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EUA vão suspender Tratado INF se Rússia não cumprir acordo, diz vice-secretário de Estado

Os EUA vão suspender suas obrigações no Tratado INF, que trata a respeito armas nucleares de médio alcance, no dia 2 de fevereiro se a Rússia não apresentar provas de que está cumprindo o acordo, disse o vice-secretário de Estado.
Sputnik

Em outubro, o presidente dos EUA anunciou que seu país abandonaria o Tratado INF, assinado pelos Estados Unidos e pela União Soviética em 1987.


Trump argumentou que Moscou estava desenvolvendo mísseis que violam esse pacto.

Em 4 de dezembro, o secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, disse que Washington suspenderia sua adesão ao INF no prazo de 60 dias se a Rússia não voltasse a cumprir suas obrigações.

No entanto, a Rússia nega categoricamente todas as acusações. O líder russo, Vladimir Putin, declarou que Moscou se opõe à violação do Tratado INF, mas responderá se isso acontecer.

'Norte-americanos se permitem bombardear qualquer coisa na Síria'

De acordo com o canal ABC, durante os bombardeamentos da coalizão, liderada pelos EUA, morreram cerca de cem militares das forças governamentais sírias. O analista Stanislav Byshok, em entrevista ao serviço russo da Rádio Sputnik, expressou opinião de que os norte-americanos continuam apoiando a oposição na Síria.


Sputnik

A informação foi divulgada pelo canal de televisão ABC.

Segundo declarou um funcionário norte-americano, que preferiu manter anonimato, os ataques aéreos e o apoio da artilharia visaram repelir o ataque. Para ele, o ataque contra o Estado-Maior General das Forças Democráticas da Síria a leste do Eufrates foi coordenadíssimo e contou com participação tanto da artilharia como de tanques T-54 e T-72.


Caça norte-americano F-22 Raptor
F-22 Raptor dos EUA © flickr.com/ Airman Magazine

O analista da Organização Internacional de Monitoramento CIS-EMO, Stanislav Byshok, em entrevista ao serviço russo da Rádio Sputnik, disse que os norte-americanos continuam apoiando as forças de oposição na Síria:

"O discurso dos norte-americanos de que Assad [presidente da Síria] deve deixar o poder foi reduzido a zero, ou, mais precisamente, foi substituído por 'Assad deve sair, mas um pouco mais tarde'. Mas isso não significa que tenham assumido compromisso de não atacar o exército sírio. A guerra civil lenta continua com os norte-americanos participando do lado das forças de oposição."

Para ele, como os EUA possuem um volumoso orçamento militar, eles se sentem no direito de bombardear qualquer coisa e travar ações caóticas na Síria. Ainda mais porque eles sabem que suas reservas de armas serão restauradas muito rapidamente, concluiu o especialista.


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