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Marinha da Argentina fala sobre localização do submarino ARA San Juan

Embarcação desaparecida há 1 ano foi localizada neste sábado a 907 metros de profundidade. Ainda não há previsão de início dos trabalhos de resgate. 'Não temos meios para resgatar o submarino', diz ministro.
Por G1

A Marinha da Argentina informou neste sábado (17) que o submarino ARA San Juan, que sumiu há 1 ano com 44 tripulantes, foi encontrado a 907 metros de profundidade em uma área de "visibilidade bastante reduzida", e que a embarcação sofreu uma "implosão" no fundo das águas do Oceano Atlântico.

Segundo Enrique Balbi, porta-voz da Marinha, a proa, a popa e a vela se desprenderam do submarino e estão localizadas em uma área de 80 a 100 metros. “Isso sugere que a implosão tenha ocorrido muito perto do fundo”, disse.

Segundo a Marinha, as imagens mostram que o casco do submarino permaneceu bastante intacto, apenas com algumas deformações, e que todas as outras partes se desprenderam. A implosão teria ocorrido em razão da pressão externa do mar ter superado …

Ex-presidente do Afeganistão: EUA não estão no país para festejar

O ex-presidente do Afeganistão, Hamid Karzai, aconselhou Washington a não decepcionar Cabul, sublinhando que os interesses do seu país devem ser respeitados pela Casa Branca.


Sputnik

Em entrevista ao jornal The Washington Post, o ex-líder do Afeganistão, Hamid Karzai, focou precisamente nas relações entre Cabul e Washington, bem como na presença militar dos EUA no Afeganistão.


Soldados do Exército Nacional do Afeganistão em uma unidade de comando Reesh Khor nos arredores de Cabul
Militares do exército afegão © AFP 2018/ WAKIL KOHSAR

"Os EUA não estão aqui para festejar. Não é necessário construir tantas bases militares somente para derrotar o Talibã [organização terrorista proibida na Rússia]. Estão aqui, porque todos os principais rivais norte-americanos estão na vizinhança, e aconteceu que estamos aqui também", enfatizou Karzai.

Ele também frisou que os militares norte-americanos são bem-vindos, mas não devem decepcionar o governo do Afeganistão.

Karzai mencionou que um futuro incerto está se aproximando do Afeganistão, que é pequeno e pobre demais para pedir para os EUA parar, mas que o Afeganistão também é um país e os seus interesses devem ser respeitados.

No ano passado, Hamid Karzai criticou a nova estratégia dos EUA no que diz respeito ao seu país, que, segundo ele, é "contra a paz e interesses nacionais do Afeganistão".

Ainda em 2017, Karzai salientou que os EUA buscavam cumprir "seus próprios interesses ao entrar no Afeganistão".

De acordo com ele, os norte-americanos disseram desde o início que chegaram não para ajudar as pessoas afegãs, mas para garantir a própria segurança. Depois, o governo do país entendeu que os EUA veem o Afeganistão como uma ferramenta para execução dos seus planos geopolíticos na região.

Em agosto de 2017, o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou a continuação do apoio de Washington às autoridades afegãs na luta contra o Daesh (organização terrorista proibida na Rússia). Ele explicou que os EUA não serão envolvidos nos processos da consolidação nacional, mas no combate contra os extremistas.

Os EUA já estão no Afeganistão há quase 17 anos, chegando logo depois dos ataques de 11 de setembro em Washington e Nova York. No decorrer da campanha eleitoral, Trump condenou o envio de tropas e recursos norte-americanos ao Afeganistão.

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