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O Brasil tem poder de fogo para proteger a riqueza da Amazônia Azul? (VÍDEO)

Devido à enorme riqueza natural, a porção de mar sob jurisdição brasileira é também conhecida como Amazônia Azul. A área é um dos mais importantes patrimônios naturais brasileiros e é uma preocupação para o setor de Defesa. Para comentar o assunto, a Sputnik Brasil ouviu Ricardo Cabral, pesquisador da Escola de Guerra Naval da Marinha do Brasil.
Sputnik

O pesquisador falou sobre a importância comercial e estratégica, o potencial energético, científico e as obrigações internacionais do Brasil com as áreas da Amazônia Azule seu entorno. Ele também descreveu o atual estado da esquadra da Marinha brasileira, que carece de investimentos e pleiteia junto ao novo governo federal uma fatia maior do orçamento público, limitado pela Emenda Constitucional nº 95.


Foi a própria Marinha brasileira que cunhou o termo "Amazônia Azul", em referência ao tamanho da biodiversidade e dos bens naturais encontradas em sua área. No entanto, a área marítima é ainda maior do que porção brasileira da flo…

Rússia pede garantias para apoiar trégua humanitária em Ghouta Oriental

A Rússia está disposta a aprovar uma resolução no Conselho de Segurança da ONU para estabelecer uma trégua humanitária em Ghouta Oriental, região controlada por rebeldes na periferia de Damasco, a capital da Síria, se existirem garantias de seu cumprimento, declarou nesta sexta-feira o ministro das Relações Exteriores russo, Sergei Lavrov.


EFE

"Onde estão as garantias que os grupos armados vão respeitar durante esta trégua humanitária? E onde estão as garantias de que eles não vão continuar bombardeando os bairros residenciais de Damasco? Essas garantias não foram dadas", afirmou Lavrov durante uma entrevista coletiva em Moscou ao lado do chanceler do Uzbequistão.


Sergei Lavrov em foto dde 21 de fevereiro. EFE/Koca Sulejmanovic
Sergei Lavrov em foto dde 21 de fevereiro. EFE/Koca Sulejmanovic

"Com o objetivo de que a resolução seja efetiva, estamos dispostos a pactuar o texto, que será assim: nós propomos a fórmula que garanta que a trégua seja real e baseada nas garantias para todos os que estão dentro e fora de Ghouta Oriental", afirmou Lavrov.

O titular de Relações Exteriores da Rússia também assegurou que a Frente al Nusra - o antigo braço sírio da Al Qaeda - é o principal problema na situação de Ghouta Oriental e afirmou que os "terroristas" utilizam civis como escudos humanos para que o governo sírio e seus aliados sejam acusados de violação do direito internacional.

"Certamente, esta não é a primeira vez na história do conflito sírio que a Frente al Nusra, que é o principal problema em Ghouta Oriental, de uma ou de outra maneira se posiciona desse lado da barricada, junto com os críticos e opositores do governo sírio", disse o ministro russo.

A Rússia, que culpa os "terroristas" e os países que os apoiam pela situação em Ghouta Oriental, impediu na noite de ontem uma resolução da ONU para estabelecer na Síria uma trégua humanitária apresentada por Suécia e Kuwait, e deu a entender que vetaria a medida.

A minuta rejeitada ontem à noite pela Rússia busca uma cessar-fogo em toda a Síria durante um mês, da qual ficariam excluídas as operações contra grupos reconhecidos internacionalmente como terroristas por insistência russa.

Além disso, o texto reivindica a suspensão do assédio sobre várias áreas, incluído o reduto rebelde de Ghouta Oriental, que é alvo de uma dura ofensiva do regime, que teria causado mais de 400 mortes desde o domingo.

O presidente da França, Emmanuel Macron, pediu nesta sexta-feira que seus colegas europeus se mobilizem em favor de uma resolução das Nações Unidas para estabelecer uma trégua humanitária na Síria, durante a cúpula informal de chefes de Estado e de governo da União Europeia realizada em Bruxelas.

O Kremlin rejeitou nos últimos dias as acusações dos países ocidentais sobre a suposta participação da Rússia nos ataques e bombardeios contra Ghouta Oriental.

"A situação em Ghouta Oriental é responsabilidade daqueles que apoiam os terroristas que continuam presentes ali. E, como vocês sabem, nem a Rússia, nem a Síria, nem o Irã estão nessa categoria", disse ontem Dmitri Peskov, o porta-voz do Kremlin.

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