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Militares juntam-se à polícia em protesto dos "coletes amarelos". Há 31 detidos

Os militares da operação antiterrorista "Sentinela" foram mobilizados para proteger as principais instituições francesas. Ao final da manhã, os coletes amarelos eram ainda em pequeno número na capital e quase invisíveis entre a população.
Diário de Notícias

As forças armadas francesas juntaram-se à polícia, este sábado, em Paris, para enfrentar o 19º fim de semana consecutivo de protestos dos coletes amarelos contra o governo do presidente Emmanuel Macron. Ao final da manhã, com os locais habituais de manifestação interditos e o reforço militar junto às principais instituições francesas, os "coletes amarelos" passavam quase despercebidos entre turistas e parisienses.

Segundo a Reuters, o governo francês decidiu mobilizar os militares da operação antiterrorista "Sentinela", depois de ter proibido os manifestantes de se reunirem nos Campos Elísios, onde no último fim de semana dezenas de lojas foram destruídas e algumas completamente pilhadas.

Além da presença …

EUA tencionam desencadear nova guerra no Oriente Médio; por que Europa é contra?

Os EUA estão prontos para um longo conflito com o Irã. De acordo com o conselheiro de Segurança Nacional dos Estados Unidos, Herbert Raymond McMaster, a primeira metade do ano de 2018 é o melhor período para começar a pressionar a República Islâmica.


Sputnik

Para cumprir sua meta, Washington precisa de apoio por parte da União Europeia, contudo, os europeus não pretendem confrontar com o Irã.


As bandeiras nacionais dos EUA e do Irã
Bandeiras dos EUA e Irã © AP Photo/ Carlos Barria

'Aquilo que beneficia aos EUA, prejudica os interesses da Europa'

Além do Daesh (organização terrorista proibida na Rússia e em vários outros países), que ainda mantém seu controle em diversas regiões da Síria, o Irã é o principal adversário da Administração de Donald Trump. Em 2017, a Casa Branca qualificou a República Islâmica como o "principal patrocinador do terrorismo no mundo", dando a perceber que Washington está considerando a introdução de novas sanções. O presidente dos EUA, Donald Trump está ameaçando Teerã de revisar o acordo nuclear. Caso o acordo seja anulado, as limitações comerciais podem afetar, além da própria República Islâmica, os países que colaboram na área comercial com o Irã.

Esta opção definitivamente não agrada a União Europeia, cujas empresas já contribuíram com milhares de dólares na economia iraniana, explicou Semen Bagdasarov, especialista em assuntos do Oriente Médio.

"Quanto a este assunto, as discrepâncias entre os europeus e norte-americanos são muito sérias. Por exemplo, Teerã fechou um contrato com franceses sobre a renovação de toda a frota aérea do país. Paris e Berlim estão ativamente investindo na mineração de hidrocarbonetos iranianos. Sendo assim, o negócio europeu no Irã possui grandes perspectivas, contudo, novas sanções ameaçam a colaboração estreita entre os dois lados. Neste sentido, os interesses dos EUA e da União Europeia são completamente diferentes", explicou.

As discrepâncias entre a UE e os EUA são de natureza econômica. Diferente das empresas europeias, empresários norte-americanos praticamente não investiram nada na República Islâmica. Caso Trump aprove novas sanções contra Teerã, seus conterrâneos não serão afetados, porém, o contrário acontecerá com parceiros europeus dos Estados Unidos, e assim empresas da UE perderão bilhões de dólares.

Tanque aríete contra Teerã

Contrapondo ao Irã, Washington aposta no apoio dos dois Estados no Oriente Médio — Israel e Arábia Saudita. O premiê israelense, Benjamin Netanyahu, mostrou publicamente os destroços do drone iraniano derrubado recentemente sobre o território controlado por Tel Aviv. Posteriormente, Israel atacou alvos iranianos na Síria. Damasco respondeu derrubando o caça israelense F-16.

Netanyahu encara sério o agravamento do confronto.

"Agiremos, caso seja necessário, não somente contra aliados do Irã, mas também contra ele mesmo", afirmou o premiê israelense, convidando os diplomatas do Teerã a tirarem os destroços. No Irã, os fragmentos do material bélico derrubado não gerou nenhum interesse. O ministro das Relações Exteriores iraniano, Mohammad Javad Zarif, qualificou o discurso de seus oponentes como 'apresentação de circo' e não reagiu à provocação.

Contudo, Teerã respondeu de forma implícita. A edição iraniana Times of Tehran publicou o editorial “Observações de McMaster como exemplo de iranofobia", já que o ministro Zarif visitou a Rússia procurando por novos aliados contra os EUA.

'EUA são incapazes de negociar'

Durante a entrevista à Sputnik, outra analista, Irina Fedorova, opinou que o cancelamento do acordo nucelar com o Irã e reinício da pressão sobre o país não corresponde aos interesses europeus.

"O rompimento do acordo nuclear [do qual Trump está insistindo] ameaça todo mundo, uma vez que impossibilitará o acordo com a Coreia do Norte, que possui o próprio programa nuclear e problemas semelhantes ao Irã. Uma bomba relógio será colocada sob o regulamento diplomático dos impasses com este país", explicou.

"Esse quadro não encaixa nos interesses […] da Europa. Além disso, é de especial importância para os europeus regressarem ao mercado iraniano, perspectivo e crescente, mas os EUA impedem de fazê-lo. Por exemplo, quanto ao contrato de fornecimento de aviões que a empresa francesa obteve — as peças destas aeronaves são produzidas nos EUA, e caso Teerã introduza sanções, o grande acordo será ameaçado", assinalou a especialista.

Segundo Fedorova, do ponto de vista estratégico a revisão do acordo nuclear não beneficiará os EUA, e contra esta evolução de eventos, democratas estão se expressando.

"No momento, Washington está tencionando recuperar suas posições no Oriente Médio, mas a saída do acordo não favorece esta iniciativa. Fica parecendo que os EUA são incapazes de negociar: durante o mandato de um presidente eles firmam o acordo, e quando chega outro, o abandonam", ressaltou Fedorova.

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