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Estratégia de defesa antimísseis dos EUA: Coreia do Norte é 'ameaça extraordinária'

O presidente dos EUA, Donald Trump, deve anunciar uma estratégia de defesa antimísseis renovada nesta quinta-feira, na qual A Coreia do Norte é classificada como uma "ameaça extraordinária".
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O fato ocorre mesmo sete meses depois do presidente norte-americano declarar que o risco nuclear de Pyongyang foi eliminado.


"Apesar de um possível novo caminho para a paz com a Coreia do Norte agora existir, o país continua a representar uma ameaça extraordinária e os Estados Unidos devem permanecer vigilantes", adverte o relatório, 2019 Missile Defence Review, em seu resumo executivo.

Além da Coreia do Norte, o documento destaca as preocupações sobre o avanço das capacidades da do Irã, da Rússia e da China.

"As capacidades de mísseis dos adversários dos EUA, como Coreia do Norte e Irã, continuam a desempenhar um papel significativo na estratégia de defesa dos EUA", disse o secretário de Defesa dos EUA, Patrick Shanahan, durante a apresentação do relatório.

Japão assegura: criação norte-americana de pequenas ogivas nucleares é culpa da Rússia

O ministro das Relações Exteriores do Japão, Taro Kono, acredita que a elaboração norte-americana de ogivas nucleares de pequena potência seja causada pela produção de tecnologias parecidas por parte da Rússia.


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"É a Rússia quem está desestabilizando a comunidade nuclear mundial, promovendo elaboração e aplicação de pequenas ogivas nucleares", a agência de notícias Kyodo cita o ministro, que declarou isso na reunião do Comitê Orçamentário da Câmara Baixa do parlamento japonês.


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Taro Kono | Bloomberg

Kono voltou a apoiar a doutrina nuclear dos EUA, publicada na semana passada, que inclui elaboração de pequenas ogivas nucleares. "Foi a Rússia quem impulsionou elaboração dos EUA de ogivas nucleares de pequena potência", sublinhou o ministro.

Na semana passada, o Pentágono publicou a nova doutrina nuclear em que dedicou muita atenção ao desenvolvimento das forças nucleares russas. O Pentágono declarou que os esforços dos EUA serão dirigidos à elaboração de ogivas nucleares de pequena potência.

Além disso, a doutrina estipula que os EUA vão continuar a gastar na modernização das forças nucleares e desenvolvimento dos elementos da tríade nuclear (mísseis intercontinentais, submarinos estratégicos e bombardeiros).

Ao mesmo tempo, os EUA acusam a Rússia de violar os tratados sobre controle de armas e outros compromissos internacionais. Mas as acusações não param por aí, Washington acusou Moscou de estar ameaçando aplicar "o golpe nuclear limitado". De acordo com nova doutrina nuclear dos EUA, seus diplomatas poderão falar com posição de força.

O Ministério das Relações Exteriores da Rússia considera como maiores ameaças na nova doutrina norte-americana os projetos de elaboração de pequenas ogivas nucleares para mísseis de cruzeiro de posicionamento marítimo e de ogivas "simplificadas" para mísseis balísticos dos submarinos Trident II. Vale destacar que a doutrina norte-americana reduz ainda mais as restrições quanto ao uso de armas nucleares.

Além do mais, a Rússia está muito preocupada com a confiança dos militares norte-americanos em modelar conflitos precisos para uso de ogivas nucleares de pequena potência.


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