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Super Tucano em teste pela Força Aérea dos EUA sofre acidente

Queda sem causa ainda definida é má notícia para a fabricante brasileira, que disputa concorrência com americanos
Igor Gielow | Folha de S.Paulo

Um turboélice A-29 Super Tucano, fabricado pela Embraer, caiu durante um exercício de ataque leve conduzido pela Força Aérea dos EUA em um campo de provas do Novo México, na sexta (22).

Dois tripulantes conseguiram se ejetar. Segundo comunicado da base de Holloman, um dele se feriu levemente e foi medicado, enquanto não há detalhes do estado do segundo. A causa do acidente não foi divulgada.

O avião participa da fase final da competição para fornecimento de aviões leves para missões de ataque a solo e reconhecimento. Inicialmente, os EUA querem adquirir 15 unidades, para depois expandir a até 120. Elas servirão para substituir o famoso A-10 Warthog (Javali, em inglês), um modelos subsônico a jato fortemente armado e blindado que opera desde 1977.

Os americanos estão procurando opções mais econômicas para a missão. Enquanto um A-10 tem sua hora-voo…

Dezenas de jovens estão desaparecidas após ataque do Boko Haram na Nigéria

Grupo terrorista atacou internato feminino com 710 alunas.


France Presse

Dezenas de estudantes do ensino médio estão desaparecidas na Nigéria dois dias após um ataque do grupo jihadista Boko Haram contra uma escola de meninas.

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Terroristas do Boko Haram | Reprodução

Os combatentes do Boko Haram, fortemente armados, atacaram a cidade de Dapchi, no estado de Yobe, na segunda-feira, segundo disseram testemunhas à AFP.

As alunas e os professores de um internato feminino, Girls Science Secondary School, fugiram para a selva, temendo a repetição do sequestro das garotas de Chibok em 2014.

No entanto, dois dias após o ataque, várias dezenas de estudantes de Dapchi ainda não haviam retornado ao internato, causando grande angústia em suas famílias.

"Nossas filhas estão desaparecidas há dois dias e não sabemos onde estão", disse à AFP Abubakar Shehu, cuja neta está entre o grupo desaparecido. 
"Começamos a temer que o pior tenha acontecido. Temos medo de um novo Chibok", concluiu.

"Nos disseram que elas estavam em outras aldeias, mas estivemos em todos os lugares mencionados em vão", acrescentou.

De acordo com o colégio, no momento do ataque havia 710 alunas no internato, que recebe jovens a partir de 11 anos de idade.

Inuwa Mohamed, cuja filha de 16 anos, Falmata, não reapareceu, confirmou que os pais haviam procurado suas filhas em todas as aldeias vizinhas. "Ninguém nos diz nada oficialmente", indicou Moahmed à AFP. "Ainda não sabemos quantas foram encontradas e quantas ainda estão desaparecidas", acrescentou.

O grupo jihadista Boko Haram, cujo nome significa "a educação ocidental é um pecado", conduz desde 2009 ataques no nordeste da Nigéria que já mataram mais de 20 mil pessoas. Em 2014, provocou uma onda de indignação global com o sequestro de 276 meninas em uma escola em Chibok.

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