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Radicais sírios estariam recebendo armamento dos EUA através da fronteira com Jordânia

Enquanto o exército sírio parece estar pronto para uma grande ofensiva na província de Daraa, os grupos radicais que operam na região estariam recebendo grandes remessas de material bélico "Made in USA".
Sputnik

Os grupos militantes que atuam no sul da Síria receberam uma grande quantidade de armas e munições fabricadas nos EUA, incluindo mísseis antitanque TOW, informou a agência de notícias FARS.

De acordo com a FARS, o armamento foi entregue através da fronteira com a Jordânia no âmbito de um novo plano dos EUA para assegurar mais apoio a estes grupos na Síria.

A agência informou também que os grupos militantes na província de Daraa começaram a se preparar para impedir a ofensiva do exército sírio.

No início deste mês, o exército sírio intensificou as ações no sudoeste do país, controlado por radicais, perto da fronteira com a Jordânia e as Colinas de Golã, ocupadas por Israel.

O Ministério da Defesa da Rússia acrescentou que as forças do governo sírio, apoiadas por um grande a…

Exército brasileiro recebe mulheres na Aman para ensino militar bélico

Pela primeira vez na história do Exército brasileiro, mulheres poderão se tornar oficiais combatentes e chegar à patente de general e até ao comando do Exército.


Deutsch Welle


Neste ano, 33 alunas foram recebidas na Academia Militar das Agulhas Negras (Aman), em Resende, no estado do Rio de Janeiro, e serão as pioneiras no ensino militar bélico.


Brasilianische Soldatinnen (Divulgação/Exército Brasileiro )
Primeira turma de aspirantes a oficial da área bélica deverá ser formada em 2021

Oriundas da Escola Preparatória de Cadetes do Exército (EsPCEx), elas foram recebidas na academia no fim de janeiro para o período de adaptação e, neste sábado (17/02), entraram oficialmente na Aman, na cerimônia de passagem dos novos cadetes pelo Portão Monumental.

Somente após essa cerimônia, o aluno passa a ser chamado de cadete e, após o curso de quatro anos de formação de oficial combatente, é declarado como aspirante a oficial.

Com sede em Campinas, em São Paulo, a EsPCEx é o estabelecimento de ensino militar do Exército responsável por selecionar e preparar os jovens para o ingresso no curso de formação de oficiais das armas, do quadro de material bélico ou do serviço de intendência. O concurso para a EsPCEx reservou 10% do número de vagas masculinas para as mulheres; 400 homens e 40 mulheres ingressaram na escola preparatória. Dessas, 33 passaram para a Aman.

A presença de mulheres no Exército vem desde o Século 19. A primeira participação de uma mulher em combate ocorreu em 1823. No entanto, somente em 1943, durante a Segunda Guerra Mundial, as mulheres oficialmente ingressaram no Exército Brasileiro. A primeira turma de aspirantes a oficial da área bélica deverá ser formada em 2021. Elas poderão alcançar o posto de general de Exército.

Segundo o subcomandante da Aman, coronel Sebastião Roberto de Oliveira, há quase 30 anos, o Exército tem comandantes e oficiais mulheres nas áreas de tecnologia, saúde e educação, por exemplo. "Já não nos estranha a presença feminina, encaramos de forma natural. Há uma integração positiva entre eles. Agora vão estar mais na frente de combate", disse.

Preparação da Aman


Oliveira explicou que toda a academia foi preparada e adaptada para a inserção das mulheres, foram feitas tanto mudanças estruturais, em alojamentos e regulamentos de vestimenta, por exemplo, como a capacitação de instrutores. "Mas não tem tratamento diferenciado", disse, ressaltando que os aspectos fisiológicos e capacidades físicas são respeitados.

Para o coronel, as características que são mais expressivas nas mulheres também poderão contribuir para sua função no Exército. "A comunicabilidade da mulher, ela é mais comunicativa, pode ajudar em alguns aspectos. Elas também são mais detalhistas, e podem ajudar também com essa habilidade", explicou. "Estamos bastante felizes. É algo natural na sociedade, a mulher sendo valorizada. Somos parte da sociedade, e a presença da mulher é bastante importante", disse.

Segundo a aluna Maria Cecília da Silva Vieira, de 18 anos, a adaptação na Aman está acontecendo de forma natural. "A gente não fica lembrando que é a primeira turma [com mulheres], me sinto incluída, especialmente pelos homens da minha turma", disse. Ela revela que ainda não pensou qual curso escolherá na academia. "Aqui, na Aman, como é muito puxado [o treinamento], acho que posso falar por todos os alunos, que a nossa aspiração é chegar até o final de semana", disse ela, rindo.

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