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Radicais sírios estariam recebendo armamento dos EUA através da fronteira com Jordânia

Enquanto o exército sírio parece estar pronto para uma grande ofensiva na província de Daraa, os grupos radicais que operam na região estariam recebendo grandes remessas de material bélico "Made in USA".
Sputnik

Os grupos militantes que atuam no sul da Síria receberam uma grande quantidade de armas e munições fabricadas nos EUA, incluindo mísseis antitanque TOW, informou a agência de notícias FARS.

De acordo com a FARS, o armamento foi entregue através da fronteira com a Jordânia no âmbito de um novo plano dos EUA para assegurar mais apoio a estes grupos na Síria.

A agência informou também que os grupos militantes na província de Daraa começaram a se preparar para impedir a ofensiva do exército sírio.

No início deste mês, o exército sírio intensificou as ações no sudoeste do país, controlado por radicais, perto da fronteira com a Jordânia e as Colinas de Golã, ocupadas por Israel.

O Ministério da Defesa da Rússia acrescentou que as forças do governo sírio, apoiadas por um grande a…

Conselho de Segurança da ONU estuda emendas russas para trégua na Síria

O Conselho de Segurança da ONU examina nesta quinta-feira as emendas propostas pela Rússia a um projeto de resolução visando a uma trégua de um mês na Síria, razão pela qual deverá esperar até amanhã para submeter o texto à votação.


Pars Today

"Nos inclinamos para uma votação amanhã", disse aos jornalistas o embaixador sueco nas Nações Unidas, Olof Skoog, um dos promotores da iniciativa.


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Conselho de Segurança da ONU | Reprodução

A Suécia, junto ao Kuwait, solicitou ontem que uma votação o mais rápido possível do texto preparado pelos dois países, após cerca de duas semanas de negociações com os demais membros do Conselho de Segurança.

A minuta, no entanto, foi rejeitada pela Rússia, que hoje deu a entender que a vetaria se esta fosse submetida à votação na sua forma atual. "Os patrocinadores sabem perfeitamente que não há acordo (sobre a resolução)", disse na reunião do Conselho o embaixador russo, Vasyl Nebenzia, que anunciou que seu país iria propor uma série de emendas ao texto. O objetivo, segundo disse depois aos jornalistas, é fazer com que o texto seja "realista".

A Suécia confirmou que a delegação russa já distribuiu suas propostas aos demais membros e disse que agora vão estudar o que têm sobre a mesa. "Estamos tentando encontrar uma saída que funcione para todos, mas que certamente tenha verdadeiras implicações no terreno", disse o embaixador sueco.

Cessação das hostilidades

O texto preparado pela Suécia e pelo Kuwait conta com o apoio explícito de três membros permanentes do Conselho de Segurança (Estados Unidos, França e Reino Unido) e de outros países do órgão. A minuta procura estabelecer uma cessação das hostilidades em toda a Síria durante um mês e estabelece que, 48 horas depois do seu início, se permita o acesso semanal de comboios humanitários da ONU a áreas necessitadas.

Dois dias depois, deveriam ser facilitadas também evacuações médicas de zonas às quais as Nações Unidas não têm acesso. Além disso, o texto reivindica o levantamento dos cercos sobre várias áreas, incluindo o enclave rebelde de Ghouta Oriental, nos arredores de Damasco, que está sendo alvo de uma dura ofensiva governamental.

A situação em Guta Oriental foi o eixo central de uma reunião de urgência realizada hoje pelo Conselho de Segurança, na qual os serviços humanitários da ONU reiteraram que é necessário deter os combates perante a crítica situação enfrentada pela população civil. Segundo as Nações Unidas, durante as últimas 24 horas os bombardeios e o fogo de artilharia sobre esta região nos arredores de Damasco deixaram pelo menos 50 mortos e 200 feridos.

Por sua vez, a Rússia tachou de “notícias falsas” muita da informação que chega de Ghouta Oriental e acusou as potências ocidentais de tentar criar um "escândalo" para aumentar a pressão internacional sobre o governo sírio.

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