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Análise: Brasil poderia se tornar 'vigilante' dos EUA na América Latina

O presidente norte-americano, Donald Trump, referiu a possibilidade de entrada do Brasil na OTAN. O analista russo Pavel Feldman avaliou a possibilidade de entrada do Brasil na aliança, bem como que papel poderia desempenhar o Brasil no conflito na Venezuela.
Sputnik

Durante a visita oficial do presidente do Brasil Jair Bolsonaro aos EUA, foram discutidos os assuntos internacionais mais importantes, entre eles a cooperação bilateral entre os EUA e o Brasil e a situação na Venezuela.


Uma das declarações mais sensacionais foi a possibilidade de entrada do Brasil na OTAN, referida pelo presidente dos EUA Donald Trump.

O vice-diretor do Instituto de Estudos Estratégicos e Prognósticos da Universidade Russa da Amizade dos Povos, Pavel Feldman, revelou em entrevista ao serviço russo da Rádio Sputnik que os EUA são apenas um dos países da OTAN, há outros países cuja opinião deveria ser levada em conta nesse assunto.

Segundo ele, se o Brasil aderir à OTAN ele vai desempenhar o papel de vigilante d…

Forças pró-Assad entram em Afrin

Combatentes leais ao governo sírio são recebidos por rebeldes curdos, que tentam fazer frente a ofensiva da Turquia. Erdogan afirma que ataque aéreo obrigou milícias a recuar.


Deutsch Welle

Milícias leais ao presidente Bashar al-Assad entraram nesta terça-feira (20/02) no enclave curdo de Afrin, no noroeste da Síria. As forças pró-governo foram enviadas à região para apoiar a milícia curda Unidades de Proteção Popular (YPG), que é alvo de uma ofensiva da Turquia. O movimento pode acirrar ainda mais o conflito na Síria.


Milícias pró-Assad entram em Afrin
Milícias pró-Assad entram em Afrin

"O governo sírio respondeu à chamada para cumprir com o dever enviando unidades militares para que se concentrem na fronteira [com a Turquia] e participem da defesa da unidade do território sírio", anunciou o porta-voz das YPG, Nuri Mahmoud.

A emissora de televisão oficial síria mostrou imagens de veículos "das forças populares", como a imprensa síria chama as milícias leais a Damasco, dentro de Afrin. A maioria dos veículos era caminhonetes com baterias antiaéreas na traseira e bandeiras sírias.

Desde 20 de janeiro, forças turcas e facções rebeldes sírias aliadas de Ancara executam uma ofensiva em Afrin, região controlada pelas YPG, que são consideradas um grupo terrorista pela Turquia.

Bombardeio e recuo

Pouco depois da entrada das milícias pró-Assad, aviões turcos bombardearam os arredores da cidade. O presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, afirmou que o ataque aéreo obrigou as forças pró-Assad a recuar.

Erdogan disse ainda que alcançou um acordo com os presidentes russo, Vladimir Putin, e iraniano, Hassan Rohani, para bloquear o deslocamento de tropas sírias a Afrin. Moscou e Ancara apoiam lados opostos no conflito sírio. O Kremlin é o principal aliado de Assad, já a Turquia defende grupos rebeldes que desejam retirá-lo do poder.

Nos últimos meses, porém, Ancara apoiou esforços liderados pela Rússia para encerrar a guerra, mesmo com a maioria das cidades mais populosas sob o controle de Assad. A Turquia alega ainda ter conversado com Moscou antes de iniciar a ofensiva em Afrin.

Após o anúncio de Erdogan, as YPG negaram o recuo, mas não deram detalhes sobre o tamanho dos comboios que entraram na cidade. O Observatório Sírio de Direitos Humanos, porém, disse que apenas um comboio entrou na cidade, e um segundo recuou diante dos bombardeios.

Em um mês, a operação militar turca chamada "Ramo de Oliveira" deixou ao menos 112 civis mortos, entre eles 23 crianças e 17 mulheres, segundo números publicados nesta terça-feira pelo Observatório Sírio de Direitos Humanos.

As forças turcas atacaram ainda estruturas vitais na região: o hospital e uma escola nos arredores, assim como a represa de Maidanki. Três sítios arqueológicos também foram bombardeados: Ain Dara, Deir Mishmish e Nabi Huri.

Segundo o Observatório, o Exército turco já controla 46 localidades nos arredores de Afrin, além de 50 quilômetros de fronteira entre esta cidade e a Turquia.

As YPG tiveram papel crucial no combate ao grupo jihadista "Estado Islâmico" (EI) na Síria. Após a ameaça do EI ter diminuído, os turcos se voltaram contra as milícias curdas, que foram apoiadas nos últimos anos pelos EUA.

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