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Análise: Brasil poderia se tornar 'vigilante' dos EUA na América Latina

O presidente norte-americano, Donald Trump, referiu a possibilidade de entrada do Brasil na OTAN. O analista russo Pavel Feldman avaliou a possibilidade de entrada do Brasil na aliança, bem como que papel poderia desempenhar o Brasil no conflito na Venezuela.
Sputnik

Durante a visita oficial do presidente do Brasil Jair Bolsonaro aos EUA, foram discutidos os assuntos internacionais mais importantes, entre eles a cooperação bilateral entre os EUA e o Brasil e a situação na Venezuela.


Uma das declarações mais sensacionais foi a possibilidade de entrada do Brasil na OTAN, referida pelo presidente dos EUA Donald Trump.

O vice-diretor do Instituto de Estudos Estratégicos e Prognósticos da Universidade Russa da Amizade dos Povos, Pavel Feldman, revelou em entrevista ao serviço russo da Rádio Sputnik que os EUA são apenas um dos países da OTAN, há outros países cuja opinião deveria ser levada em conta nesse assunto.

Segundo ele, se o Brasil aderir à OTAN ele vai desempenhar o papel de vigilante d…

Estados Unidos esperam sinais da Coreia do Norte sobre possível diálogo, diz Tillerson

'Mantemos nossos canais abertos', diz secretário de Estado em entrevista a TV.


EFE


O secretário de Estado dos Estados Unidos, Rex Tillerson, afrmou neste domingo que está atento a possíveis sinais da Coreia do Norte sobre a chance de iniciar um diálogo, que começaria sendo bilateral, mas no qual a China assumiria algum papel mais adiante.

Secretário de Estado dos EUA, Rex Tillerson, dá entrevista a jornailsta da CBS (Foto: Reprodução/ Twitter/ Department of State)
Secretário de Estado dos EUA, Rex Tillerson, dá entrevista a jornailsta da CBS (Foto: Reprodução/ Twitter/ Department of State)

"O meu trabalho como chefe da diplomacia é garantir que os norte-coreanos saibam que mantemos nossos canais abertos", disse Tillerson em entrevista exibida na noite de domingo pela emissora "CBS", e da qual o Departamento de Estado proporcionou uma transcrição nesta segunda-feira.

"Não estou mandando muitas mensagens de resposta porque, por enquanto, não há nada a dizer, portanto estou ouvindo para que você (a Coreia do Norte) me diga que está preparado para falar", acrescentou Tillerson.

Ao ser questionado sobre como saberia se a Coreia do Norte está disposta a realizar negociações, Tillerson respondeu: "Eles vão dizer".

"Recebemos suas mensagens. E acredito que será muito explícita, a forma na qual quereremos ter essa primeira conversa", opinou o secretário de Estado.

Tillerson detalhou que "no início, as conversas poderiam ser bilaterais" entre Estados Unidos e Coreia do Norte, mas afirmou que deixou "muito claro" para a China que ela "terá um papel importante uma vez que as partes chegarem à mesa de negociação".

Ao ser perguntado por que considera que a Coreia do Norte aceitaria as condições americanas de avançar para uma "desnuclearização completa", Tillerson respondeu: "Porque isso não lhes traz nada, apenas faz com que (o regime) continue sendo o reino ermitão, isolado diplomática e economicamente do mundo".

Relação com Putin

O chefe da diplomacia americana também falou sobre sua relação com o presidente russo, Vladimir Putin, a quem conhecia bem antes de assumir o Departamento de Estado em 2017, devido aos negócios que fez com a Rússia quando era chefe da companhia petrolífera ExxonMobil.

"A minha relação com o presidente Putin já dura 18 anos. Sempre se concentrou no que eu podia fazer para ter sucesso em nome de meus acionistas, e como a Rússia também poderia ter sucesso", explicou Tillerson.

Não obstante, o titular da diplomacia americana reconheceu que, como secretário de Estado, sua relação com a Rússia é "diferente", e que, quando se encontrou pela primeira vez com Putin após assumir o cargo, disse ao líder russo: "Senhor presidente, (sou) o mesmo homem, com um chapéu diferente".

Tillerson também contradisse os legisladores que se queixam que o governo de Donald Trump não implementou as sanções contra a Rússia que o Congresso aprovou no ano passado pela suposta interferência do Kremlin nas eleições de 2016.

"Fizemos e estamos fazendo. Demos passos que já evitaram várias vendas militares à Rússia como resultado da legislação, e estamos avaliando mais indivíduos para impor possíveis sanções", garantiu.

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