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Turquia acionará judicialmente os EUA, caso entregas dos F-35 sejam bloqueadas

Segundo o porta-voz do presidente turco, Ibrahim Kalin, a Turquia recorrerá a medidas jurídicas caso as entregas dos F-35 sejam bloqueadas pelos EUA.
Sputnik

Ibrahim Kalin citou para a mídia turca que "não é nada fácil rescindir este contrato, somos parte de um contrato multilateral, cumprimos com todas as exigências e pagamos, caso os EUA não cumpram, recorreremos à lei".

O Congresso americano decidiu recentemente suspender as entregas dos caças americanos de quinta geração F-35 à Turquia devido aos planos de Ancara de adquirir o sistema de defesa antiaérea russo S-400, além de ameaçá-la com sanções em diversas ocasiões, como citado em artigo da Sputnik Mundo.

O avançado sistema antiaéreo S-400 Triumph (SA-21 Growler, na classificação da OTAN) é capaz de abater alvos aéreos com tecnologia furtiva, mísseis de cruzeiro e mísseis balísticos táticos e táticos-operacionais, tem um alcance de até 400 km e pertence à geração 4+, sendo duas vezes mais eficaz que seus antecessores.

Os se…

França pressiona Rússia por fim da violência na Síria

Macron pede a Putin que intervenha junto a Assad após intensos bombardeios em redutos rebeldes terem deixado dezenas de mortos. Em telefonema, líderes concordam em cooperar na busca por uma solução para o conflito sírio.


Deutsch Welle

O presidente francês, Emmanuel Macron, pediu nesta sexta-feira (09/02) ao homólogo russo, Vladimir Putin, que faça com que seu aliado sírio Bashar al-Assad acabe com a "insustentável degradação" da situação humanitária em Idlib e Ghouta Oriental. As regiões, controladas por rebeldes, foram alvos de intensos bombardeios nos últimos dias.


Vítima é retirada de escombros após bombardeio em Ghouta Oriental
Regime sírio intensificou ataques aéreos em Ghouta Oriental

Em um telefonema, Macron e Putin concordaram em cooperar mais estreitamente na busca por uma solução para a Síria. Segundo um comunicado da presidência francesa, Macron ainda manifestou a Putin sua preocupação com os relatos sobre o suposto uso de armas químicas contra civis pelo regime sírio nas últimas semanas. Damasco nega possuir esse tipo armamento.

Em maio de 2017, durante uma visita de Putin a Paris, Macron advertiu que qualquer utilização de armas químicas na Síria desencadearia uma "retaliação imediata" da França.

Sobre o futuro da Síria, Macron sublinhou a Putin que é "indispensável ultrapassar os bloqueios nas negociações de paz e lançar nas próximas semanas um processo político credível", sob respaldo da ONU, para que o país volte a ser estável e unido.

Em comunicado, Paris afirmou que os países manterão contato em busca de uma solução sobre a crise na Síria, mas evitou mencionar as reuniões em Sochi, que visam o fim do conflito no país e são coordenadas por Moscou ao lado da Turquia.

O Kremlin também confirmou que os presidentes conversaram sobre o processo de paz na Síria.

Bombardeios em redutos rebeldes

Uma escalada de violência acirrou o conflito na Síria nas últimas semanas. Numa ofensiva do regime sírio, com apoio da Rússia e do Irã, os dois últimos redutos rebeldes no país seguem alvos de intensos bombardeios.

De acordo com o Observatório Sírio de Direitos Humanos, somente nos últimos quatro dias mais de 230 pessoas morreram em Ghouta Oriental, o principal bastião rebelde próximo a Damasco, e outras 700 ficaram feridas, numa das semanas mais mortais na região desde 2015. Na província de Idlib, um bombardeio nesta sexta-feira deixou 14 mortos, afirmou a organização.

O regime sírio insiste em afirmar que seus alvos são apenas militares. Mas dezenas de civis já morreram nesses ataques. Estima-se que 350 mil pessoas vivam na região de Ghouta Oriental.

O conflito na Síria também se intensificou no enclave de Afrin, após a intervenção militar da Turquia contra as milícias curdo-sírias Unidades de Proteção do Povo (YPG), que dominam esse território na região fronteiriça.

Durante quase oito anos, a guerra na Síria já deixou centenas de milhares de mortos e obrigou 11,5 milhões de pessoas, a metade da população do país, a abandonarem suas casas.


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