações especiais da polícia científica venezuelana e atuou no filme Muerte Suspendida, produzido pela instituição.

Ele e seus seguidores estavam entrincheirados em El Junquito, quando foram descobertos. Foi então que começou a se transmitir o sangrento combate que ficou registrado nas redes sociais. “Temos feridos e continuam atirando na gente! Vamos nos entregar, parem de atirar, aqui há civis! Não querem que nos entreguemos, querem nos assassinar. Estamos negociando nossa rendição”, diz Pérez no vídeo com o rosto coberto de sangue e um fuzil nas mãos.

O Governo o acusou de terrorismo e de receber fundos dos Estados Unidos. Maduro, em sua mensagem anual na chavista Assembleia Constituinte, qualificou de “aterrorizantes” os supostos planos do grupo do ex-policial para “desestabilizar” o Governo nesse ano. “Qualquer pessoa que entrar no caminho do terrorismo terá uma resposta oportuna da Força Armada Nacional Bolivariana... Somos um Estado de Direito, de justiça, que respeita os direitos humanos... Há um império, uma oligarquia colombiana, que quer destruir esse país de qualquer forma”, afirmou.



Na sexta-feira, Pérez foi entrevistado na rede de televisão CNN, em espanhol. “A única ajuda monetária que temos é de familiares e amigos. Se Maduro fala (da intervenção de) Miami, fala especificamente de colaboradores que estão no exílio graças à perseguição criminosa do regime”, esclareceu sobre o financiamento de seu movimento autodenominado Equilíbrio Nacional pela Venezuela.

O Ministério das Relações Interiores e Justiça prometeu continuar com a perseguição aos “terroristas”. María Iris Valera, ministra de Serviços Penitenciários, exigiu a captura de Miguel Rodríguez Torres, ex-titular da pasta de Justiça e dissidente do chavismo, após acusá-lo de ser o mentor de Pérez.

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