Pular para o conteúdo principal

Postagem em destaque

Análise: Brasil poderia se tornar 'vigilante' dos EUA na América Latina

O presidente norte-americano, Donald Trump, referiu a possibilidade de entrada do Brasil na OTAN. O analista russo Pavel Feldman avaliou a possibilidade de entrada do Brasil na aliança, bem como que papel poderia desempenhar o Brasil no conflito na Venezuela.
Sputnik

Durante a visita oficial do presidente do Brasil Jair Bolsonaro aos EUA, foram discutidos os assuntos internacionais mais importantes, entre eles a cooperação bilateral entre os EUA e o Brasil e a situação na Venezuela.


Uma das declarações mais sensacionais foi a possibilidade de entrada do Brasil na OTAN, referida pelo presidente dos EUA Donald Trump.

O vice-diretor do Instituto de Estudos Estratégicos e Prognósticos da Universidade Russa da Amizade dos Povos, Pavel Feldman, revelou em entrevista ao serviço russo da Rádio Sputnik que os EUA são apenas um dos países da OTAN, há outros países cuja opinião deveria ser levada em conta nesse assunto.

Segundo ele, se o Brasil aderir à OTAN ele vai desempenhar o papel de vigilante d…

Curdos e forças pró-Assad se unem contra ofensiva turca em Afrin

Damasco e milícia YPG fecham acordo que prevê envio de tropas pró-governo ao enclave curdo no norte da Síria. Objetivo é fazer frente a uma operação militar da Turquia.


Deutsch Welle

A milícia curda Unidades de Proteção Popular (YPG) chegou a um acordo com o governo da Síria para o envio de milícias pró-governo para o enclave curdo de Afrin, que é alvo de uma ofensiva da Turquia, informou nesta segunda-feira (19/02) a agência de notícias oficial Sana.


A cidade de Afrin, no norte da Síria
A cidade de Afrin, no norte da Síria, é um enclave dominado pela milícia curda YPG e alvo de operação militar da Turquia

Segundo o Observatório Sírio de Direitos Humanos (OSDH), o acordo prevê o destacamento de efetivos leais ao presidente Bashar al-Assad para a fronteira entre Afrin e a Turquia para impedir que tropas turcas ocupem essa região da província síria de Aleppo.

A televisão oficial síria noticiou que as forças pró-governo deverão entrar no enclave de Afrin nas próximas horas.

O acordo, ainda não oficializado e supostamente intermediado pela Rússia, complica ainda mais o conflito no norte da Síria, onde rivalidades e alianças entre as forças curdas, o regime sírio, as facções rebeldes, Turquia, Estados Unidos e Rússia se tornam cada vez mais emaranhadas.

O que dizem os curdos?

O acordo permite que paramilitares aliados ao governo sírio entrem na região de Afrin para apoiar as YPG, que dominam esse território, contra as forças turcas, relatou a agência alemã de notícias DPA, que citou uma fonte anônima.

Badran Jia Kurd, um assessor do alto escalão curdo, afirmou à agência de notícias Reuters que soldados sírios serão estacionados em algumas posições da fronteira da região de Afrin com a Turquia.

Jia Kurd disse que o acordo com Damasco é estritamente militar e sem arranjos políticos mais amplos, mas acrescentou: "Nós podemos cooperar com qualquer lado que nos estenda uma mão de auxílio em meio aos crimes bárbaros e ao silêncio internacional".

O funcionário curdo, no entanto, afirmou que há oposição ao acordo e que essa poderia impedir a implementação do compromisso.

O que isso significa?

O governo de Damasco e as forças curdas mantêm mais território do que qualquer outra parte envolvida na guerra civil síria. A cooperação entre eles pode ser fundamental para determinar os rumos do conflito.

Quem é alvo da ação?

A Turquia lançou uma ofensiva aérea e terrestre na região de Afrin contra a milícia YPG em 20 de janeiro. O governo de Ancara considera as YPG como uma organização terrorista e gêmea do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), a guerrilha curda que há três décadas enfrenta o Estado turco.

Ancara afirmou várias vezes que não permitirá a aparição de um Estado curdo na sua fronteira e justifica sua operação militar alegando que as YPG ameaçam sua segurança. Assim, para Ancara, atacar Afrin é uma questão de assegurar interesses geopolíticos e de segurança interna.

Os objetivos curdos são compatíveis com os da Síria?

O governo de Assad e as YPG basicamente têm evitado confrontos diretos. Ambos têm visões muito diferentes para o futuro da Síria, e Assad já afirmou que pretende retomar o país inteiro.

Quão poderosos são os curdos?


Desde o início do conflito da Síria em 2011, a milícia YPG e seus aliados estabeleceram três centros autônomos no norte do país, incluindo Afrin. Sua esfera de influência se expandiu à medida que tomaram território sob domínio da organização extremista "Estado Islâmico" (EI), com a ajuda dos EUA. No entanto, Washington se opõe às ambições dos curdos por um Estado autônomo.

Qual o próximo passo?

Jia Kurd disse que as forças sírias deverão chegar à região nos próximos dois dias, mas que o acordo ainda não foi confirmado oficialmente.

Comentários

NOTÍCIAS MAIS LIDAS

Postagens mais visitadas