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Marinha do Brasil abre processo administrativo para apurar vídeo de militares dançando 'Jenifer' em navio

Em nota, a Marinha informou que e 'foi constatado comportamento completamente incompatível com as tradições' e que irá apurar o ocorrido.
Por G1 Rio

A Marinha do Brasil instaurou um processo administrativo para apurar um vídeo em que um grupo de militares aparece dançando a música "Jenifer" em um navio oficial.


A embarcação, segundo a Marinha, é o Aviso de Instrução Guarda-Marinha Brito, que fica sediado no Rio de Janeiro. A gravação foi feita durante o estágio de mar de militares.

Em nota, a Marinha informou que "foi constatado comportamento completamente incompatível com as tradições da Marinha" e que, para ampliar a apuração do ocorrido, foi instaurado um procedimento administrativo "cuja conclusão, certamente, conterá as propostas pertinentes às necessárias correções no inaceitável comportamento".

Assista o vídeo

Rússia ordena “pausa humanitária” de cinco horas por dia em região sitiada da Síria

Putin permitirá a criação de um corredor humanitário em Guta Oriental para saída de civis sírios


Natalia Sancha | El País


Beirute - O presidente da Rússia, Vladimir Putin, ordenou uma “pausa humanitária” de cinco horas por dia e a criação de um corredor para permitir que os civis deixem a região sitiada de Guta Oriental, reduto rebelde na periferia da capital síria, anunciou o ministro russo da Defesa, Serguei Shoigu, nesta segunda-feira em Moscou. Trata-se do segundo cessar-fogo anunciado em um período de 48 horas, depois que o Conselho de Segurança da ONU aprovou no sábado uma resolução para implementar uma trégua de pelo menos 30 dias em todo o território sírio.

Sírios caminham entre destroços na localidade de Arbin, na região de Guta Oriental
Sírios caminham entre destroços na localidade de Arbin, na região de Guta Oriental ABDULMONAM EASSA (AFP)

Essas tréguas, até agora invisíveis no terreno, buscam frear a ofensiva aérea lançada pelo Exército sírio sobre Guta Oriental, que em pouco mais de uma semana deixou 520 mortos e cerca de 2.500 feridos, segundo dados da ONG Médicos sem Fronteiras. “Não nos atrevemos a sair, porque os aviões continuam golpeando”, diz Diala H., falando do porão de um bairro de Guta onde 15 famílias se amontoam há uma semana na escuridão. No outro lado do cerco, a chuva de morteiros provenientes destes subúrbios insurgentes tirou a vida de mais 70 civis e feriu outros 200 nos subúrbios de Damasco. Embora os ativistas locais tenham noticiado no domingo uma redução na intensidade dos bombardeios oficiais e dos morteiros rebeldes, cada dia que passa pesa a drástica situação médica e de fome que assola entre 250.000 e 400.000 civis (segundo as fontes) retidos no maior enclave rebelde da periferia da capital.

As duas tréguas anunciadas esbarraram nos interesses das potências regionais, em um tabuleiro progressivamente internacionalizado após quase sete anos de guerra. A Turquia anunciou que manterá sua ofensiva contra os curdos na região de Afrin, no norte da Síria. Enquanto isso, Mohammad Bagheri, chefe do Exército iraniano, cujas tropas representam um importante respaldo em terra para as forças regulares da Síria, excluiu Guta do cessar-fogo nacional. Shoigu, por sua vez, afirmou que deveria haver “pausas” semelhantes nas áreas de Al-Tanf e Rukban, perto da fronteira com a Jordânia, “de modo que os civis possam retornar aos seus lares sem obstáculos e começar a reconstruir suas vidas como civis”.

A data de implementação do cessar-fogo, assim como a definição dos grupos armados que precisam ser excluídos do diálogo por seus laços com grupos terroristas, representam mais uma vez os principais entraves às negociações. Um cenário que leva novamente ao processo mantido no Cazaquistão para delimitar quatro zonas de distensão no país, hoje parcialmente invalidadas pelo recrudescimento dos combates. A semântica se impõe na frente de Guta para as tropas regulares sírias e seus aliados que, representados por Moscou, exigiram excluir do cessar-fogo “as organizações terroristas Estado Islâmico e Al Qaeda e seus aliados”. Tanto o Irã como Damasco consideram as facções islâmicas que controlam Guta Oriental como afiliados da Al Qaeda síria.

A mediação internacional imposta pela ONU contra o relógio surge após quase cinco anos de assédio a Guta, durante os quais fracassaram reiteradamente os esforços de negociação entre grupos armados insurgentes e o Exército regular sírio. E, com isso, condenou-se a população civil a um duplo cerco, de insurgentes e legalistas. Entre 2.000 e 6.000 combatentes islâmicos se entrincheiram nos quase cem quilômetros quadrados da sitiada Guta e são acusados pelas organizações Human Rights Watch e Anistia Internacional de perpetrarem crimes de guerra contra civis. Os grupos Jeish al Islam (apoiado pela Arábia Saudita) e Faylaq al Rahamn (respaldado pelo Catar e aliado do ramo local da Al Qaeda) são as principais força islâmicas que, embora tenham se enfrentado meses atrás pelo controle de uma dúzia de povoados que constituem Guta Oriental, anunciaram nesta semana a criação de uma frente única em resposta à ofensiva da aviação síria.

O Governo provisório da oposição síria, por sua vez, divulgou nesta segunda-feira um comunicado denunciando um ataque que matou um menor e feriu 18 pessoas “que apresentavam sintomas que correspondem à exposição ao gás de cloro”. Por causa da ofensiva sobre Guta, foram reativadas diversas frentes de combate contrapondo forças leais a Damasco a grupos armados insurgentes, nas províncias de Hama, Homs e Idlib. No leste do país, o Observatório Sírio para os Direitos Humanos denunciou nesta segunda-feira a morte de 25 civis sob um bombardeio da coalizão internacional liderada pelos Estados Unidos.

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