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Israel realiza novos bombardeios na Faixa de Gaza após queda de foguete

Aviação israelense atacou instalações subterrâneas em Gaza. Foguete disparado de Gaza caiu em cidade israelense sem causar vítimas.
France Presse

Aviões de guerra israelenses realizaram novos ataques na madrugada desta segunda-feira (19) na Faixa de Gaza, onde a tensão foi reduzida, mas sem dissipar todo o fantasma de um novo confronto.

A aviação israelense atacou instalações subterrâneas no sul do território do movimento palestino Hamas, afirmou em um comunicado.

Israel respondeu assim ao disparo de um foguete lançado no domingo à noite a partir da Faixa de Gaza - o segundo em 24 horas - e que caiu sem causar vítimas nas proximidades de Sderot, cidade israelense perto do enclave palestino.

O exército de Israel manteve sua política de resposta sistemática a qualquer intervenção hostil a partir dos territórios palestinos, onde travou três guerras contra o Hamas e grupos armados palestinos aliados desde 2008.

Israel usará "todos os meios à sua disposição" para garantir a segurança d…

O convite de Kim Jon-un à Coreia do Sul que põe presidente sul-coreano em situação delicada com os EUA

O líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un, convidou o presidente sul-coreano, Moon Jae-in, a visitar Pyongyang, no que seria a primeira visita em mais de uma década envolvendo chefes de Estado dos dois países.


BBC Brasil

Mas o convite coloca Moon Jae-in em situação delicada, já que os Estados Unidos, um de seus principais aliados, enxergam com desconfiança a aproximação entre os dois países e as intenções de Kim Jong-un em melhorar a relação diplomática com a Coreia do Norte.

Moon Jae-in com Kim Yo-jong
O presidente da Coreia do Sul, Moon Jae-in (centro) recebeu Kim Yo-jong, irmã do líder norte-coreano, no Palácio Presidencial de Seul | Foto: Yonhap

O convite para a visita a Pyongyang foi feita por meio de um bilhete escrito à mão e entregue pessoalmente por Kim Yo-jong, a influente irmã do líder norte-coreano, ao presidente sul-coreano, durante uma reunião no palácio presidencial de Seul, após a abertura dos Jogos Olímpicos de Inverno, sediados na cidade de PyeonChang.

O envio de uma delegação norte-coreana para competir nos jogos foi um forte gesto de aproximação. E as delegações das duas coreias marcharam juntas na abertura da Olimpíada, carregando uma bandeira com o mapa dos dois países unidos.

Quais os riscos diplomáticos do convite?

Mas o convite feito à Coreia do Sul pode causar embaraços a Moon Jae-in, já que ocorre após uma série de testes com mísseis realizados ao longo de 2017 pela Coreia do Norte e de ameaças trocadas entre Kim Jong-un e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Enquanto Coreia do Sul e Coreia do Norte se aproximam, a relação entre os EUA e o governo norte-coreano continua a se deteriorar.

Recentemente, em seu primeiro discurso sobre o "Estado da União"- fala anual do presidente americano a parlamentares, integrantes das Forças Armadas e ministros da Suprema Corte- Trump provocou a Coreia do Norte ao homenagear um desertor do regime.

Ji Seong-ho, que escapou da Coreia do Norte em 2006, ocupou um lugar de destaque na tribuna, perto de onde estava a primeira-dama Melania Trump, enquanto o presidente contou sua história aos congressistas. Trump ainda classificou o regime norte-coreano de "depravado" e prometeu "máxima pressão" contra o programa nuclear do país asiático.

Aliada próximo dos Estados Unidos, a Coreia do Sul fica em situação diplomática delicada com o governo norte-americano se aceitar o convite para visitar Pyongyang. Por outro lado, uma rejeição pode ser encarada como ofensiva pelos norte-coreanos.

Por enquanto, o presidente sul-coreano respondeu apenas que os dois países devem "realizar isso, criando condições adequadas (para a visita)", conforme relato do porta-voz da Presidência da Coreia do Sul, Kim Eui-kyeom. Moon também pediu que a Coreia do Norte aceite dialogar com os Estados Unidos.

Segundo fontes da Casa Branca, o governo norte-americano está "preocupado" que Seul ceda à ofensiva diplomática da Coreia do Norte durante os Jogos Olímpicos de Inverno.

A irmã de Kim Jong-un esteve perto do vice-presidente norte-americano Mike Pence na cerimônia de abertura dos jogos- os dois foram colocados para sentar em fileiras próximas. Mas não foi marcada qualquer reunião para que ambos discutissem a relação entre Coreia do Norte e Estados Unidos.

Na sexta, Pence disse que os EUA não permitiriam que a "charada propagandística" da Coreia do Norte ocorresse "sem questionamentos no palco mundial". "O mundo não pode fechar os olhos à opressão e às ameaças do regime de Kim", disse o vice-presidente.

E qual a importância e influência de Kim Yo-jong?


Mensageira do convite ao presidente sul-coreano, Kim Yo-jong é uma das figuras mais influentes da Coreia do Norte. E certamente nenhuma mulher ocupa posição mais alta na hierarquia do governo.

"Ela é a principal guardiã de Kim Jong-un. Se alguém quer repassar uma mensagem (ao líder norte-coreano), ela é a pessoa que pode viabilizar isso", explica Michael Madden, diretor do Observatório sobre a Coreia do Norte, do Instituto EUA-Coreia do Norte, baseado em Washington.

A irmã de Kim Jon-un se encarrega da agenda do governo de Pyongyang, o que a confere um papel chave. "Ela seria como o chefe de Gabinete da Casa Branca", esclarece Michael Madden.

Além disso, Kim Yo-jong dirige o Departamento de Propaganda do regime, essencial para manter o culto à liderança de Kim Jon-un.

Ela gerencia, portanto, a imagem de Kim Jon-un junto à população. Acredita-se que a irmã do líder norte-coreano tem cerca de 30 anos.

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