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Su-57 russo supera caças de 5ª geração F-22 e F-35 dos EUA, diz piloto militar

O uso de caças F-22 pela Força Aérea dos EUA na Síria privou este modelo de suas vantagens sobre aeronaves russas, segundo a mídia norte-americana. Em entrevista ao serviço russo da Rádio Sputnik, um piloto militar russo comentou a situação.
Sputnik

A utilização de caças norte-americanos F-22 na Síria privou os EUA das vantagens destes caças em relação aos caças russos, escreveu o jornal Military Watch. Segundo Veralinn Jamieson, tenente-general da Força Aérea dos EUA, os céus do Iraque e da Síria se tornaram "armazém de informações" para russos sobre atuação de caças estadunidenses durante operações.

Segundo o autor do artigo, os russos tiveram bastante tempo para analisar e testar a tecnologia de furtividade dos F-22, além de terem coletado dados sobre o uso da aeronave e encontrado meios de combatê-la. Além disso, a Rússia poderá usar essas tecnologias na fabricação de suas aeronaves.

O artigo enfatiza que os radares dos sistemas de mísseis antiaéreos S-300 e S-400 da Rússia …

Сomo países asiáticos estão frustrando planos militares dos EUA no mar do Sul da China?

Recentemente, os países integrantes da Associação de Nações do Sudeste Asiático (ASEAN) mantiveram um encontro para elaborar um "código de conduta" em caso de violação de seu espaço aéreo. Dmitry Kosyrev, analista político da Sputnik, explica como esta iniciativa pode afetar a presença dos EUA na região.


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Nesta semana, os ministros das Relações Exteriores e da Defesa dos países da ASEAN discutiram a criação de um "código de conduta" para regular suas ações caso algum avião viole o espaço aéreo de seus países e evitar uma guerra. Segundo os resultados do encontro, o documento deve ser elaborado até outubro.


Destróier USS Wayne E. Meyer, da classe Arleigh Burke, no mar do Sul da China, 11 de abril de 2017
Destroier USS Wayne E. Meyer da US Navy © REUTERS/ Danny Kelley/Courtesy U.S. Navy

Vale mencionar que a maioria dos países da ASEAN está localizada ao longo do mar do sul da China, mar disputado por vários países, inclusive pela China, que reclama a soberania sobre a sua maior parte.

Os países da ASEAN pretendem criar tal código inclusive para evitar conflitos com a China. Há um ano, Pequim já assinou um documento semelhante com a ASEAN sobre a prevenção de incidentes no mar e, desde então, nenhum foi registrado, explica Kosyrev. Criar um documento igual quanto ao espaço aéreo será mais difícil, mas os ministros da ASEAN acreditam que a China acabará aprovando a iniciativa, comenta o analista.

No entanto, os planos da ASEAN contradizem completamente a "virada norte-americana para a Ásia", iniciada ainda por Hillary Clinton que, como já era óbvio nesse tempo, acabaria por levar a incidentes e tensões na região, lembra o especialista.

"Mas, caso a China não ameace ninguém, caso a tensão seja diminuída por meio de códigos de conduta, então o que será do domínio norte-americano nesta enorme e importantíssima região?", pergunta-se Kosyrev.

É que a política externa dos EUA nesta parte do mundo, durante a administração de Barack Obama com Hillary Clinton como secretária de Estado, se baseava na seguinte ideia: "Se forem ofendidos pelos chineses, liguem para Washington, pois temos porta-aviões, e no vosso território podem aparecer bases militares", explica o especialista. Anteriormente, vários países-membros da ASEAN apoiavam esta política, mas a situação na região mudou.

Em particular, Hugh White, professor da Universidade Nacional da Austrália, acredita que desde a chegada de Donald Trump ao poder, os EUA estão perdendo suas posições na parte ocidental do oceano Pacífico. A época do domínio norte-americano na área está acabando, as posições estratégicas dos EUA estão tão fracas que até "dividir a região com a China" já não é uma solução, afirma o especialista australiano.

Dmitry Kosyrev compara a política dos EUA no mar do Sul da China com a praticada nos mares Báltico e Negro: estas zonas têm sido marcadas por vários incidentes aéreos e navais com a participação de aviões e navios da OTAN.

O esquema nesta região é o mesmo que na Ásia — "há uma grande potência que se 'comporta mal' e ameaça seus vizinhos mais pequenos, ou seja, a Rússia. E há os Estados Unidos, a quem se pode pedir ajuda", afirma Kosyrev.

Mas, se os países da OTAN ainda não estão prontos a se opor à política dos EUA e elaborar um código de conduta no mar e no ar, na Ásia a situação é diferente.

O analista russo indica que "até alguns potenciais ataques por parte da China contra os EUA seriam suficientes para causar danos significativos, inclusive políticos, a Washington. Por essa razão, os EUA não pretendem travar uma guerra séria com a China", ressalta especialista.

Os EUA escolheram outra estratégia — romper os laços com Pequim a pouco e pouco. Em caso de fracasso, os norte-americanos acabarão ficando na Ásia na mesma situação que os europeus, com grandes interesses empresariais, mas pouca "presença estratégica", conclui o analista.


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