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Análise: Brasil poderia se tornar 'vigilante' dos EUA na América Latina

O presidente norte-americano, Donald Trump, referiu a possibilidade de entrada do Brasil na OTAN. O analista russo Pavel Feldman avaliou a possibilidade de entrada do Brasil na aliança, bem como que papel poderia desempenhar o Brasil no conflito na Venezuela.
Sputnik

Durante a visita oficial do presidente do Brasil Jair Bolsonaro aos EUA, foram discutidos os assuntos internacionais mais importantes, entre eles a cooperação bilateral entre os EUA e o Brasil e a situação na Venezuela.


Uma das declarações mais sensacionais foi a possibilidade de entrada do Brasil na OTAN, referida pelo presidente dos EUA Donald Trump.

O vice-diretor do Instituto de Estudos Estratégicos e Prognósticos da Universidade Russa da Amizade dos Povos, Pavel Feldman, revelou em entrevista ao serviço russo da Rádio Sputnik que os EUA são apenas um dos países da OTAN, há outros países cuja opinião deveria ser levada em conta nesse assunto.

Segundo ele, se o Brasil aderir à OTAN ele vai desempenhar o papel de vigilante d…

Que grupos rebeldes lutam em Ghouta Oriental?

Combates entre o regime e grupos rebeldes se tornaram mais intensos neste subúrbio de Damasco nos últimos dias. Saiba quais são as principais organizações envolvidas nas lutas.


Wesley Dockery | Deutsch Welle

O subúrbio de Ghouta Oriental é uma das últimas áreas sob controle de grupos rebeldes na Síria. Os rebeldes, que lutam para derrubar o presidente Bashar al-Assad, estão sendo bombardeados por jatos militares do governo sírio. As Nações Unidas descreveram os bombardeios como "sofrimento humano absurdo."


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Um combatente do grupo Jaysh al-Islam, o maior em Ghouta Oriental

Cerca de 400 mil pessoas residem em Ghouta Oriental, um subúrbio de Damasco, e o território controlado pelos rebeldes é de cerca de 100 quilômetros quadrados.

Os grupos rebeldes sírios estão negociando com a Rússia, um dos principais aliados de Assad, para encerrar os bombardeios em Ghouta Oriental.

"Estamos tentando fazer o que pudermos, negociando com os próprios russos para que eles intercedam pelo fim desse massacre", afirmou o chefe da equipe de negociação da oposição síria, Nasr al-Hariri, à agência de notícias DPA.

A violência na região faz parte da ampliação da ofensiva por parte das Forças Armadas de Assad para tentar encerrar a revolta contra o regime, que já se estende por sete anos.

Estes são os três principais grupos rebeldes em Ghouta Oriental:

Jaysh al-Islam: o Jaysh al-Islam, ou Exército do Islã, é uma coalizão baseada na área de Damasco e em Ghouta Oriental. Ele luta para substituir o governo Assad por um governo baseado no sharia (lei islâmica). O fundador do grupo, Zahran Aloush, é o responsável por recrutar muitos dos seus membros e ampliou o arsenal de equipamento militar. Ele foi morto por militares sírios em 2015, num ataque aéreo. O novo líder é Abu Hammam al-Buowadani. Esta é a maior facção rebelde na região de Ghouta Oriental, com cerca de 10 mil a 15 mil membros. O grupo teria recebido dinheiro da Arábia Saudita, mas nega essa alegação.

Faylaq al-Rahman: a Faylaq al-Rahman, ou Legião al-Rahman, também é baseada em Ghouta Oriental e é aliada ao Catar. Ela está ligada ao Exército Livre da Síria, uma das maiores coalizões rebeldes, formada no início da guerra civil, em 2011. A organização se descreve como "uma entidade revolucionária militar objetivando a queda do regime sírio", mas não pretende transformar a Síria num Estado islâmico. O grupo possui mísseis antitanque BGM-71 TOW, de fabricação americana. A organização é rival do Jaysh al-Islam e se aliou à Hay'at Tahrir al-Sham.

Hay'at Tahrir al-Sham: a organização salafista Hay'at Tahrir al-Sham, ou Organização para a Libertação do Levante, é basicamente formada por membros da antiga Frente al-Nusra e já foi acusada de ser a filial local da Al Qaeda. O grupo nega fazer parte da rede terrorista. Ele é liderado por Hasim al-Sheikh, também conhecido como Abu Jabr, e é baseado na cidade de Idlib, no noroeste do país. O organização defende o uso de violência para implementar uma doutrina religiosa ultraconservadora.

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