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Erdogan: exército sírio parou de avançar para Afrin

O presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, declarou que as tropas do governo sírio deixaram de avançar para a cidade de Afrin "após consultas", realizadas pelo líder turco nesta segunda-feira.
Sputnik

As tropas do governo sírio "foram realmente detidas ontem (segunda-feira)", afirmou Erdogan, segundo a agência de notícias Anadolu. Segundo o chefe de Estado, isso aconteceu "após consultas". No entanto, Erdogan não especificou à que consultas estaria se referindo.


Nesta segunda-feira, o líder turco discutiu a situação em Afrin durante conversa telefônica com seus homólogos russo e iraniano, Vladimir Putin e Hassan Rouhani.

Erdogan também afirmou que as milícias pró-governo que tentaram entrar em Afrin nesta terça-feira, e que foram repelidas pelas tropas turcas, o fizeram por iniciativa própria.

"A milícia síria decidiu entrar em Afrin por conta própria. Isso é inaceitável e não ficará sem resposta", alertou Erdogan.

Anteriormente, a imprensa infor…

Especialista: EUA só têm mais um meio de interferir no conflito sírio

O Departamento de Estado dos EUA afirmou que a Rússia está tentando "proteger" o governo sírio da responsabilidade por suposto uso de armas químicas. Em entrevista ao serviço russo da Rádio Sputnik, o especialista em ciências políticas, Gevorg Mirzayan comentou a situação.


Sputnik

O Departamento de Estado dos EUA afirmou que a Rússia está tentando "proteger" o governo sírio da responsabilidade pelo suposto uso contínuo de armas químicas.


Simulação de como responder a um ataque de armas químicas na cidade síria de Aleppo
Atendimento contra ataque com armas químicas © AFP 2018/ JM LOPEZ

"No mês passado, o secretário de Estado dos EUA [Rex Tillerson] assinalou em Paris que a Rússia é responsável pelas vítimas em Ghouta Oriental, bem como pelos numerosos sírios que sofreram de ataques químicos desde que o país se envolveu na situação síria. Ao proteger o regime sírio da responsabilidade, a Rússia falha em cumprir suas obrigações", lê-se na declaração do Departamento de Estado norte-americano, a que a Sputnik teve acesso.

Além disso, Washington se diz preocupado com informações sobre "uso de gás de cloro pelo regime sírio contra civis inocentes, desta vez na província de Idlib, perto de Saraqib".

O secretário de Estado dos EUA, Rex Tillerson, durante seu discurso sobre o uso "impune" de armas químicas, afirmou que em 22 de janeiro as autoridades sírias haviam usado armas químicas contra civis na área de Ghouta Oriental. O Departamento de Estado afirmou também que a Rússia utiliza qualquer oportunidade para proteger o regime do presidente sírio, Bashar Assad, que alegadamente "está continuando a utilizar armas químicas".

Em resposta a isso, o Ministério da Defesa russo assinalou que as tentativas dos EUA de culpar as autoridades sírias de usar armas químicas baseiam-se em rumores nas redes sociais e testemunhos dos terroristas, entretanto estas informações nunca foram provadas por fatos reais.

O Ministério das Relações Exteriores sírio qualificou como infundadas as acusações por parte dos EUA de uso das armas químicas em Ghouta Oriental e condenou fortemente as declarações deste tipo.

Em entrevista ao serviço russo da Rádio Sputnik, o especialista em ciências políticas Gevorg Mirzayan opinou que as acusações de uso das armas químicas são uma provocação contra as autoridades sírias.

"O presidente sírio sabe muito bem que as armas químicas são a única opção para os EUA, que já perderam na Síria, de alguma maneira tentarem interferir no conflito sírio. O uso deste tipo de armas seria contraprodutivo e não traria vantagens a Assad", assinalou o especialista.

"Apenas os oposicionistas poderiam ter usado armas químicas uns contra os outros e para atrair a atenção pública para suas ações. Quando [o ex-presidente dos EUA] Barack Obama estava sendo persuadido a introduzir tropas norte-americanas na Síria, este se recusava e prometia fazê-lo apenas caso Assad aplicasse armas químicas, sabendo muito bem que este nunca faria isso. Então, os oposicionistas perceberam como agir, passando a organizar provocações, já que sabiam que após a interferência da Força Aeroespacial russa a única chance para eles sobreviverem seria a entrada das Forças Armadas dos EUA", assinalou Gevorg Mirzayan.

O especialista expressou sua visão quanto às futuras ações de Washington.

"[A embaixadora dos EUA na ONU] Nikki Haley vai desencadear mais uma histeria dizendo que 'por causa da Rússia estão sofrendo sírios inocentes'. Contudo, em minha opinião, os EUA não conseguirão pressionar a Rússia na ONU, uma vez que os norte-americanos estão isolados. Eles 'traíram' seus aliados curdos, e eles contam com muito pouco apoio na frente síria, onde estão operando forças da Rússia, Turquia e Irã. Eu não acho que os norte-americanos consigam nos forçar a fazer algo com sua 'bela' retórica", ressaltou Mirzayan.


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