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Empresa chinesa faz peças para F-35? Revelação surge em meio a polêmicas envolvendo Huawei

Em meio à briga contínua entre os EUA e a gigante tecnológica chinesa Huawei, classificada como ameaça à segurança por Washington, verificou-se que uma subsidiária com sede no Reino Unido de uma companhia chinesa fabrica peças para os jatos americanos F-35.
Sputnik

Trata-se da companhia chinesa Exception PCB, com sede no condado britânico de Gloucestershire, que fabrica placas de circuitos que controlam os motores, iluminação, combustível e sistemas de navegação dos caças F-35 – o sistema de armas mais caro já feito.

De acordo com a emissora britânica Sky, citando materiais divulgados pelo Ministério da Defesa do Reino Unido, a empresa que fabrica componentes para os caças da Lockheed Martin foi comprada em 2013 pela companhia chinesa Shenzhen Fastprint, que inclusive já participou da fabricação de caças Eurofighter Typhoon e de helicópteros de ataque Apache.

"A Exception PCB, com sede em Gloucestershire, fabrica placas de circuito impresso que controlam muitas das principais capacid…

Por que Trump anuncia modernização do arsenal nuclear dos EUA justamente agora?

Desde os tempos do presidente norte-americano Ronald Reagan, falava-se sobre total modernização da tríade nuclear. Muito recentemente, o atual presidente Donald Trump ao Congresso para que seja apoiado um programa extenso de renovação dos arsenais estratégicos do país sem economia de verba para atingir meta.


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O presidente sublinhou que as forças de dissuasão nuclear dos EUA devem ser bastante potentes para "prevenir qualquer ato de agressão". Para Trump, em primeiro lugar, a ameaça poder vir da Rússia e da China, que nos últimos anos avançaram muito na esfera.


Submarino de míssil balístico da classe Ohio, USS Wyoming
Submarino nuclear dos EUA classe Ohio © AP Photo/ Lt. Rebecca Rebarich

Vovôs das tropas de mísseis

No total, os militares norte-americanos possuem cerca de 1.480 ogivas nucleares instaladas em 741 portadores. A Rússia tem mais ou menos a mesma quantidade.

Contudo, os norte-americanos continuam confiando em seus complexos da Guerra Fria, enquanto a Rússia vem reforçando seu arsenal com os mísseis intercontinentais Yars, Bulava, mísseis de cruzeiro Х-101/102, sem contar no desenvolvimento constante de outras armas para derrotar inimigos, tais como complexo móvel de mísseis RS-26 Rubezh e mísseis estratégicos RS-28 Sarmat com capacidades potencializadas para superar sistemas de defesa antimíssil.

A tríade norte-americana tem como base os mísseis balísticos LGM-30G Minuteman III, que são lançados do chão. De acordo com relatórios, eles possuem 450 mísseis desta categoria. Cada míssil é capaz de portar ao mesmo tempo três ogivas nucleares.

O Minuteman III é o único míssil balístico intercontinental de posicionamento terrestre no arsenal dos EUA e é mais antigo do que qualquer míssil balístico da Rússia. Especialistas norte-americanos preveem que a data de validade do Minuteman III vá ser encerrada em 2020.

Parada nas bombas

O componente aéreo da tríade estratégica dos EUA é representado por 20 aviões furtivos B-2A Spirit e 70 bombardeiros B-52H Stratofortress. Todas as aeronaves Spirit são jovens, pois foram construídas nos anos 90. Mesmo com poucos Spirit, há uma quantidade maior de bombardeiros, que são produzidos desde 1952. Em se tratando de recursos para modernização futura dos bombardeiros, EUA estão praticamente esgotados.

Quanto à aviação estratégica, o único míssil de cruzeiro com ogiva nuclear, alcance de 2,5 mil quilômetros e de posicionamento aéreo no arsenal dos EUA é menos potente do que o russo Х-102, que tem três quilômetros a mais de alcance.

No que se refere à bomba aérea B61, ela somente entrará em serviço entre 2019 e 2020. Atualmente, os EUA contam com modificações da B61.

'Tridentes' para muito tempo

O lado mais forte da tríade dos EUA é, sem dúvida, marítimo. 18 submarinos da classe Ohio da Marinha dos EUA são equipados com 24 mísseis balísticos Trident I e Trident II, cada. Estas embarcações são a base das forças de dissuasão nuclear dos EUA. De acordo com analistas ocidentais, os silos de mísseis dos EUA escondem mais da metade de toda sua tríade nuclear.

É pouco provável que as mudanças declaradas se refiram à frota submarina, pois os submarinos são bastante novos e vão servir até 2040.

Planos para o futuro

Ainda há poucos detalhes sobre elaborações de novos sistemas e armas para dissuasão nuclear dos EUA. Sabe-se que em 2025, o Pentágono planeja pôr em funcionamento novo bombardeiro pesado B-21 Raider. Segundo militares norte-americanos, objetivos principais serão atuação abaixo do território do inimigo e rompimento do sistema de defesa antiaérea.

Ao mesmo tempo, a Força Aérea dos EUA está elaborando um avião pelo programa Penetrating Counter-Air (destruidor de avanço). Há chances de ele vir a acompanhar os novos bombardeiros em voos distantes. Mas é provável que o Congresso não aprove o projeto por seu muito custoso.

Sabe-se muito pouco sobre criação de um novo míssil balístico intercontinental dos EUA lançado de silos. O novo míssil deve vir a substituir o Minuteman III. Em agosto de 2017, o Pentágono fechou contratos com as companhias norte-americanas Northrop Grumman e Boeing para elaboração de novas tecnologias.

Os submarinos da classe Ohio com o tempo serão substituídos por os da classe Columbia. A construção deve ser iniciada em 2021, para que entre em serviço em 2031. Grande foco será dado à diminuição de visibilidade. A embarcação pode vir a receber novo reator nuclear. O submarino Columbia, como esperado, será a base dos componentes marítimos da tríade nuclear dos EUA até 2085.


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