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Marinha do Brasil prevê inaugurar estação na Antártica em 2020, oito anos após incêndio

Obra é executada por uma empresa chinesa e, segundo a Marinha, se aproxima do final. Incêndio em 2012 destruiu estação, e dois militares morreram.
Por Guilherme Mazui | G1 — Brasília

Passados sete anos desde o incêndio que destruiu a Estação Antártica Comandante Ferraz, a Marinha prevê inaugurar a nova estação em março de 2020.

Executada pela empresa chinesa Ceiec, a obra se aproxima do final, segundo a Marinha, que prevê concluir as obras civis e a instalação de máquinas e mobiliário até 31 de março, iniciando um período de testes do complexo científico até março de 2020. Após os testes, a estação poderá receber militares e pesquisadores.

"A previsão de inauguração é março de 2020, quando os pesquisadores e o Grupo-Base [de militares] deverão ocupar em definitivo as instalações da nova Estação Antártica Comandante Ferraz", informou a Marinha ao G1.

Com investimento de US$ 99,6 milhões, o complexo receberá profissionais que atuam no Programa Antártico Brasileiro (Proantar), criad…

China acusa EUA de terem “mentalidade da Guerra Fria” por sua política nuclear

Pequim considera que Washington deve liderar os esforços para avançar rumo à desnuclearização


Xavier Fontdeglòria | El País

A China está de novo no alvo da Administração de Donald Trump. Semanas após o relatório de segurança nacional norte-americano ter catalogado o país asiático e a Rússia como “poderes revisionistas”, Pequim foi apontado – ao lado de Moscou – como pretexto para modernizar a capacidade nuclear de Washington. As autoridades chinesas negam o rearmamento, dizem que os Estados Unidos interpretam equivocadamente o desenvolvimento militar de seu país e atribuem esse erro a “uma mentalidade própria da Guerra Fria” por parte do atual ocupante da Casa Branca.

Militares chineses, na base de Zhurihe, em junho de 2017
Militares chineses, na base de Zhurihe, em junho de 2017 | REUTERS

O Ministério da Defesa do país asiático rejeitou neste domingo, de forma contundente, as acusações feitas por Washington. “Esperamos que os EUA abandonem sua mentalidade própria da Guerra Fria (...) e vejam de maneira objetiva a defesa nacional chinesa e seu desenvolvimento militar”, afirmou a pasta, em nota, alegando que seu arsenal atômico tem um objetivo dissuasivo e que seu compromisso é não ser o primeiro a utilizar o arsenal em caso de conflito.

Além de seu desenvolvimento econômico, a China dedica cada vez mais recursos ao seu Exército (cerca de 547 bilhões de reais, segundo o último orçamento), transformando-se no segundo país do mundo com maiores gastos militares, atrás dos EUA. As forças armadas estão imersas num processo de modernização baseado sobretudo na melhoria de sua Marinha e sua Força Aérea, com ênfase especial na atualização de sua capacidade cibernética e na tecnologia de mísseis balísticos.

Devido à intenção da Administração Trump de revisar sua política nuclear, nesta semana o jornal oficial do Exército Popular de Libertação pediu que seja seguido esse mesmo caminho para que a China não fique para trás ante os avanços dos EUA e da Rússia. Até agora, nenhum alto funcionário político ou militar confirmou planos nesse sentido.

Embora a China tenha aumentado consideravelmente seu poder bélico, em número de armas atômicas continua bem atrás dos EUA e da Rússia. Segundo dados do Instituto Internacional de Pesquisas da Paz de Estocolmo (Sipri), em 2017 Pequim armazenava 270 ogivas nucleares, contra 7.000 e 6.800 de Moscou e Washington, respectivamente.

“A paz e o desenvolvimento são tendências globais irreversíveis. Os EUA deveriam tomar a iniciativa e seguir essa via em vez de ir contra ela”, afirmou o Ministério da Defesa chinês, lembrando que manterá seu arsenal nuclear “nos patamares mínimos”. O relatório que o Pentágono apresentou na sexta-feira, contudo, explica que Pequim “está expandindo sua considerável força nuclear de forma pouco transparente”. O texto, que defende a criação de ogivas nucleares de menor rendimento que as atuais – embora igualmente devastadoras –, ressalta a preocupação de Washington sobre a Coreia do Norte, a China e o Irã, mas o enfoque recai sobretudo na Rússia.

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