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Novo corte na verba do PROSUB preocupa Comando da Marinha do Brasil

O Comandante da Marinha, almirante de esquadra Eduardo Leal Ferreira, está seriamente preocupado com as consequências negativas de um novo e importante corte nos recursos do Programa de Desenvolvimento de Submarinos (PROSUB), previstos para o orçamento de 2019.
Por Roberto Lopes e Alexandre Galante | Poder Naval

O Programa, cujos termos foram ajustados em 2009, estabelece a produção, no complexo industrial naval de Itaguaí (RJ), de quatro submarinos de ataque convencionais (propulsão diesel-elétrica) da classe Scorpène, e a assistência técnica francesa para a construção do primeiro submarino nuclear brasileiro.

O primeiro submarino convencional, batizado Riachuelo, deve ser lançado ao mar na manhã da quarta-feira 12 de dezembro.

Em novembro de 2016, reunido com lideranças da Base Industrial de Defesa, em São Paulo, o então ministro da Defesa, Raul Jungmann, estimou o valor total do investimento brasileiro no PROSUB em 30 bilhões de Reais.

O Poder Naval não teve acesso aos valores da reduçã…

Secretário-geral da ONU pede implementação imediata de cessar-fogo na Síria

O secretário-geral da ONU, António Guterres, pediu nesta segunda-feira (26) que a resolução adotada pelo Conselho de Segurança no sábado (24) sobre um cessar de hostilidades de 30 dias na Síria seja implementada imediatamente para garantir a entrega de ajuda humanitária, especialmente em Ghouta Oriental. As declarações foram feitas durante reunião do Conselho de Direitos Humanos da ONU, em Genebra.


ONU

“Elogio a adoção pelo Conselho de Segurança de uma resolução exigindo o cessar de hostilidades por toda a Síria por ao menos 30 dias. Mas as resoluções do Conselho de Segurança só são significativas se forem efetivamente implementadas”, disse Guterres.

Refugiados sírios em assentamento informal de Haoush Harime, em Bekaa Valley, no Líbano. Foto: UNICEF
Refugiados sírios em assentamento informal de Haoush Harime, em Bekaa Valley, no Líbano. Foto: UNICEF

“É por isso que espero que a resolução seja imediatamente implementada e sustentada, particularmente para garantir a entrega imediata, segura, desimpedida e sustentada de ajuda e serviços humanitários, a retirada dos civis feridos e doentes e a diminuição do sofrimento do povo sírio”, completou.

Guterres disse que as Nações Unidas estão prontas para fazer sua parte e atentou para a situação especialmente grave de Ghouta Oriental. “Já é hora de parar esse inferno na Terra”, disse.

“Lembro todas as partes sobre sua obrigação absoluta perante a lei humanitária internacional e de direitos humanos de proteger civis e infraestruturas civis em todos os momentos. E, da mesma forma, os esforços para combater o terrorismo não substituem essas obrigações”, declarou Guterres.

Em comunicado, o alto-comissário da ONU para os direitos humanos, Zeid Ra’ad Al Hussein, também elogiou nesta sexta-feira (26), em Genebra, a aprovação da resolução pelo Conselho de Segurança.

“Insistimos em sua total implementação sem atrasos. No entanto, temos razões para permanecermos cautelosos, enquanto ataques aéreos em Ghouta Oriental continuaram nesta manhã”, declarou.

Cessar-fogo de 30 dias

O Conselho de Segurança das Nações Unidas aprovou de forma unânime no sábado (24) um cessar-fogo de 30 dias na Síria, e exigiu o fim imediato do cerco a enclaves devastados pela guerra como Ghouta Oriental, onde cerca de 400 mil pessoas estão vivendo o “inferno na Terra”, segundo afirmou Guterres na semana passada.

Além de um cessar-fogo nacional de 30 dias, a resolução exigiu o envio semanal de comboios humanitários, retiradas de civis feridos ou doentes e o fim imediato dos cercos, particularmente em Ghouta Oriental.

A resolução afirmou que o cessar de hostilidades não se aplica a operações militares contra o Estado Islâmico do Iraque e do Levante (também conhecido como ISIL/Da’esh), Al-Qaeda e Frente Al Nusra.

Antes da votação, o embaixador sueco Olof Skoog, que ajudou a desenhar a resolução com o Kuwait, chamou a medida de “uma tentativa resoluta e urgente de agir”, afirmando contar com “cada um de vocês para fazer a coisa certa”, acrescentando que os comboios humanitários estão prontos para serem enviados.

Na sexta-feira (23), oficiais das Nações Unidas pediram mais apoio aos refugiados sírios, assim como às comunidades que os abrigam, em meio ao aumento da violência no país.

“Estamos profundamente abalados e perturbados pela brutalidade e pelo absoluto desrespeito pelas vidas civis que estamos testemunhando em Ghouta Oriental e em outras partes da Síria hoje”, disse o alto-comissário da ONU para os refugiados, Filippo Grandi, e o administrador do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), Achim Steiner, e o coordenador humanitário da ONU, Mark Lowcock, em comunicado conjunto.

“Mais do que nunca, é necessário sustentar e reforçar o apoio internacional aos países e comunidades vizinhas que abrigam cerca de 5,5 milhões de refugiados sírios na Turquia, Líbano, Jordânia, Iraque e Egito. Eles continuam a oferecer um importante serviço à humanidade em um momento em que, dentro da Síria, a desumanidade parece prevalecer”, afirmaram.

De acordo com a ONU, aproximadamente sete anos de conflito na Síria deslocaram metade da população do país, incluindo 6,1 milhões de pessoas internamente deslocadas e 5,5 milhões de sírios que vivem como refugiados na região.

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