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Radicais sírios estariam recebendo armamento dos EUA através da fronteira com Jordânia

Enquanto o exército sírio parece estar pronto para uma grande ofensiva na província de Daraa, os grupos radicais que operam na região estariam recebendo grandes remessas de material bélico "Made in USA".
Sputnik

Os grupos militantes que atuam no sul da Síria receberam uma grande quantidade de armas e munições fabricadas nos EUA, incluindo mísseis antitanque TOW, informou a agência de notícias FARS.

De acordo com a FARS, o armamento foi entregue através da fronteira com a Jordânia no âmbito de um novo plano dos EUA para assegurar mais apoio a estes grupos na Síria.

A agência informou também que os grupos militantes na província de Daraa começaram a se preparar para impedir a ofensiva do exército sírio.

No início deste mês, o exército sírio intensificou as ações no sudoeste do país, controlado por radicais, perto da fronteira com a Jordânia e as Colinas de Golã, ocupadas por Israel.

O Ministério da Defesa da Rússia acrescentou que as forças do governo sírio, apoiadas por um grande a…

Por que EUA impedem acordo franco-egípcio sobre jatos Rafale?

Os EUA bloquearam as negociações entre a França e o Egito sobre a venda de mais jatos Rafale à Força Aérea do país árabe ao se recusar a exportar os componentes norte-americanos para o míssil de cruzeiro Scalp, comunicou o jornal francês La Tribune.


Sputnik

Alexandre Vautravers, funcionário do Centro para Política de Segurança em Genebra (GCSP), discutiu com a Sputnik França o impacto das companhias norte-americanas envolvidas nas cadeias de contratantes dos produtores militares europeus.


Jatos franceses Rafale
Rafale © AFP 2018/ ANNE-CHRISTINE POUJOULAT

"Seria bom se a indústria da França pudesse fabricar produtos totalmente franceses, mas temos que levar em conta o custo do desenvolvimento de cada componente de mísseis complicados como o Scalp. O que será se nenhum país poder arcar com as despesas de compra desses mísseis?", disse Vautravers.

"O problema não é só o jato Rafale — o avião francês com componentes primordialmente franceses – o problema são os mísseis de cruzeiro que podem ser equipados com esta ogiva específica, tornando-a em uma arma de destruição em massa. Obviamente, o governo dos EUA não quer que um país como o Egito possua tais tecnologias", explicou ele.

De acordo com Vautravers, esse tipo de mísseis poderia alterar o equilíbrio de forças em todo o Oriente Médio e criar um problema para toda a região se for usado contra Israel ou a Líbia.

"É por isso que os EUA decidiram recorrer à Regulamentação sobre o Comércio Internacional de Armas (ITAR na sigla em inglês), regras adotadas pelos EUA nos finais dos anos 40 para estabelecer o controle sobre a transferência de tecnologias norte-americanas aos países comunistas e União Soviética."

Adrien Caralp, do Centre d'études des Modes d'Industrialisation — CEMI, disse à Sputnik França que está ficando problemático encontrar fornecimentos domésticos e controlar a sua cadeia durante a produção dos complexos sistemas de armamentos. Aqui há riscos e problemas. Na situação econômica e política atual, é difícil produzir armas de altas tecnologias com base só nos fornecimentos domésticos, disse.

"Claro que há exemplos de cooperação bem-sucedida na Europa, por exemplo, entre a França e o Reino Unido – mas não é fácil cooperar porque cada país europeu tem os seus próprios interesses", adicionou Adrien Caralp.

"Contudo, em junho do ano passado, a Comissão Europeia sugeriu que deve ser criado um fundo para apoiar as capacidades de defesa europeias. Este financiamento adicional poderia mudar a situação", concluiu.


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