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Governo saudita diz que rei e príncipe herdeiro são 'linha vermelha'

O ministro de Relações Exteriores saudita, Adel al-Jubeir, afirmou que o rei Salman bin Abdulaziz e o príncipe Mohammed Bin Salman são uma "linha vermelha" para a Arábia Saudita e rejeitou o suposto envolvimento do herdeiro da coroa saudita no assassinato do jornalista Jamal Khashoggi.
EFE

Riad - "A liderança do reino da Arábia Saudita representada nas guardas das duas mesquitas sagradas (o rei) e o príncipe herdeiro são uma linha vermelha e não permitiremos tentativa algum de atacar nossos líderes", afirmou Al-Jubeir em entrevista publicada nesta terça-feira o jornal árabe internacional "Asharq Al-Awsat".


"Atacar os líderes do reino é tocar em todos os cidadãos", acrescentou.

O ministro fazia alusão às versões que vinculam o príncipe Mohammed com a morte do jornalista no consulado saudita em Istambul em 2 de outubro.

Veículos de imprensa americanos informaram na sexta-feira que a CIA tinha concluído que o herdeiro saudita ordenou o assassinato de Kh…

ONU não distribui ajuda humanitária em zonas sitiada na Síria desde novembro

A ONU não pôde distribuir nenhum tipo de assistência humanitária em áreas sitiadas na Síria nos dois últimos meses, algo que até agora não tinha ocorrido, denunciou nesta quinta-feira o responsável pelo acesso humanitário da ONU no país, Khan Egeland.


EFE

"É o pior resultado já registrado. Sempre pedi mais acesso, mas ao mesmo tempo podia informar sobre algumas distribuições, o que nos últimos dois meses não foi possível", afirmou Egeland em uma coletiva de imprensa.


Comboio com ajuda humanitária em foto de 2017. EFE/Mohammed Badra
Comboio com ajuda humanitária em foto de 2017. EFE/Mohammed Badra

O coordenador humanitário explicou que a última vez que a ONU pôde distribuir assistência em alguma localidade sitiada foi em novembro, e desde então, nenhuma das partes permitiu a entrada de ajuda, além de apontar os patrocinadores "das partes em conflito como responsáveis.

"No momento que mais necessitamos da ajuda daqueles que têm influência sobre as partes, a ação diplomática parece totalmente impotente", acrescentou.

Egeland apontou especialmente para Rússia, Irã e Turquia, "que no ano passado conseguiram efetivamente reduzir a violência em algumas zonas do país. Necessitamos que façam o mesmo agora".

"O sofrimento se expande e os patrocinadores não são capazes de detê-lo", afirmou.

O coordenador destacou que nos últimos dois meses não houve comboios com assistência não só a zonas sitiadas, tampouco a zonas de difícil acesso, nem foi possível entregar medicamentos e material sanitário.

Por essa razão, pediu aos países com influência sobre as partes que imponham uma "pausa humanitária" que permita aliviar um pouco o sofrimento de centenas de milhares de pessoas.

Além disso, o coordenador humanitário criticou o fato de deixarem os civis voltar para Raqqa "rapidamente", após a reconquista da cidade de mãos do Estado Islâmico, em 17 de outubro, pelo perigo que implica a grande quantidade de artefatos explosivos deixados na cidade.

Egeland explicou que desde essa data, 534 pessoas ficaram feridas por explosões, das quais 112 morreram.

"Essas cifras recolhem as vítimas contabilizadas, mas sabemos que há muito mais, porque nem pelo menos recolhem as que morreram no hospital. Em média, 50 pessoas ficaram feridas ou foram mortas desde que retornaram à cidade. Não deveriam ter deixado tanta gente voltar em tão pouco tempo a um lugar tão perigoso".

Egeland indicou que atualmente estima-se que há cerca de 60 mil civis na cidade, que foi o reduto do Estado Islâmico no país.

Por outro lado, se referiu aos deslocados internos e denunciou que em 2017 250 mil pessoas tiveram que fugir mensalmente de onde estavam refugiadas.

"Isso representa a população inteira de Genebra fugindo a cada mês, um total de três milhões de pessoas em todo o ano. É horroroso. Não vimos nada assim em uma geração", sublinhou.


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