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Expansão da OTAN na Europa é uma 'relíquia da Guerra Fria', diz Putin

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, disse em entrevista à imprensa sérvia publicada nesta quarta-feira (horário local) que a Rússia não quer uma nova corrida armamentista.
Sputnik

"Não vamos fechar os olhos ao desdobramento de mísseis de cruzeiro dos EUA [na Europa] e sua ameaça direta à nossa segurança. Teremos que tomar medidas eficazes de retaliação. Mas como país responsável e sensato, a Rússia não está interessada em uma nova corrida armamentista", afirmou.


Segundo o presidente russo, Moscou enviou em dezembro a Washington algumas propostas sobre a manutenção do Tratado INF. Além disso, Putin destacou que a Rússia está pronta para um diálogo sério com os Estados Unidos sobre toda a agenda estratégica.

No entanto, os Estados Unidos parecem ter uma política de "desmantelamento" em relação ao controle global de armas, acrescentou o presidente russo.

Durante a entrevista aos meios de comunicação sérvios, Putin também instou os parceiros ocidentais a estabelecer um …

Curdos e forças pró-Assad se unem contra ofensiva turca em Afrin

Damasco e milícia YPG fecham acordo que prevê envio de tropas pró-governo ao enclave curdo no norte da Síria. Objetivo é fazer frente a uma operação militar da Turquia.


Deutsch Welle

A milícia curda Unidades de Proteção Popular (YPG) chegou a um acordo com o governo da Síria para o envio de milícias pró-governo para o enclave curdo de Afrin, que é alvo de uma ofensiva da Turquia, informou nesta segunda-feira (19/02) a agência de notícias oficial Sana.


A cidade de Afrin, no norte da Síria
A cidade de Afrin, no norte da Síria, é um enclave dominado pela milícia curda YPG e alvo de operação militar da Turquia

Segundo o Observatório Sírio de Direitos Humanos (OSDH), o acordo prevê o destacamento de efetivos leais ao presidente Bashar al-Assad para a fronteira entre Afrin e a Turquia para impedir que tropas turcas ocupem essa região da província síria de Aleppo.

A televisão oficial síria noticiou que as forças pró-governo deverão entrar no enclave de Afrin nas próximas horas.

O acordo, ainda não oficializado e supostamente intermediado pela Rússia, complica ainda mais o conflito no norte da Síria, onde rivalidades e alianças entre as forças curdas, o regime sírio, as facções rebeldes, Turquia, Estados Unidos e Rússia se tornam cada vez mais emaranhadas.

O que dizem os curdos?

O acordo permite que paramilitares aliados ao governo sírio entrem na região de Afrin para apoiar as YPG, que dominam esse território, contra as forças turcas, relatou a agência alemã de notícias DPA, que citou uma fonte anônima.

Badran Jia Kurd, um assessor do alto escalão curdo, afirmou à agência de notícias Reuters que soldados sírios serão estacionados em algumas posições da fronteira da região de Afrin com a Turquia.

Jia Kurd disse que o acordo com Damasco é estritamente militar e sem arranjos políticos mais amplos, mas acrescentou: "Nós podemos cooperar com qualquer lado que nos estenda uma mão de auxílio em meio aos crimes bárbaros e ao silêncio internacional".

O funcionário curdo, no entanto, afirmou que há oposição ao acordo e que essa poderia impedir a implementação do compromisso.

O que isso significa?

O governo de Damasco e as forças curdas mantêm mais território do que qualquer outra parte envolvida na guerra civil síria. A cooperação entre eles pode ser fundamental para determinar os rumos do conflito.

Quem é alvo da ação?

A Turquia lançou uma ofensiva aérea e terrestre na região de Afrin contra a milícia YPG em 20 de janeiro. O governo de Ancara considera as YPG como uma organização terrorista e gêmea do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), a guerrilha curda que há três décadas enfrenta o Estado turco.

Ancara afirmou várias vezes que não permitirá a aparição de um Estado curdo na sua fronteira e justifica sua operação militar alegando que as YPG ameaçam sua segurança. Assim, para Ancara, atacar Afrin é uma questão de assegurar interesses geopolíticos e de segurança interna.

Os objetivos curdos são compatíveis com os da Síria?

O governo de Assad e as YPG basicamente têm evitado confrontos diretos. Ambos têm visões muito diferentes para o futuro da Síria, e Assad já afirmou que pretende retomar o país inteiro.

Quão poderosos são os curdos?


Desde o início do conflito da Síria em 2011, a milícia YPG e seus aliados estabeleceram três centros autônomos no norte do país, incluindo Afrin. Sua esfera de influência se expandiu à medida que tomaram território sob domínio da organização extremista "Estado Islâmico" (EI), com a ajuda dos EUA. No entanto, Washington se opõe às ambições dos curdos por um Estado autônomo.

Qual o próximo passo?

Jia Kurd disse que as forças sírias deverão chegar à região nos próximos dois dias, mas que o acordo ainda não foi confirmado oficialmente.

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