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Radicais sírios estariam recebendo armamento dos EUA através da fronteira com Jordânia

Enquanto o exército sírio parece estar pronto para uma grande ofensiva na província de Daraa, os grupos radicais que operam na região estariam recebendo grandes remessas de material bélico "Made in USA".
Sputnik

Os grupos militantes que atuam no sul da Síria receberam uma grande quantidade de armas e munições fabricadas nos EUA, incluindo mísseis antitanque TOW, informou a agência de notícias FARS.

De acordo com a FARS, o armamento foi entregue através da fronteira com a Jordânia no âmbito de um novo plano dos EUA para assegurar mais apoio a estes grupos na Síria.

A agência informou também que os grupos militantes na província de Daraa começaram a se preparar para impedir a ofensiva do exército sírio.

No início deste mês, o exército sírio intensificou as ações no sudoeste do país, controlado por radicais, perto da fronteira com a Jordânia e as Colinas de Golã, ocupadas por Israel.

O Ministério da Defesa da Rússia acrescentou que as forças do governo sírio, apoiadas por um grande a…

Secretário-geral da ONU pede implementação imediata de cessar-fogo na Síria

O secretário-geral da ONU, António Guterres, pediu nesta segunda-feira (26) que a resolução adotada pelo Conselho de Segurança no sábado (24) sobre um cessar de hostilidades de 30 dias na Síria seja implementada imediatamente para garantir a entrega de ajuda humanitária, especialmente em Ghouta Oriental. As declarações foram feitas durante reunião do Conselho de Direitos Humanos da ONU, em Genebra.


ONU

“Elogio a adoção pelo Conselho de Segurança de uma resolução exigindo o cessar de hostilidades por toda a Síria por ao menos 30 dias. Mas as resoluções do Conselho de Segurança só são significativas se forem efetivamente implementadas”, disse Guterres.

Refugiados sírios em assentamento informal de Haoush Harime, em Bekaa Valley, no Líbano. Foto: UNICEF
Refugiados sírios em assentamento informal de Haoush Harime, em Bekaa Valley, no Líbano. Foto: UNICEF

“É por isso que espero que a resolução seja imediatamente implementada e sustentada, particularmente para garantir a entrega imediata, segura, desimpedida e sustentada de ajuda e serviços humanitários, a retirada dos civis feridos e doentes e a diminuição do sofrimento do povo sírio”, completou.

Guterres disse que as Nações Unidas estão prontas para fazer sua parte e atentou para a situação especialmente grave de Ghouta Oriental. “Já é hora de parar esse inferno na Terra”, disse.

“Lembro todas as partes sobre sua obrigação absoluta perante a lei humanitária internacional e de direitos humanos de proteger civis e infraestruturas civis em todos os momentos. E, da mesma forma, os esforços para combater o terrorismo não substituem essas obrigações”, declarou Guterres.

Em comunicado, o alto-comissário da ONU para os direitos humanos, Zeid Ra’ad Al Hussein, também elogiou nesta sexta-feira (26), em Genebra, a aprovação da resolução pelo Conselho de Segurança.

“Insistimos em sua total implementação sem atrasos. No entanto, temos razões para permanecermos cautelosos, enquanto ataques aéreos em Ghouta Oriental continuaram nesta manhã”, declarou.

Cessar-fogo de 30 dias

O Conselho de Segurança das Nações Unidas aprovou de forma unânime no sábado (24) um cessar-fogo de 30 dias na Síria, e exigiu o fim imediato do cerco a enclaves devastados pela guerra como Ghouta Oriental, onde cerca de 400 mil pessoas estão vivendo o “inferno na Terra”, segundo afirmou Guterres na semana passada.

Além de um cessar-fogo nacional de 30 dias, a resolução exigiu o envio semanal de comboios humanitários, retiradas de civis feridos ou doentes e o fim imediato dos cercos, particularmente em Ghouta Oriental.

A resolução afirmou que o cessar de hostilidades não se aplica a operações militares contra o Estado Islâmico do Iraque e do Levante (também conhecido como ISIL/Da’esh), Al-Qaeda e Frente Al Nusra.

Antes da votação, o embaixador sueco Olof Skoog, que ajudou a desenhar a resolução com o Kuwait, chamou a medida de “uma tentativa resoluta e urgente de agir”, afirmando contar com “cada um de vocês para fazer a coisa certa”, acrescentando que os comboios humanitários estão prontos para serem enviados.

Na sexta-feira (23), oficiais das Nações Unidas pediram mais apoio aos refugiados sírios, assim como às comunidades que os abrigam, em meio ao aumento da violência no país.

“Estamos profundamente abalados e perturbados pela brutalidade e pelo absoluto desrespeito pelas vidas civis que estamos testemunhando em Ghouta Oriental e em outras partes da Síria hoje”, disse o alto-comissário da ONU para os refugiados, Filippo Grandi, e o administrador do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), Achim Steiner, e o coordenador humanitário da ONU, Mark Lowcock, em comunicado conjunto.

“Mais do que nunca, é necessário sustentar e reforçar o apoio internacional aos países e comunidades vizinhas que abrigam cerca de 5,5 milhões de refugiados sírios na Turquia, Líbano, Jordânia, Iraque e Egito. Eles continuam a oferecer um importante serviço à humanidade em um momento em que, dentro da Síria, a desumanidade parece prevalecer”, afirmaram.

De acordo com a ONU, aproximadamente sete anos de conflito na Síria deslocaram metade da população do país, incluindo 6,1 milhões de pessoas internamente deslocadas e 5,5 milhões de sírios que vivem como refugiados na região.

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