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Radicais sírios estariam recebendo armamento dos EUA através da fronteira com Jordânia

Enquanto o exército sírio parece estar pronto para uma grande ofensiva na província de Daraa, os grupos radicais que operam na região estariam recebendo grandes remessas de material bélico "Made in USA".
Sputnik

Os grupos militantes que atuam no sul da Síria receberam uma grande quantidade de armas e munições fabricadas nos EUA, incluindo mísseis antitanque TOW, informou a agência de notícias FARS.

De acordo com a FARS, o armamento foi entregue através da fronteira com a Jordânia no âmbito de um novo plano dos EUA para assegurar mais apoio a estes grupos na Síria.

A agência informou também que os grupos militantes na província de Daraa começaram a se preparar para impedir a ofensiva do exército sírio.

No início deste mês, o exército sírio intensificou as ações no sudoeste do país, controlado por radicais, perto da fronteira com a Jordânia e as Colinas de Golã, ocupadas por Israel.

O Ministério da Defesa da Rússia acrescentou que as forças do governo sírio, apoiadas por um grande a…

Estados Unidos esperam sinais da Coreia do Norte sobre possível diálogo, diz Tillerson

'Mantemos nossos canais abertos', diz secretário de Estado em entrevista a TV.


EFE


O secretário de Estado dos Estados Unidos, Rex Tillerson, afrmou neste domingo que está atento a possíveis sinais da Coreia do Norte sobre a chance de iniciar um diálogo, que começaria sendo bilateral, mas no qual a China assumiria algum papel mais adiante.

Secretário de Estado dos EUA, Rex Tillerson, dá entrevista a jornailsta da CBS (Foto: Reprodução/ Twitter/ Department of State)
Secretário de Estado dos EUA, Rex Tillerson, dá entrevista a jornailsta da CBS (Foto: Reprodução/ Twitter/ Department of State)

"O meu trabalho como chefe da diplomacia é garantir que os norte-coreanos saibam que mantemos nossos canais abertos", disse Tillerson em entrevista exibida na noite de domingo pela emissora "CBS", e da qual o Departamento de Estado proporcionou uma transcrição nesta segunda-feira.

"Não estou mandando muitas mensagens de resposta porque, por enquanto, não há nada a dizer, portanto estou ouvindo para que você (a Coreia do Norte) me diga que está preparado para falar", acrescentou Tillerson.

Ao ser questionado sobre como saberia se a Coreia do Norte está disposta a realizar negociações, Tillerson respondeu: "Eles vão dizer".

"Recebemos suas mensagens. E acredito que será muito explícita, a forma na qual quereremos ter essa primeira conversa", opinou o secretário de Estado.

Tillerson detalhou que "no início, as conversas poderiam ser bilaterais" entre Estados Unidos e Coreia do Norte, mas afirmou que deixou "muito claro" para a China que ela "terá um papel importante uma vez que as partes chegarem à mesa de negociação".

Ao ser perguntado por que considera que a Coreia do Norte aceitaria as condições americanas de avançar para uma "desnuclearização completa", Tillerson respondeu: "Porque isso não lhes traz nada, apenas faz com que (o regime) continue sendo o reino ermitão, isolado diplomática e economicamente do mundo".

Relação com Putin

O chefe da diplomacia americana também falou sobre sua relação com o presidente russo, Vladimir Putin, a quem conhecia bem antes de assumir o Departamento de Estado em 2017, devido aos negócios que fez com a Rússia quando era chefe da companhia petrolífera ExxonMobil.

"A minha relação com o presidente Putin já dura 18 anos. Sempre se concentrou no que eu podia fazer para ter sucesso em nome de meus acionistas, e como a Rússia também poderia ter sucesso", explicou Tillerson.

Não obstante, o titular da diplomacia americana reconheceu que, como secretário de Estado, sua relação com a Rússia é "diferente", e que, quando se encontrou pela primeira vez com Putin após assumir o cargo, disse ao líder russo: "Senhor presidente, (sou) o mesmo homem, com um chapéu diferente".

Tillerson também contradisse os legisladores que se queixam que o governo de Donald Trump não implementou as sanções contra a Rússia que o Congresso aprovou no ano passado pela suposta interferência do Kremlin nas eleições de 2016.

"Fizemos e estamos fazendo. Demos passos que já evitaram várias vendas militares à Rússia como resultado da legislação, e estamos avaliando mais indivíduos para impor possíveis sanções", garantiu.

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