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Análise: Brasil poderia se tornar 'vigilante' dos EUA na América Latina

O presidente norte-americano, Donald Trump, referiu a possibilidade de entrada do Brasil na OTAN. O analista russo Pavel Feldman avaliou a possibilidade de entrada do Brasil na aliança, bem como que papel poderia desempenhar o Brasil no conflito na Venezuela.
Sputnik

Durante a visita oficial do presidente do Brasil Jair Bolsonaro aos EUA, foram discutidos os assuntos internacionais mais importantes, entre eles a cooperação bilateral entre os EUA e o Brasil e a situação na Venezuela.


Uma das declarações mais sensacionais foi a possibilidade de entrada do Brasil na OTAN, referida pelo presidente dos EUA Donald Trump.

O vice-diretor do Instituto de Estudos Estratégicos e Prognósticos da Universidade Russa da Amizade dos Povos, Pavel Feldman, revelou em entrevista ao serviço russo da Rádio Sputnik que os EUA são apenas um dos países da OTAN, há outros países cuja opinião deveria ser levada em conta nesse assunto.

Segundo ele, se o Brasil aderir à OTAN ele vai desempenhar o papel de vigilante d…

Secretário-geral da ONU pede implementação imediata de cessar-fogo na Síria

O secretário-geral da ONU, António Guterres, pediu nesta segunda-feira (26) que a resolução adotada pelo Conselho de Segurança no sábado (24) sobre um cessar de hostilidades de 30 dias na Síria seja implementada imediatamente para garantir a entrega de ajuda humanitária, especialmente em Ghouta Oriental. As declarações foram feitas durante reunião do Conselho de Direitos Humanos da ONU, em Genebra.


ONU

“Elogio a adoção pelo Conselho de Segurança de uma resolução exigindo o cessar de hostilidades por toda a Síria por ao menos 30 dias. Mas as resoluções do Conselho de Segurança só são significativas se forem efetivamente implementadas”, disse Guterres.

Refugiados sírios em assentamento informal de Haoush Harime, em Bekaa Valley, no Líbano. Foto: UNICEF
Refugiados sírios em assentamento informal de Haoush Harime, em Bekaa Valley, no Líbano. Foto: UNICEF

“É por isso que espero que a resolução seja imediatamente implementada e sustentada, particularmente para garantir a entrega imediata, segura, desimpedida e sustentada de ajuda e serviços humanitários, a retirada dos civis feridos e doentes e a diminuição do sofrimento do povo sírio”, completou.

Guterres disse que as Nações Unidas estão prontas para fazer sua parte e atentou para a situação especialmente grave de Ghouta Oriental. “Já é hora de parar esse inferno na Terra”, disse.

“Lembro todas as partes sobre sua obrigação absoluta perante a lei humanitária internacional e de direitos humanos de proteger civis e infraestruturas civis em todos os momentos. E, da mesma forma, os esforços para combater o terrorismo não substituem essas obrigações”, declarou Guterres.

Em comunicado, o alto-comissário da ONU para os direitos humanos, Zeid Ra’ad Al Hussein, também elogiou nesta sexta-feira (26), em Genebra, a aprovação da resolução pelo Conselho de Segurança.

“Insistimos em sua total implementação sem atrasos. No entanto, temos razões para permanecermos cautelosos, enquanto ataques aéreos em Ghouta Oriental continuaram nesta manhã”, declarou.

Cessar-fogo de 30 dias

O Conselho de Segurança das Nações Unidas aprovou de forma unânime no sábado (24) um cessar-fogo de 30 dias na Síria, e exigiu o fim imediato do cerco a enclaves devastados pela guerra como Ghouta Oriental, onde cerca de 400 mil pessoas estão vivendo o “inferno na Terra”, segundo afirmou Guterres na semana passada.

Além de um cessar-fogo nacional de 30 dias, a resolução exigiu o envio semanal de comboios humanitários, retiradas de civis feridos ou doentes e o fim imediato dos cercos, particularmente em Ghouta Oriental.

A resolução afirmou que o cessar de hostilidades não se aplica a operações militares contra o Estado Islâmico do Iraque e do Levante (também conhecido como ISIL/Da’esh), Al-Qaeda e Frente Al Nusra.

Antes da votação, o embaixador sueco Olof Skoog, que ajudou a desenhar a resolução com o Kuwait, chamou a medida de “uma tentativa resoluta e urgente de agir”, afirmando contar com “cada um de vocês para fazer a coisa certa”, acrescentando que os comboios humanitários estão prontos para serem enviados.

Na sexta-feira (23), oficiais das Nações Unidas pediram mais apoio aos refugiados sírios, assim como às comunidades que os abrigam, em meio ao aumento da violência no país.

“Estamos profundamente abalados e perturbados pela brutalidade e pelo absoluto desrespeito pelas vidas civis que estamos testemunhando em Ghouta Oriental e em outras partes da Síria hoje”, disse o alto-comissário da ONU para os refugiados, Filippo Grandi, e o administrador do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), Achim Steiner, e o coordenador humanitário da ONU, Mark Lowcock, em comunicado conjunto.

“Mais do que nunca, é necessário sustentar e reforçar o apoio internacional aos países e comunidades vizinhas que abrigam cerca de 5,5 milhões de refugiados sírios na Turquia, Líbano, Jordânia, Iraque e Egito. Eles continuam a oferecer um importante serviço à humanidade em um momento em que, dentro da Síria, a desumanidade parece prevalecer”, afirmaram.

De acordo com a ONU, aproximadamente sete anos de conflito na Síria deslocaram metade da população do país, incluindo 6,1 milhões de pessoas internamente deslocadas e 5,5 milhões de sírios que vivem como refugiados na região.

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