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Expansão da OTAN na Europa é uma 'relíquia da Guerra Fria', diz Putin

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, disse em entrevista à imprensa sérvia publicada nesta quarta-feira (horário local) que a Rússia não quer uma nova corrida armamentista.
Sputnik

"Não vamos fechar os olhos ao desdobramento de mísseis de cruzeiro dos EUA [na Europa] e sua ameaça direta à nossa segurança. Teremos que tomar medidas eficazes de retaliação. Mas como país responsável e sensato, a Rússia não está interessada em uma nova corrida armamentista", afirmou.


Segundo o presidente russo, Moscou enviou em dezembro a Washington algumas propostas sobre a manutenção do Tratado INF. Além disso, Putin destacou que a Rússia está pronta para um diálogo sério com os Estados Unidos sobre toda a agenda estratégica.

No entanto, os Estados Unidos parecem ter uma política de "desmantelamento" em relação ao controle global de armas, acrescentou o presidente russo.

Durante a entrevista aos meios de comunicação sérvios, Putin também instou os parceiros ocidentais a estabelecer um …

Opinião: EUA estavam buscando pretexto para estar no mar Negro e o encontraram

Os EUA estão fortalecendo sua presença no mar Negro para "se opor ao aumento das forças russas nesta região", afirma mídia. Aleksandr Asafov, cientista político, explica quais podem ser as motivações dos Estados Unidos neste caso.


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As afirmações dos EUA sobre a Rússia estar aumentando as suas forças militares no mar Negro são uma "clara mentira", declarou o primeiro vice-presidente do Comitê de Defesa e Segurança do Conselho da Federação russo, Yevgeny Serebrennikov.


O destróier de mísseis guiados USS Ross (DDG 71)
Destróier de mísseis guiados dos EUA USS Ross (DDG 71) | CC BY 2.0 / CNE CNA C6F

"Ultimamente por parte dos EUA tem havido uma série de acusações em relação à Rússia: sobre reforço do potencial nuclear, sobre o aumento do número das armas nucleares, agora falam do aumento da presença no mar Negro", comentou Serebrennikov.

Segundo o senador, tais acusações são uma tentativa de desviar a atenção do próprio aumento dos armamentos e da presença militar norte-americana. Serebrennikov destacou que Washington busca "usar esta mentira para efetuar pressão política sobre a Rússia". O senador frisou que estas tentativas não terão sucesso.

Aleksandr Asafov, falando com o serviço russo da Rádio Sputnik, destacou que os EUA simplesmente estão buscando um pretexto para justificar suas ações.

"Durante sua campanha eleitoral [o presidente dos EUA, Donald] Trump falava da diminuição dos gastos do orçamento, inclusive os da indústria militar. Mas estamos vendo que, ao chegar ao poder, ele está aumentando o orçamento militar e, para explicar isso, são necessárias razões. A Coreia do Norte não parece ser uma boa razão. A Rússia virou essa razão. Todos os gastos, o rearmamento, a nova doutrina nuclear, tudo isso é explicado pela "ameaça" por parte da Rússia", explica.

O cientista político expressou a certeza de que este tipo de ações continuará até o restabelecimento das relações russo-americanas. Mas levando em consideração a política do mundo unipolar que os EUA continuam a querer implementar, isso está ainda muito longe de acontecer, resumiu Asafov.

No domingo, 18 de fevereiro, o destróier USS Carney entrou nas águas do mar Negro, se juntando ao USS Ross, que já estava presente na área. A mídia, se referindo a uma fonte no Pentágono, informou que Washington tinha reforçado a presença no mar Negro para "se opor ao aumento das forças russas nesta região"

O USS Ross pertence à classe Arleigh Burke e é equipado com mísseis de cruzeiro Tomahawk, mísseis antiaéreos e mísseis antissubmarino. O USS Carney está entre os navios de guerra de maior envergadura e poder de fogo construídos nos EUA. Eles estão ainda armados com dois lançadores do sistema Aegis, capazes de lançar até 56 mísseis de cruzeiro Tomahawk.

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