Pular para o conteúdo principal

Postagem em destaque

Marinha da Argentina fala sobre localização do submarino ARA San Juan

Embarcação desaparecida há 1 ano foi localizada neste sábado a 907 metros de profundidade. Ainda não há previsão de início dos trabalhos de resgate. 'Não temos meios para resgatar o submarino', diz ministro.
Por G1

A Marinha da Argentina informou neste sábado (17) que o submarino ARA San Juan, que sumiu há 1 ano com 44 tripulantes, foi encontrado a 907 metros de profundidade em uma área de "visibilidade bastante reduzida", e que a embarcação sofreu uma "implosão" no fundo das águas do Oceano Atlântico.

Segundo Enrique Balbi, porta-voz da Marinha, a proa, a popa e a vela se desprenderam do submarino e estão localizadas em uma área de 80 a 100 metros. “Isso sugere que a implosão tenha ocorrido muito perto do fundo”, disse.

Segundo a Marinha, as imagens mostram que o casco do submarino permaneceu bastante intacto, apenas com algumas deformações, e que todas as outras partes se desprenderam. A implosão teria ocorrido em razão da pressão externa do mar ter superado …

Сomo países asiáticos estão frustrando planos militares dos EUA no mar do Sul da China?

Recentemente, os países integrantes da Associação de Nações do Sudeste Asiático (ASEAN) mantiveram um encontro para elaborar um "código de conduta" em caso de violação de seu espaço aéreo. Dmitry Kosyrev, analista político da Sputnik, explica como esta iniciativa pode afetar a presença dos EUA na região.


Sputnik

Nesta semana, os ministros das Relações Exteriores e da Defesa dos países da ASEAN discutiram a criação de um "código de conduta" para regular suas ações caso algum avião viole o espaço aéreo de seus países e evitar uma guerra. Segundo os resultados do encontro, o documento deve ser elaborado até outubro.


Destróier USS Wayne E. Meyer, da classe Arleigh Burke, no mar do Sul da China, 11 de abril de 2017
Destroier USS Wayne E. Meyer da US Navy © REUTERS/ Danny Kelley/Courtesy U.S. Navy

Vale mencionar que a maioria dos países da ASEAN está localizada ao longo do mar do sul da China, mar disputado por vários países, inclusive pela China, que reclama a soberania sobre a sua maior parte.

Os países da ASEAN pretendem criar tal código inclusive para evitar conflitos com a China. Há um ano, Pequim já assinou um documento semelhante com a ASEAN sobre a prevenção de incidentes no mar e, desde então, nenhum foi registrado, explica Kosyrev. Criar um documento igual quanto ao espaço aéreo será mais difícil, mas os ministros da ASEAN acreditam que a China acabará aprovando a iniciativa, comenta o analista.

No entanto, os planos da ASEAN contradizem completamente a "virada norte-americana para a Ásia", iniciada ainda por Hillary Clinton que, como já era óbvio nesse tempo, acabaria por levar a incidentes e tensões na região, lembra o especialista.

"Mas, caso a China não ameace ninguém, caso a tensão seja diminuída por meio de códigos de conduta, então o que será do domínio norte-americano nesta enorme e importantíssima região?", pergunta-se Kosyrev.

É que a política externa dos EUA nesta parte do mundo, durante a administração de Barack Obama com Hillary Clinton como secretária de Estado, se baseava na seguinte ideia: "Se forem ofendidos pelos chineses, liguem para Washington, pois temos porta-aviões, e no vosso território podem aparecer bases militares", explica o especialista. Anteriormente, vários países-membros da ASEAN apoiavam esta política, mas a situação na região mudou.

Em particular, Hugh White, professor da Universidade Nacional da Austrália, acredita que desde a chegada de Donald Trump ao poder, os EUA estão perdendo suas posições na parte ocidental do oceano Pacífico. A época do domínio norte-americano na área está acabando, as posições estratégicas dos EUA estão tão fracas que até "dividir a região com a China" já não é uma solução, afirma o especialista australiano.

Dmitry Kosyrev compara a política dos EUA no mar do Sul da China com a praticada nos mares Báltico e Negro: estas zonas têm sido marcadas por vários incidentes aéreos e navais com a participação de aviões e navios da OTAN.

O esquema nesta região é o mesmo que na Ásia — "há uma grande potência que se 'comporta mal' e ameaça seus vizinhos mais pequenos, ou seja, a Rússia. E há os Estados Unidos, a quem se pode pedir ajuda", afirma Kosyrev.

Mas, se os países da OTAN ainda não estão prontos a se opor à política dos EUA e elaborar um código de conduta no mar e no ar, na Ásia a situação é diferente.

O analista russo indica que "até alguns potenciais ataques por parte da China contra os EUA seriam suficientes para causar danos significativos, inclusive políticos, a Washington. Por essa razão, os EUA não pretendem travar uma guerra séria com a China", ressalta especialista.

Os EUA escolheram outra estratégia — romper os laços com Pequim a pouco e pouco. Em caso de fracasso, os norte-americanos acabarão ficando na Ásia na mesma situação que os europeus, com grandes interesses empresariais, mas pouca "presença estratégica", conclui o analista.


Postar um comentário

Postagens mais visitadas