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Análise: Brasil poderia se tornar 'vigilante' dos EUA na América Latina

O presidente norte-americano, Donald Trump, referiu a possibilidade de entrada do Brasil na OTAN. O analista russo Pavel Feldman avaliou a possibilidade de entrada do Brasil na aliança, bem como que papel poderia desempenhar o Brasil no conflito na Venezuela.
Sputnik

Durante a visita oficial do presidente do Brasil Jair Bolsonaro aos EUA, foram discutidos os assuntos internacionais mais importantes, entre eles a cooperação bilateral entre os EUA e o Brasil e a situação na Venezuela.


Uma das declarações mais sensacionais foi a possibilidade de entrada do Brasil na OTAN, referida pelo presidente dos EUA Donald Trump.

O vice-diretor do Instituto de Estudos Estratégicos e Prognósticos da Universidade Russa da Amizade dos Povos, Pavel Feldman, revelou em entrevista ao serviço russo da Rádio Sputnik que os EUA são apenas um dos países da OTAN, há outros países cuja opinião deveria ser levada em conta nesse assunto.

Segundo ele, se o Brasil aderir à OTAN ele vai desempenhar o papel de vigilante d…

Bombardeio deixa mais de 100 mortos em um dos dias mais sangrentos desde o início da guerra na Síria

Um bombardeio pelas forças do governo sírio matou dezenas de civis no leste de Ghouta, uma área controlada por rebeldes próxima a Damasco, dizem observadores.


Sputnik

Se as mortes se confirmarem, esta segunda-feira terá sido um dos dias mais sangrentos da guerra civil no país.

Crianças em área atacada
Ataques ao leste de Ghouta intensificados desde domingo atingiram civis | AFP

O Observatório Sírio de Direitos Humanos (SOHR, na sigla em inglês), entidade sediada no Reino Unido, disse que pelo menos 100 civis, incluindo 20 crianças, foram mortos por morteiros e ataques aéreos.

As forças do governo sírio organizaram uma ofensiva para retomar a região no início deste mês. Desde o domingo, os ataques se intensificaram. Segundo o Observatório, 470 pessoas se feriram, algumas com gravidade.

Ao fazer um apelo pela interrupção do bombardeio, agentes das Nações Unidas disseram que a situação está "fugindo do controle".

O leste de Ghouta, que é habitado por cerca de 400 mil pessoas, é a última região próxima à capital síria ainda sob domínio de rebeldes contrários ao governo do presidente Bashar al-Assad. O local está rodeado por áreas sob controle do governo.

Na semana passada, Ghouta recebeu as primeiras ajudas humanitárias em quase três meses de conflito intenso.

Pior bombardeio em anos

Os ataques ao leste de Ghouta, intensificados desde segunda, atingiram não apenas civis, mas também infraestrutura e meios de abastecimento. Padarias, armazéns e tudo o que pudesse abrigar alimentos virou alvo dos morteiros.

A população teme que a região se torne uma nova "Aleppo", cidade que foi destruída pelo conflito na Síria.

Voluntários disseram que os ataques atingiram rodovias, causando bloqueio e impedindo a chegada de qualquer tipo de ajuda ou operação de resgate, além de prejudicar a movimentação de ambulâncias.

O número de mortos está aumentando, porque hospitais e postos médicos também foram destruídos. Quatro hospitais improvisados, incluindo uma maternidade, foram atingidos na segunda.

Os rebeldes têm respondido com morteiros lançados a Damasco, mas o poderio das forças militares do governo é bem maior.

Cenas do ataque

Vídeos de Hamouria, cidade onde pelo menos 20 pessoas teriam morrido durante os ataques aéreos da segunda, mostram pessoas deixando prédios gravemente danificados, cobertos por poeira.

Em dezembro, organizações de ajuda humanitária alertaram para as condições da população que morava na área dominada por rebeldes, diante da falta de comida, combustível e remédios.

Coordenador regional humanitário da ONU, Panos Moumtzis disse que era "imperativo" acabar com o "sofrimento humano sem sentido" no leste de Ghouta.

O ministro de Relações Exteriores russo, Sergei Lavrov, disse por sua vez que os desdobramentos dos ataques do governo estão sendo "exagerados" por observadores internacionais.

O próximo mês marca sete anos do conflito civil na Síria. Centenas de milhares de pessoas foram mortas desde então, e aproximadamente 5 milhões deixaram o país.

Como a guerra começou

Os conflitos na Síria tiveram início em 2011, com a resposta violenta do governo aos protestos pedindo mais liberdade no país, inspirados na Primavera Árabe.

Simpatizantes do grupo antigoverno começaram a pegar em armas - primeiro para se defender e depois para expulsar as forças de segurança de suas regiões.

Ao longo dos meses, o conflito adquiriu contornos de guerra sectária entre a maioria sunita do país e xiitas alauítas, o braço do Islamismo a que pertence o presidente.

Diante do caos, grupos extremistas, como o autodenominado Estado Islâmico (EI), dominaram partes do país e passaram a ser combatidos por forças internacionais, principalmente dos Estados Unidos.

Os últimos redutos do EI foram retomados no fim do ano passado. A guerra entre rebeldes e as forças de Assad, porém, continua.

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