Pular para o conteúdo principal

Postagem em destaque

'Temos armas hipersônicas': Rússia dará resposta à saída dos EUA do Tratado INF, diz Putin

A Rússia não deixará a decisão dos Estados Unidos de retirar-se unilateralmente do tratado de armas nucleares sem resposta, garantiu o presidente russo Vladimir Putin, acrescentando que o país não precisa se unir a outra corrida armamentista.
Sputnik

Moscou ainda está pronta para continuar dialogando com Washington sobre o tratado bilateral que proíbe os mísseis de médio alcance, que se tornou uma das pedras angulares do desarmamento nuclear, disse o líder russo em uma reunião do governo em Sochi. Ainda assim, os EUA devem "tratar esta questão com total responsabilidade", disse o presidente, acrescentando que a decisão de Washington de retirar-se do acordo "não pode e não ficará sem resposta".


Estas não são ameaças vazias, advertiu Putin. Ele disse que a Rússia já havia advertido os EUA contra a saída do tratado ABM que regulamenta os sistemas de mísseis e avisou Washington sobre possíveis retaliações. "Agora, temos armas hipersônicas capazes de penetrar qualquer…

Presidentes de Rússia, Turquia e Irã farão cúpula sobre a Síria em Istambul

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, e seu homólogo turco, Recep Tayyip Erdogan, acordaram nesta quinta-feira a realização de uma cúpula trilateral como Irã na cidade de Istambul para continuar negociando o futuro da Síria, apontou a agência turca "Anadolu", que cita fontes da Presidência.


EFE

Erdogan e Putin conversaram hoje por telefone para avaliar a situação tanto no cantão curdo-sírio de Afrin como na adjacente província de Idlib.


Putin e Erdogan em foto de 2017. EFE/ Alexei Druzhinin/ Sputnik
Putin e Erdogan em foto de 2017. EFE/ Alexei Druzhinin/ Sputnik

Durante esta conversa, os dois governantes concordaram em convocar em Istambul a citada cúpula, embora até o momento não tenham sido dados detalhes sobre a possível data.

O presidente do Irã, Hassan Rohani, participou em novembro do ano passado, na cidade russa de Sochi, de um encontro dedicado à Síria com Putin e Erdogan, mas não compareceu à reunião auspiciada por eles na mesma cidade no final de janeiro deste ano.

Durante um discurso hoje em Ancara diante de membros do governo local, Erdogan não mencionou a futura cúpula, mas reiterou sua rejeição a negociar com o presidente sírio, Bashar al Assad.

"Eles me dizem: Fale com Assad. Do que podemos falar com alguém que matou um milhão de cidadãos?", disse o presidente turco.

"Para nós o importante é o povo sírio, não Assad. Porque Assad pratica o terrorismo de Estado. Continua matando agora", acrescentou.

Erdogan afirmou que a invasão turca de Afrin, lançada em 20 de janeiro sob o nome de "Operação Ramo de Oliveira", tinha a finalidade de pacificar este território para facilitar o retorno de refugiados sírios residentes na Turquia, e que uma ação similar ocorreria depois na província de Idlib.

"Solucionaremos a questão de Afrin, e depois a de Idlib, e queremos que os nossos irmãos refugiados voltem ao seu próprio país. De toda forma, não podemos hospedar indefinidamente 3,5 milhões. Além disso, eles mesmos querem (retornar)", disse o chefe de Estado.

Por outro lado, o presidente turco reafirmou a intenção, anunciada já na terça-feira, de retirar o adjetivo "turco" da Ordem Profissional de Advogados e de Médicos (TTB), por não aprovar sua política, depois que a TTB assinou um manifesto "contra a guerra", sem especificar qual, embora tenha sido interpretada como uma postura contra a ofensiva em Afrin.

"A União de Médicos Turcos não está de acordo com o caráter turco. Tampouco a União de Ordens Profissionais de Advogados da Turquia. Agora serão removidos (o nome) por lei, por decisão do Conselho de Ministros. Já não poderão usar o nome de turco nem da Turquia. Usarão quem merecer", disse Erdogan.

Postar um comentário

NOTÍCIAS MAIS LIDAS

Postagens mais visitadas