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Super Tucano em teste pela Força Aérea dos EUA sofre acidente

Queda sem causa ainda definida é má notícia para a fabricante brasileira, que disputa concorrência com americanos
Igor Gielow | Folha de S.Paulo

Um turboélice A-29 Super Tucano, fabricado pela Embraer, caiu durante um exercício de ataque leve conduzido pela Força Aérea dos EUA em um campo de provas do Novo México, na sexta (22).

Dois tripulantes conseguiram se ejetar. Segundo comunicado da base de Holloman, um dele se feriu levemente e foi medicado, enquanto não há detalhes do estado do segundo. A causa do acidente não foi divulgada.

O avião participa da fase final da competição para fornecimento de aviões leves para missões de ataque a solo e reconhecimento. Inicialmente, os EUA querem adquirir 15 unidades, para depois expandir a até 120. Elas servirão para substituir o famoso A-10 Warthog (Javali, em inglês), um modelos subsônico a jato fortemente armado e blindado que opera desde 1977.

Os americanos estão procurando opções mais econômicas para a missão. Enquanto um A-10 tem sua hora-voo…

Ataques continuam na Síria; ONU quer aplicação imediata do cessar-fogo

Ao menos 10 civis morreram em bombardeios aéreos e disparos de mísseis feitos pelo regime sírio em Duma, principal cidade de Guta Oriental, entre domingo e segunda.


Por G1

Bombardeios aéreos e disparos de mísseis do regime sírio contra o reduto rebelde de Guta Oriental, perto de Damasco, prosseguiram nesta segunda-feira (26), dias após a aprovação na Organização das Nações Unidas de um cessar-fogo de 30 dias.

Sírio caminha entre prédios destruídos em Duma, cidade de Guta Oriental, neste domingo (25), oito dias após a intensificação do conflito na região  (Foto: Hamza Al-Ajweh / AFP )
Sírio caminha entre prédios destruídos em Duma, cidade de Guta Oriental, neste domingo (25), oito dias após a intensificação do conflito na região (Foto: Hamza Al-Ajweh / AFP )

O secretário-geral da ONU, Antonio Guterres, fez um apelo nesta segunda para que a trégua seja aplicada imediatamente, segundo a France Presse. "Espero que esta resolução seja aplicada imediatamente para tornar possível prestar imediatamente ajuda e serviços humanitários", declarou Guterres, ao comentar o texto aprovado pelo Conselho de Segurança no sábado (24).

A ONG Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH) afirmou que uma família de nove pessoas foi morta em ataques do governo contra Guta Oriental, entre domingo e esta segunda-feira. Entre as vítimas, estão nove membros de uma família, incluindo três crianças.

Na noite de domingo, autoridades de saúde de Guta Oriental disseram que várias pessoas mostraram sintomas condizentes com a exposição ao gás cloro depois de uma explosão, e que uma criança morreu.

Cessar-fogo

O Conselho de Segurança da ONU aprovou por unanimidade no sábado (24) uma resolução na qual exige a todas as partes beligerantes a suspensão das hostilidades durante 30 dias em todo o país, incluindo de forma expressa Guta Oriental. A trégua permitiria o acesso de ajuda humanitária e as retiradas feridos.

No entanto, a resolução exclui do cessar-fogo os grupos terroristas Estado Islâmico (EI) e Organismo de Libertação do Levante, aliança criada em torno da Frente Al Nusra, nome da antiga filial síria da Al Qaeda que, segundo o governo sírio, está presente em Guta Oriental.

A intensidade do bombardeio diminuiu desde então, mas, mesmo assim, vem deixando mortos. Em Guta Oriental, os moradores aproveitaram o relaxamento relativo no bombardeio para procurar provisões, contou Moayad Hafi, agente de resgate que atua no local.

"O bombardeio é menor em relação aos últimos dias. Os civis correram de seus abrigos para conseguir comida e voltaram rápido, já que os aviões de guerra ainda estão no céu e podem atacar a qualquer momento", disse ele à Reuters por mensagem de voz.

Ataque a Guta

O presidente sírio, Bashar al-Assad, que tem apoio da Rússia e do Irã, vem reconquistando gradualmente áreas onde seus opositores se insurgiram contra seu governo em 2011. Guta Oriental é o último grande bastião rebelde próximo de Damasco, a sede da administração de Assad.

A ofensiva do governo na região, que começou no domingo (18), já foi considerada uma das mais violentas da guerra síria, que já dura quase sete anos.

Após a intensificação dos combates em Guta Oriental, com intensos ataques aéreos, de artilharia e com mísseis, a região contabilizou a morte de pelo menos 522 pessoas, de acordo com um saldo compilado pelo Observatório Sírio dos Direitos Humanos, grupo de monitoramento sediado no Reino Unido.

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