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Chefe da ONU diz que é essencial evitar escalada de tensões no Irã

O chefe da Organização das Nações Unidas (ONU), Antonio Guterres, alertou neste domingo que é essencial evitar “qualquer forma de escalada” das tensões no Golfo, em meio a temores de um conflito após a derrubada de um drone norte-americano pelo Irã na semana passada.
Por Catarina Demony | Reuters

LISBOA (Reuters) - “O mundo não pode permitir um grande confronto no Golfo”, disse Guterres, nos bastidores da Conferência Mundial de Ministros Responsáveis pela Juventude, em Lisboa . “Todos devem manter nervos de aço.”

Na quinta-feira, um míssil iraniano destruiu um drone de vigilância dos EUA, em um incidente que o governo norte-americano disse que aconteceu no espaço aéreo internacional.

Trump disse mais tarde que ordenou o cancelamento de um ataque militar em retaliação pela ação que poderia ter resultado em 150 mortes.

Teerã repetiu no sábado que o drone foi abatido sobre seu território e disse que responderia com firmeza a qualquer ameaça dos EUA.

Os comentários de Guterres vêm um dia depois…

Por que Israel realizou o maior ataque contra defesas aéreas da Síria em 35 anos?

Israel lançou neste sábado o que considerou o maior ataque contra defesas aéreas da Síria em 35 anos.


BBC Brasil

É a maior ofensiva do tipo desde a guerra do Líbano de 1982, também conhecida como 1ª Guerra do Líbano, segundo Tomer Bar, general das Forças Aéreas Israelenses.

Avião derrubado de Israel
Caça israelense caiu em campo aberto no norte de Israel | Reuters

Naquele ano, Israel invadiu o sul do Líbano ─ o conflito acabou por envolver a Síria.

Neste sábado, Israel realizou um ataque contra defesas aéreas sírias depois que um drone iraniano supostamente lançado da Síria foi avistado e interceptado em território israelense.

Durante a ofensiva, um caça israelense foi abatido por forças sírias e caiu no norte de Israel. Os pilotos tiveram que se ejetar - e um deles está gravemente ferido.

Israel respondeu, então, com uma segunda rodada de ataques contra alvos militares iranianos e sírios "em operação dentro da Síria".

Segundo o correspondente da BBC no Oriente Médio Tom Bateman, os ataques aéreos de Israel na Síria não são atípicos, mas a derrubada de um jato israelense eleva a tensão entre os dois países.

Ainda neste sábado, o primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu participou de uma reunião de emergência com os chefes das Forças Armadas do país. Ele disse que Israel quer paz, mas que se defenderia "contra qualquer ataque ou qualquer tentativa do Irã de se estabelecer contra nós na Síria".

O que aconteceu?

As Forças Armadas de Israel informaram que um de seus helicópteros de combate derrubou um drone iraniano que havia se infiltrado em território israelense. O vídeo foi postado no Twitter.

Em seguida, Israel lançou um ataque contra "alvos sírios e iranianos na Síria".

A Síria abriu fogo em resposta ao ataque israelense contra sua base militar, atingindo mais de um avião, segundo a imprensa estatal síria.

O caça F-16 israelense caiu em um campo aberto perto da cidade de Harduf, no norte de Israel.

Ainda não se sabe como o jato foi derrubado.

Segundo o general Bar, os pilotos não foram atingidos antes de se ejetar da aeronave.

Eles foram hospitalizados, e um deles está "gravemente ferido", informaram as Forças Armadas de Israel.

O que aconteceu em seguida?


Israel decidiu lançar uma segunda rodada de ataques contra a Síria. Oito dos alvos sírios pertenciam à Quarta Divisão Síria perto de Damasco (capital da Síria), informou o porta-voz das Forças Armadas de Israel (IDF), Jonathan Conricus.

Todas as aeronaves usadas nesta ofensiva voltaram ao país em segurança, acrescentou ele.

"Não queremos escalar a situação", afirmou Conricus.

A Síria e seu aliado, Irã, negam que o drone tenha invadido o território israelense. A Rússia expressou "séria preocupação" sobre os ataques aéreos israelenses e pediu moderação aos dois lados.

Qual é a presença do Irã na Síria?

O Irã é o arqui-inimigo de Israel, e militares iranianos vêm combatendo grupos rebeldes desde 2011, quando eclodiu a guerra civil na Síria.

Teerã enviou ao país conselheiros militares, milícias voluntárias e, supostamente, centenas de combatentes de sua Força Quds, unidade especial do Exército dos Guardiães da Revolução Islâmica do Irã.

Também se acredita que o governo iraniano tenha fornecido milhares de toneladas de armas e munições para ajudar o presidente sírio, Bashar al-Assad e o grupo extremista libanês Hezbollah, que é pró-Irã, a combater insurgentes.

O Irã é acusado de tentar aumentar não apenas sua influência sobre o país, mas também se estabelecer como um centro de fornecimento de armas ao Hezbollah no Líbano.

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