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Super Tucano em teste pela Força Aérea dos EUA sofre acidente

Queda sem causa ainda definida é má notícia para a fabricante brasileira, que disputa concorrência com americanos
Igor Gielow | Folha de S.Paulo

Um turboélice A-29 Super Tucano, fabricado pela Embraer, caiu durante um exercício de ataque leve conduzido pela Força Aérea dos EUA em um campo de provas do Novo México, na sexta (22).

Dois tripulantes conseguiram se ejetar. Segundo comunicado da base de Holloman, um dele se feriu levemente e foi medicado, enquanto não há detalhes do estado do segundo. A causa do acidente não foi divulgada.

O avião participa da fase final da competição para fornecimento de aviões leves para missões de ataque a solo e reconhecimento. Inicialmente, os EUA querem adquirir 15 unidades, para depois expandir a até 120. Elas servirão para substituir o famoso A-10 Warthog (Javali, em inglês), um modelos subsônico a jato fortemente armado e blindado que opera desde 1977.

Os americanos estão procurando opções mais econômicas para a missão. Enquanto um A-10 tem sua hora-voo…

Exército Brasileiro estuda proteção blindada das tropas de Paz que atuarão na África

O Forças Terrestres traz para seus leitores o trecho central do artigo intitulado “Rompendo a LP”, de autoria do Tenente-Coronel Carlos Alexandre Geovanini dos Santos, comandante do Centro de Instrução de Blindados General Walter Pires, sediado na cidade gaúcha de Santa Maria.


Por Roberto Lopes | Forças Terrestres

Os parágrafos que publicamos dão bem a ideia das prioridades da Arma Blindada brasileira.


VBTP Guarani

A Trilogia Forças de Defesa cumprimenta o coronel Geovanini por suas colocações objetivas e bastante pertinentes em relação às demandas atuais da Força Terrestre brasileira.

Eis o texto:


“Rompendo a LP

(…)

Os desafios à frente são:
um possível desdobramento de tropas brasileiras em teatro de operações africano ensejará uma modificação no perfil do equipamento de nossas forças de paz, onde o aumento da proteção blindada e do poder de fogo colocados à disposição do comandante tático será uma imposição. Cabe ao CI Bld preparar tais recursos humanos, bem como assessorar nossos escalões superiores nas demandas por eles divisadas, tudo em prol do cumprimento do mandato da missão e da projeção de nossa bandeira no exterior;
o prosseguimento da mecanização de parte da infantaria e a introdução de nossa mais recente plataforma de combate em unidades de cavalaria, a brasileira viatura GUARANI. Esse projeto, ainda em construção, testará nossa criatividade e capacidade de organização para ultrapassar os obstáculos que emergem da necessidade de adaptação ao novo meio, quer nos campos da doutrina militar, quanto da técnica do material. Precisamos estar presentes, lado a lado, apoiando através do aporte de décadas de experiência;
a muito bem vinda chegada dos novos obuseiros autopropulsados da família “M”, já denominados com orgulho de M109 A5+ BR e sua viatura remuniciadora M992 A2, trará ganhos consideráveis em nossa capacidade de apoiar a manobra pelo fogo, tanto pelo seu alcance, quanto pela melhoria no processo de automação do tiro. Estaremos atentos à adaptação de nossas grades curriculares, após refletido estudo das consequências da introdução do novo material para as nossas FT Bld;
o velho axioma de que “os exércitos marcham sobre seus estômagos” pode ser traduzido para nossa natureza de tropa para “nossas colunas de blindados marcham sobre suas áreas de trens”, pois lá está nossa capacidade de sustentar o combate. Dessa forma, o incremento do estudo da logística no nível de nossas subunidades blindadas e mecanizadas é uma necessidade, não só visando buscar as melhores práticas, mas também produzindo conhecimentos que nos permitam atualizar nossos dados médios de planejamento;
com cerca de dez anos de experiência no emprego de simuladores, o CI Bld manterá o ímpeto de cooperação com o COTER na consolidação e no amadurecimento da implantação plena dos meios de simulação virtual, tão caros à formação de nossas capacidades individuais e sempre com esse intuito. Tal desafio envolve, ainda, a incorporação, em nosso processo de planejamento e condução de operações terrestres, do incremento da sistematização do processo decisório relativo às evoluções do combate, nossas famosas “condutas”, fiéis à natureza do combate embarcado, ambiente marcado pela incerteza, velocidade, letalidade e necessidade de planejamento centralizado e ações descentralizadas. Sintetizando, a complementaridade e a apropriada medida do simulador e do terreno impõem-se como desafio;

(…)

Unidade onde os quadros vivenciam desde muito cedo na carreira o “combate de armas combinadas”, o CI Bld é uma organização militar interdisciplinar por excelência e, pela diversidade de seus talentos, que abarca operadores e mecânicos, promove os vínculos de convivência e a sinergia das ações capazes de nos projetar como mais do que a forja do combatente blindado, mas na própria célula mater da transformação das forças blindadas e mecanizadas do Exército de Caxias; portanto, um lugar onde o futuro é moldado. Somada a experiência pregressa, contamos com 97 anos de utilização de blindados e o emprego real nos campos de batalha da Itália, na Segunda Grande Guerra. Assentados em sólido passado, miramos o futuro que, certamente, nos trará muitas realizações.

Trens de rolamento verificados! Tanque cheio! Rede rádio em condições! Escotilha aberta! Antenas para o alto! Prontos para o combate! CI Bld, para o ciclo que agora se inicia, abandonar o conforto da zona de reunião, romper a linha de partida rumo aos objetivos finais! Sempre em frente!

Aço! Boina Preta! Brasil!”

Carlos Alexandre Geovanini dos Santos – Ten Cel
Comandante do Centro de Instrução de Blindados

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