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O Brasil tem poder de fogo para proteger a riqueza da Amazônia Azul? (VÍDEO)

Devido à enorme riqueza natural, a porção de mar sob jurisdição brasileira é também conhecida como Amazônia Azul. A área é um dos mais importantes patrimônios naturais brasileiros e é uma preocupação para o setor de Defesa. Para comentar o assunto, a Sputnik Brasil ouviu Ricardo Cabral, pesquisador da Escola de Guerra Naval da Marinha do Brasil.
Sputnik

O pesquisador falou sobre a importância comercial e estratégica, o potencial energético, científico e as obrigações internacionais do Brasil com as áreas da Amazônia Azule seu entorno. Ele também descreveu o atual estado da esquadra da Marinha brasileira, que carece de investimentos e pleiteia junto ao novo governo federal uma fatia maior do orçamento público, limitado pela Emenda Constitucional nº 95.


Foi a própria Marinha brasileira que cunhou o termo "Amazônia Azul", em referência ao tamanho da biodiversidade e dos bens naturais encontradas em sua área. No entanto, a área marítima é ainda maior do que porção brasileira da flo…

Exército brasileiro recebe mulheres na Aman para ensino militar bélico

Pela primeira vez na história do Exército brasileiro, mulheres poderão se tornar oficiais combatentes e chegar à patente de general e até ao comando do Exército.


Deutsch Welle


Neste ano, 33 alunas foram recebidas na Academia Militar das Agulhas Negras (Aman), em Resende, no estado do Rio de Janeiro, e serão as pioneiras no ensino militar bélico.


Brasilianische Soldatinnen (Divulgação/Exército Brasileiro )
Primeira turma de aspirantes a oficial da área bélica deverá ser formada em 2021

Oriundas da Escola Preparatória de Cadetes do Exército (EsPCEx), elas foram recebidas na academia no fim de janeiro para o período de adaptação e, neste sábado (17/02), entraram oficialmente na Aman, na cerimônia de passagem dos novos cadetes pelo Portão Monumental.

Somente após essa cerimônia, o aluno passa a ser chamado de cadete e, após o curso de quatro anos de formação de oficial combatente, é declarado como aspirante a oficial.

Com sede em Campinas, em São Paulo, a EsPCEx é o estabelecimento de ensino militar do Exército responsável por selecionar e preparar os jovens para o ingresso no curso de formação de oficiais das armas, do quadro de material bélico ou do serviço de intendência. O concurso para a EsPCEx reservou 10% do número de vagas masculinas para as mulheres; 400 homens e 40 mulheres ingressaram na escola preparatória. Dessas, 33 passaram para a Aman.

A presença de mulheres no Exército vem desde o Século 19. A primeira participação de uma mulher em combate ocorreu em 1823. No entanto, somente em 1943, durante a Segunda Guerra Mundial, as mulheres oficialmente ingressaram no Exército Brasileiro. A primeira turma de aspirantes a oficial da área bélica deverá ser formada em 2021. Elas poderão alcançar o posto de general de Exército.

Segundo o subcomandante da Aman, coronel Sebastião Roberto de Oliveira, há quase 30 anos, o Exército tem comandantes e oficiais mulheres nas áreas de tecnologia, saúde e educação, por exemplo. "Já não nos estranha a presença feminina, encaramos de forma natural. Há uma integração positiva entre eles. Agora vão estar mais na frente de combate", disse.

Preparação da Aman


Oliveira explicou que toda a academia foi preparada e adaptada para a inserção das mulheres, foram feitas tanto mudanças estruturais, em alojamentos e regulamentos de vestimenta, por exemplo, como a capacitação de instrutores. "Mas não tem tratamento diferenciado", disse, ressaltando que os aspectos fisiológicos e capacidades físicas são respeitados.

Para o coronel, as características que são mais expressivas nas mulheres também poderão contribuir para sua função no Exército. "A comunicabilidade da mulher, ela é mais comunicativa, pode ajudar em alguns aspectos. Elas também são mais detalhistas, e podem ajudar também com essa habilidade", explicou. "Estamos bastante felizes. É algo natural na sociedade, a mulher sendo valorizada. Somos parte da sociedade, e a presença da mulher é bastante importante", disse.

Segundo a aluna Maria Cecília da Silva Vieira, de 18 anos, a adaptação na Aman está acontecendo de forma natural. "A gente não fica lembrando que é a primeira turma [com mulheres], me sinto incluída, especialmente pelos homens da minha turma", disse. Ela revela que ainda não pensou qual curso escolherá na academia. "Aqui, na Aman, como é muito puxado [o treinamento], acho que posso falar por todos os alunos, que a nossa aspiração é chegar até o final de semana", disse ela, rindo.

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