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Empresa chinesa faz peças para F-35? Revelação surge em meio a polêmicas envolvendo Huawei

Em meio à briga contínua entre os EUA e a gigante tecnológica chinesa Huawei, classificada como ameaça à segurança por Washington, verificou-se que uma subsidiária com sede no Reino Unido de uma companhia chinesa fabrica peças para os jatos americanos F-35.
Sputnik

Trata-se da companhia chinesa Exception PCB, com sede no condado britânico de Gloucestershire, que fabrica placas de circuitos que controlam os motores, iluminação, combustível e sistemas de navegação dos caças F-35 – o sistema de armas mais caro já feito.

De acordo com a emissora britânica Sky, citando materiais divulgados pelo Ministério da Defesa do Reino Unido, a empresa que fabrica componentes para os caças da Lockheed Martin foi comprada em 2013 pela companhia chinesa Shenzhen Fastprint, que inclusive já participou da fabricação de caças Eurofighter Typhoon e de helicópteros de ataque Apache.

"A Exception PCB, com sede em Gloucestershire, fabrica placas de circuito impresso que controlam muitas das principais capacid…

Moscou se mostra 'desiludida' com nova doutrina nuclear dos EUA

Hoje (3), o Ministério das Relações Exteriores da Rússia comentou a nova doutrina nuclear estadunidense, aprovada na sexta-feira passada, sublinhando que esta provoca "desilusão profunda", com um "caráter antirrusso saltando aos olhos".


Sputnik

Ademais, a chancelaria russa assegurou que as acusações contra Moscou expostas no documento não têm nada a ver com a realidade, enquanto todos os apelos às "relações estáveis" e disponibilidade para a cooperação construtiva refletidos no mesmo texto são uma manifestação de "hipocrisia".


O edifício do Ministério das Relações Exteriores russo na Praça Smolenskaya-Sennaya, em Moscou
Ministério das Relações Exteriores da Rússia em Moscou © Sputnik/ Natalia Seliverstov

"O conteúdo da nova doutrina nuclear, publicada nos EUA em 2 de fevereiro, provocou nossa profunda desilusão. Logo à primeira vista saltam aos olhos o grau de confrontação e o caráter antirrusso deste documento. Infelizmente, estamos obrigados a constatar que os EUA justificam sua política de desenvolvimento nuclear em grandes proporções pelas referências à modernização russa das forças nucleares e ao alegado aumento do papel das armas nucleares das doutrinas russas. Acusam-nos de baixar o limite de uso dos armamentos nucleares e algumas 'estratégias agressivas", lê-se no comunicado da chancelaria.

Para o ministério russo, Washington está pondo em questão o direito à autodefesa da Rússia em situações críticas do ponto de vista da existência de Estado.

"Recentemente, tais lugares-comuns sem fundamento têm sido usados por Washington sem pausas. Consideramos isto como uma tentativa pouco conscienciosa de atribuir aos outros sua própria responsabilidade pela degradação da situação no campo da segurança internacional e regional e o desequilíbrio dos mecanismos de controle das armas, que foi precisamente o resultado de uma série de passos irresponsáveis por parte dos EUA", resume a entidade diplomática russa na sua mensagem.

O comunicado da chancelaria russa destaca a preocupação do país com a abordagem norte-americana do uso das armas nucleares que, em opinião de Moscou, "não se limita apenas a cenários de guerra".

Os EUA continuam a manter e até modernizar as armas táticas nucleares no território europeu, instalando-as perto da fronteira russa, enquanto buscam pretextos para acusar o Kremlin de compostura agressiva, intervenções e violações de acordos na respectiva área, adianta o documento.

"Claro que teremos que tomar em consideração as abordagens adotadas por Washington e empreender as medidas necessárias para garantir nossa própria segurança", publicou o ministério.

Nesta sexta-feira (2), o Pentágono publicou sua nova doutrina nuclear, onde prestou muita atenção ao desenvolvimento das forças nucleares russas. Entre outras ameaças possíveis à sua segurança nacional os EUA enumeraram a Coreia do Norte, o Irã e a China.

A entidade militar estadunidense anunciou que seus esforços se focariam na produção de ogivas nucleares de baixa potência.

Ademais, a doutrina diz que o Pentágono continuará gastando meios com a modernização das forças nucleares e o desenvolvimento dos elementos da "tríade nuclear" (mísseis intercontinentais e submarinos e bombardeiros estratégicos). Enquanto isso, frisa-se que em geral os EUA estão a favor da redução das armas nucleares, mas criticam o acordo apresentado na ONU sobre a sua proibição completa, pois este não corresponde à agenda atual.


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